RN: ‘Cadu Xavier tem grande chance de ser governador’, diz Fábio Dantas
Fábio destacou que, no primeiro turno de 2022, Lula obteve mais de 1,3 milhão de votos no Rio Grande do Norte, enquanto a governadora Fátima Bezerra (PT) teve mais de 1 milhão. Durante a campanha, Fátima atrelou fortemente sua imagem à de Lula, o que tracionou seu desempenho. Com a votação, a governadora foi reeleita no 1º turno, apenas de o seu governo ostentar baixos índices de aprovação.

Pré-candidato Cadu Xavier tem baixo desempenho em pesquisas atualmente - Foto: José Aldenir / O Correio de Hoje / Arquivo
Mesmo com uma diferença entre os eleitorados — ele lembrou que quase 200 mil eleitores de Lula não votaram em Fátima —, o ex-vice-governador considera improvável uma perda expressiva de votos na transferência para Cadu Xavier, caso Lula tenha um desempenho semelhante na corrida pela reeleição em 2026. Assim como Fátima, o secretário de Fazenda tem buscado atrelar sua imagem à do presidente, sendo chamado por aliados de “Cadu de Lula”.
Na projeção que traça, mesmo que haja uma redução significativa desse eleitorado, o patamar ainda seria elevado. “É muito difícil que Cadu, sendo o candidato de Lula, perca tanto voto assim para não ter 38% a 40% dos votos”, afirmou. A partir dessa conta, ele conclui que o desempenho mínimo esperado do candidato petista já o colocaria em posição altamente competitiva.
Fábio vai além ao afirmar que, mesmo com perdas adicionais, a candidatura governista ainda teria força suficiente para atingir uma votação expressiva. “Cadu precisa ser muito ruim para não ter 800 mil votos”, declarou, em referência ao potencial de transferência eleitoral do campo lulista no Estado.
Com base nesse cenário, ele avalia que o candidato do PT entra na disputa com reais chances de vitória. “Cadu tem uma grande chance de ser o governador do Estado porque o candidato é o Lula”, disse, reforçando que o peso político do presidente tende a ser decisivo no pleito.
Ele minimiza o fato de Cadu ter baixos índices em pesquisas de intenção de votos. Ele lembrou que, em 2014, Robinson Faria iniciou a campanha com menos de 10% nas pesquisas e acabou sendo o governador eleito naquele ano.















