RN: Surfista de Baía Formosa, Italo Ferreira tem um caminho difícil pelo bicampeonato de surfe

A etapa decisiva da WSL, que neste ano acontece pela primeira vez em Fiji, já tem data prevista: segunda-feira (16h30 no Brasil), terça-feira no arquipélago do Pacífico. Segundo o diretor de competições da Liga, Renato Hickel, o plano A é realizar o evento em Cloudbreak, tradicional onda tubular da região. O plano B é Restaurants, pico vizinho à ilha de Tavarua, também de fundo de coral e que recebe forte ondulação. As duas direitas oferecem tubos longos e rampas ideais para manobras, embora Restaurants seja considerada mais veloz e de menor porte.
A combinação de experiência, explosão física e estilo adaptado às condições de Fiji mantém viva a esperança do Rio Grande do Norte em celebrar um novo título mundial. Ítalo Ferreira, mais uma vez, carrega no braço a responsabilidade de representar o surfe potiguar no cenário global.
Na disputa pelo título mundial, o catarinense Yago Dora chega como líder do ranking e com uma vantagem inédita: se vencer sua primeira bateria, será automaticamente campeão. Apenas em caso de derrota inicial haverá decisão em melhor de três confrontos.
Italo Ferreira, campeão olímpico e quinto colocado do ranking, terá de trilhar um caminho mais longo até a final. Para alcançar o bicampeonato, ele precisará vencer três baterias consecutivas antes de encarar Yago Dora. Em falas distintas ao programa Hello LA, ele destacou sua motivação para o Finals em Fiji e sua ambição olímpica, afirmando: “Quero ir de um em um até o topo”. Ítalo também ressaltou a expectativa pelas condições em Fiji, citando a ótima ondulação e os ventos ideais, que devem tornar a competição ainda mais emocionante.
Além disso, Italo já conhece bem esse formato mata-mata. Em 2022 e 2024, ele chegou à decisão do Finals partindo da mesma posição, mas acabou ficando com o vice. Desta vez, o surfista de Baía Formosa tenta reverter o histórico com a energia que o consagrou como um dos competidores mais fortes em disputas diretas.
O primeiro obstáculo será o australiano Jack Robinson, em uma revanche que promete tensão. No Taiti, na etapa de Teahupoo, Robinson eliminou Ítalo nas quartas de final em uma bateria polêmica, após cortar a frente do brasileiro em uma onda decisiva.
O fator técnico também pode jogar a favor de Ítalo. Assim como Yago Dora, ele é “goofy”, ou seja, surfa com o pé direito à frente da prancha. Nesse tipo de onda, que quebra para a esquerda, há vantagem: o surfista encara a parede de frente, com maior visão periférica e controle do desenvolvimento da manobra.
Finals – chave de baterias
Round 1 – Ítalo Ferreira (BRA/5º) x Jack Robinson (AUS/4º)
Round 2 – Griffin Colapinto (EUA/3º) x vencedor do Round 1
Round 3 – Jordy Smith (AFS/2º) x vencedor do Round 2
Final – Yago Dora (BRA/1º) x vencedor do Round 3
(Se Yago vencer na estreia, é campeão direto. Se perder, decisão em melhor de três baterias.)
#Fonte: Tribuna do Norte