ELEIÇÃO: Sem debate: Flávio e a Globo fogem de Renan. Gilmar e Aranha cumprem a lei

Bem, caras e caros, convém dizer sem salamaleques ou solenidades: o candidato do Missão, Renan Santos, pôs Flávio Bolsonaro para correr. O senador, valentão no gogó, mas vacilante no gesto, jurara no dia 27 que encararia o confronto da Globo, quaisquer que fossem os adversários. Até aí, a bravata murcha não surpreende rigorosamente ninguém.
O que causa verdadeira estupefação é que a entrada de Renan botou para correr a própria emissora. Bastou que uma decisão judicial incluísse o quinto personagem — o que converteria em real debate a farsa confortável do “Todos Contra Um” — para que a Globo, em um estalo de arrogância, deixasse de ver interesse público no programa. Todos estão, por certo, muito indignados com as decisões da Justiça.
Trata-se de uma simbiose rara de tartufices. Refiro-me à personagem Tartufo, da peça homônima de Molière, o símbolo máximo do hipócrita que emana falsos pretextos morais para mascarar interesses espúrios e romper promessas. Flávio fugiu porque se acovardou — e sempre convém evitar síncopes em público. E a Globo?
BRAVATAS
Continuemos no drama. O candidato estaria pronto para encarnar, por assim dizer, um Falstaff, célebre personagem de Henrique IV e de As Alegres Comadres de Windsor, de Shakespeare. Trata-se do arquétipo do fanfarrão covarde, de retórica inflamada, mas que debanda ao menor sinal de perigo, justificando a própria poltronice como astúcia tática e transferindo a culpa a terceiros — no caso, queixando-se de uma conveniente “censura” judicial.Continue Lendo...







Foto: DIVULGAÇÃO
Foto: Reprodução
Foto: Roberto Galhardo/Secom








