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RN: Transplante de medula óssea usa células-tronco do próprio paciente


Mayara foi submetida a um transplante autólogo de medula óssea, o que lhe permitiu celebrar uma nova vida. | Foto: Magnus Nascimento

Em 2023, a arquiteta e urbanista Mayara Almeida descobriu um linfoma de Hodgkin depois de um período de seis meses de investigação por causa de alguns incômodos e do surgimento de linfonodos na região do pescoço. Com o diagnóstico, o tratamento foi iniciado, mas ainda assim, a doença não parou de avançar. Foi então que Mayara foi submetida a um transplante autólogo de medula óssea, procedimento em que são utilizadas as células-tronco do próprio paciente – sem a necessidade de um doador, portanto – e que permitiu à urbanista voltar a celebrar uma vida nova, cheia de planos e gratidão.

No Estado, o procedimento é realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) em Natal, no Hospital Rio Grande e na Policlínica do Alecrim, unidade da Liga Norteriograndense Contra o Câncer, onde, desde 2023, foram realizados 67 transplantes do tipo. O médico hematologista Antônio Henrique Resende, que atua na Policlínica, explica como acontece o tratamento. “A célula-tronco do paciente é coletada antes de ele ser submetido a uma quimioterapia de alta intensidade”, detalha.


“Isso ocorre porque a quimioterapia vai destruir toda a medula óssea. Para a coleta, é feito um estímulo à produção das células-tronco, as quais saem para o sangue, onde acontece o processo de aférese”, acrescenta o médico. No referido processo, o sangue do candidato ao transplante passa por uma máquina para a captação das células-tronco e é devolvido em seguida. O material captado é armazenado a menos de 80ºC para que seja mantida a viabilidade da célula.

Depois da coleta, o paciente é encaminhado à quimioterapia para, ao fim das sessões, receber a célula-tronco captada. “A quimioterapia destrói a imunidade por 12 a 15 dias em média, derruba as plaquetas e causa anemia, o que vai demandar a necessidade do paciente de receber transfusão de sangue. Isso gera um grande risco de infecção se comparado ao transplante alogênico”, aponta o hematologista.


Segundo Resende, as principais indicações do transplante autólogo são o mieloma múltiplo e alguns tipos de linfomas no contexto de doença refratária recidivada, ou seja, quando o câncer retorna depois de o paciente apresentar bom quadro depois de tratado. Pacientes que não oferecem nenhuma resposta ao tratamento também recebem tal indicação. “Essa é a regra geral, mas pode haver casos específicos em que, mesmo havendo boa resposta à quimioterapia, o transplante autólogo é indicado”, pontua.


O médico esclarece que, no caso do mieloma múltiplo, o transplante autólogo não provoca a cura da neoplasia, mas é indicado para permitir que a doença fique “adormecida” por um tempo maior. “O procedimento permite um período de cerca de quatro sem que a doença se manifeste. Do contrário, apenas com outros tratamentos, esse prazo é reduzido para dois anos, em média”, explica.

O transplante alogênico raramente é recomendado para o mieloma, por conta dos altos riscos para o paciente. Por outro lado, para os casos de linfoma de Hodgkin, o transplante autólogo é usado para cura. Acometida pela neoplasia, a arquiteta Mayara Almeida, de 34 anos, percorreu um longo caminho até que houvesse o tratamento com as próprias células-tronco. “Como tratamento inicial foram 12 sessões de quimioterapia, mas o linfoma se mostrou mais avançado se apresentado na região do tórax e na cervical”, conta.


Rejeição inexistente

De acordo com o hematologista Antônio Henrique Resende, não há risco de rejeição no transplante autólogo, uma vez que são utilizadas as células do próprio paciente. No entanto, segundo ele, existe a possibilidade de falha de enxertia, que ocorre quando a medula não pega (no caso da rejeição, o sistema imunológico do receptor destrói a medula nova). Felizmente, a falha de enxertia, aponta o especialista, é pouco comum. “É algo raro de acontecer, uma vez que a pessoa só é submetida ao procedimento se for coletada uma quantidade mínima de células-tronco, capazes de garantir o sucesso do procedimento”, diz.


A quantidade mínima de células depende de variados fatores, dentre eles, o peso do paciente. Outro aspecto que garante a segurança do procedimento é o fato de que o linfoma de Hodgkin não é uma doença que acomete a medula óssea. “Já o mieloma é circular e pode afetar a medula. Talvez seja por isso que o transplante autólogo não garante a cura dessa neoplasia, mesmo com as sessões de quimioterapia de alta intensidade, as quais debelam ao máximo a doença”, aponta o hematologista.


Para Mayara Almeida, o transplante autólogo se apresentou como alternativa à progressão da doença, mas o processo não foi simples. “Antes, eu precisava de uma medicação para imunoterapia, o que requereu judicialização. Foram cinco meses nesse processo. Enquanto esperava, fiz dois protocolos de quimioterapia. O tratamento por imunoterapia foi iniciado somente no ano passado, com oito ciclos. Porém, o câncer estava pior, porque tinha se espalhado para parte do abdômen”, relata a arquiteta.


Por conta disso, o médico passou a considerar o transplante alogênico no lugar do autólogo. A família chegou a fazer testes de compatibilidade. “Porém, depois do quinto protocolo de tratamento, que combinou imunoterapia e quimioterapia, entrei em remissão, então, a recomendação de uso das minhas células-tronco foi retomada”, falou Mayara. Segundo ela, a indicação a deixou bem mais tranquila.Hematologista Antônio Henrique: não há risco de rejeição. | Foto: Magnus Nascimento

“Foi um alívio, porque o alogênico é bem mais complexo, com um período de internação maior, e requer um período mais amplo para a medula pegar. A recuperação também é mais difícil, sem falar que existe a questão da dependência de um doador que, embora eu não tenha enfrentado dificuldades porque tanto meus pais quanto minha irmã foram compatíveis, é algo que pode ser um complicador para os pacientes”, comentou a arquiteta.


O hematologista Antônio Henrique Resende afirma que a indicação para o transplante autólogo não interfere na fila de espera pelo alogênico, mas representa mais uma oportunidade para os pacientes com câncer que podem adotar essa forma de tratamento. “Foi nesse cenário que a Liga entrou. A oferta integral desse tipo de transplante era um sonho antigo nosso, porque antes, para fazer a reinserção da medula, o paciente precisava sair para outra unidade”, disse.

Em outubro do ano passado, a Liga conseguiu ampliar de um para cinco o número de leitos montados no serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO), que funciona na Policlínica do Alecrim, o que permitiu expandir a quantidade de transplantes realizados. “Até então, a gente conseguia fazer, no máximo, dois procedimentos por mês, levando em conta que o tempo médio de internação de um paciente, nesses casos, é de 15 a 21 dias. Hoje temos cinco leitos montados, com potencial de ampliar para 11, o que deve aumentar ainda mais nossa capacidade”, explica Resende.


A Liga conta ainda com uma equipe exclusiva para o serviço de TMO, composta por profissionais como enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, dentista e nutricionista. O encaminhamento ao setor é feito por um médico da própria Liga ou por um profissional de uma unidade externa. “Todos os exames necessários para o transplante são feitos pelo SUS sem custo algum para o paciente”, esclarece Antônio Henrique Resende.

Ação de graças


Depois de encarar uma longa jornada de tratamentos para combater o linfoma, Mayara Almeida quer mais é agradecer. O procedimento foi realizado em 29 de dezembro de 2025. A arquiteta conta que o dia 8 de janeiro lhe reservou, a partir deste ano, motivos em dobro para celebrar: além de ser o aniversário dela, foi a data em que ocorreu a chamada “pega da medula”. A rotina de ida ao hospital continua intensa – até a última quarta-feira (4), ela precisava ir à Liga a cada sete dias para revisão. Como os resultados dos últimos exames foram positivos, agora ela terá que retornar a cada 15 dias.


“À medida que a melhora vai se concretizando, esse acompanhamento também vai ficando um pouco mais espaçado”, fala. Feliz com a nova fase, Mayara já tem planos para breve. “Após 60 dias, há uma espécie de validação de que tudo, de fato, deu certo. Quando isso acontecer, quero uma missa em ação de graças, porque, sem dúvida alguma, minha fé me curou. Tudo melhorou depois que eu me aproximei de Deus”, comenta, agradecida.







#Fonte: Tribuna do Norte 







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Análise em laboratório de SP confirma fungo Candida auris em paciente no RN


A taxa de mortalidade pela ação do Candida auris pode chegar a 50%, dependendo do tipo de infecção | Foto: Anthony Medeiros

O sequenciamento genético realizado em São Paulo confirmou a amostra do fungo Candida auris identificada em um paciente internado em Natal. A informação foi repassada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). O resultado do exame especializado reforça o diagnóstico que já havia sido confirmado anteriormente pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen/RN), no final do mês de janeiro.

O envio da amostra para análise genética em outro estado faz parte do fluxo nacional de vigilância adotado para a identificação definitiva do fungo, conforme definição do Ministério da Saúde. À epoca da confirmação do caso, o paciente estava internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM).

A Sesap informou que o paciente segue internado, em quadro clínico estável, e está sendo tratado da condição de saúde prévia que motivou a internação. De acordo com a secretaria, não há manifestação de sintomas associados ao Candida auris.


O Candida auris é considerado um microrganismo de alto risco no ambiente hospitalar por sua resistência a antifúngicos e pela capacidade de permanecer viável por longos períodos em superfícies. Por esse motivo, casos suspeitos ou confirmados demandam monitoramento rigoroso e comunicação imediata às autoridades sanitárias.

No Brasil, o primeiro caso de Candida auris foi registrado na Bahia, em 2020, quando um surto hospitalar resultou na contaminação de 15 pacientes. Desde então, o fungo foi identificado em outros estados. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que, entre 2020 e novembro de 2025, foram registrados 22 surtos e 134 casos no país.



#Fonte: Tribuna do RN 






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Farmácia é condenada por venda de caneta emagrecedora com defeito no RN


A Justiça do Rio Grande do Norte condenou uma rede de farmácias e uma fabricante de medicamentos a indenizar uma consumidora que recebeu uma caneta emagrecedora com defeito. Os nomes das empresas não foram divulgados.

A decisão determinou que as empresas paguem R$ 1.759,64 – valor do produto – em danos materiais e R$ 3 mil em danos morais à cliente.

A sentença é da juíza Sulamita Bezerra Pacheco, do 14º Juizado Especial Cível de Natal.

Segundo a decisão, o equipamento não liberou a dose do medicamento porque estava sem a agulha interna, o que fez com que todo o conteúdo se derramasse no momento da aplicação.

Segundo o processo, a consumidora comprou uma caixa da medicação pelo aplicativo da farmácia. As três primeiras canetas funcionaram normalmente, mas a última apresentou defeito no momento da aplicação, apesar de realizar todos os procedimentos corretos.

Após tentar resolver o problema diretamente com a farmácia e a fabricante, ela não obteve reembolso nem substituição do produto, o que motivou a ação judicial.

Sobre os danos morais, a juíza Sulamita Pacheco considerou que a situação ultrapassou um mero aborrecimento e que o tempo é “insubstituível e inalienável”.

“Logo, não é justo desperdiçá-lo com uma tentativa de solucionar uma indenização devida e decorrente de uma falha de prestação causada pelo próprio fornecedor. Tal fato, vai muito além de meros aborrecimento ou simples transtornos, tendo em vista que a tentativa infrutífera de solucionar o problema administrativamente causa enorme estresse e incômodo ao consumidor”, escreveu na sentença.

O que disseram farmácia e fabricante

Ao se defender na Justiça, a farmácia que vendeu o medicamento alegou que não poderia responder pelo defeito, pois eventuais problemas na caneta seriam de responsabilidade exclusiva da fabricante.

A farmácia também sustentou que não houve comprovação de que o produto realmente apresentava defeito nem que a consumidora teria utilizado a caneta de forma correta ou seguido os procedimentos indicados para aplicação.

Já a fabricante apresentou defesa afirmando que não havia qualquer prova de que o defeito tivesse origem no processo de fabricação, sustentando que o medicamento e o dispositivo aplicador passam por rígidos controles de qualidade, o que tornaria improvável a ocorrência do problema descrito.

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RN: Grávida dá à luz em cadeira de rodas e bebê cai no chão em maternidade em Natal


Uma grávida deu à luz em uma cadeira de rodas durante o trajeto para a sala de parto na maternidade pública Arakén Irerê Pinto, em Natal, e o bebê caiu no chão logo após o nascimento, por volta das 0h15 desta sexta-feira 30. O pai da criança, Raniere Sousa Lima, acusou o hospital de negligência em entrevista ao G1 RN.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), a paciente estava sendo levada para a sala de parto quando apresentou “uma evolução súbita e atípica do quadro clínico, caracterizada como parto taquitócico (ou precipitado) — situação em que o trabalho de parto progride de forma acelerada —, culminando no nascimento durante o trajeto”.
Grávida dá à luz em cadeira de rodas e bebê cai no chão em maternidade em Natal - Foto: Reprodução/Elpídio Júnior


De acordo com o pai, no momento da triagem, a mulher já estava com 6 cm de dilatação do colo do útero, o que indica fase ativa do trabalho de parto, e apresentava muitas dores. Ele afirmou que a médica teria dito que a bebê não nasceria naquele momento.

“Como ela [esposa] já estava no leito, [a médica] preferiu colocá-la no leito lá de cima. Só que, na ‘hora H’ que ela chamou o maqueiro, ele, ao invés de pegar uma maca, pegou uma cadeira de rodas. Aí foi nesse trajeto de um leito para o outro: o bebê expulsou de repente e caiu no chão”, contou Raniere Sousa Lima.

“Foi uma cena que eu não quero para o meu pior inimigo. A minha sogra estava aí, passou mal. Minha esposa também. Eu fiquei louco aí dentro”, afirmou. Ele disse ainda que a médica acompanhava o momento em que a bebê caiu e que o cordão umbilical rompeu na hora.

Segundo a SMS, a gestante foi acolhida em trabalho de parto ativo, com seis centímetros de dilatação e sem sinais de ruptura da bolsa amniótica, “quadro considerado dentro da normalidade para a fase em que se encontrava”.

“É fruto seu ali, que poderia não estar aqui comigo nesse momento, por negligência médica ou do hospital”, disse Raniere. Para ele, a transferência em cadeira de rodas não foi adequada. “Uma gestante teria que estar numa maca, não numa cadeira de rodas. Ela não estava com a perna quebrada. Ela teria que estar numa maca para fazer esse deslocamento”, declarou.
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Vírus Nipah, incurável e letal, coloca o mundo em alerta após casos na Índia; Ministério da Saúde se posiciona sobre o risco ao Brasil





Depois da confirmação de ao menos dois casos de infecção pelo vírus Nipah na Índia, autoridades médicas e sanitárias internacionais emitiram sinais de alerta e reforçaram a necessidade de uma vigilância apurada, especialmente devido à alta letalidade do patógeno – que pode chegar a 70% das vítimas.

O vírus Nipah, que já causa grande preocupação em todo o mundo após a confirmação de dois infectados na Índia, colocou autoridades de saúde em alerta por se tratar de uma doença rara, incurável e com alta letalidade. Diante do avanço dos casos, países asiáticos reforçaram a vigilância sanitária em aeroportos, enquanto a China informou não ter registros da doença, apesar do risco de casos importados.

No Brasil, o Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o risco relacionado ao vírus Nipah é baixo, que a doença não representa ameaça ao país e que não há indícios de potencial pandêmico, acrescentando que não existem evidências de disseminação internacional nem risco para a população brasileira.
Vírus Nipah, incurável e letal, coloca o mundo em alerta após casos na Índia; Ministério da Saúde se posiciona sobre o risco ao Brasil Vírus Nipah, incurável e letal, coloca o mundo em alerta após casos na Índia; Ministério da Saúde se posiciona sobre o risco ao Brasil Reviewed by CanguaretamaDeFato on 31.1.26 Rating: 5

RN: Investigação apura perda de 12,7 mil remédios vencidos em Serra do Mel




Foto: Divulgação PF

A Prefeitura de Serra do Mel adquiriu 1.000 frascos de Paracetamol 200 mg/ml com apenas nove dias de validade, embora o consumo estimado das unidades básicas de saúde indicasse a utilização de apenas nove unidades dentro do prazo, o que resultou em uma perda provável de 99,1% do estoque, segundo auditoria de uma nota fiscal que integra a investigação da Operação Mederi. As análises apontam uma perda provável de 12,7 mil diferentes remédios por expiração do prazo de validade na cidade de 13,8 mil habitantes, localizada no Oeste potiguar.
Guia RN

Serra do Mel está entre os municípios investigados na Operação Mederi, que apura irregularidades em contratos, licitações e na gestão de recursos públicos destinados à área da saúde em cinco cidades do Rio Grande do Norte.

A investigação da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que, desde 2016, Serra do Mel movimentou R$ 4,08 milhões com a Dismed e mais R$ 1,4 milhão com a Drogaria Mais Saúde entre 2024 e 2025.

Os dados sobre os medicamentos constam em relatório técnico que analisou compras destinadas às UBSs de Serra do Mel e apontou um descompasso entre o volume adquirido, o prazo de validade e a demanda real da rede pública de saúde. No caso do Paracetamol, a fiscalização calculou que 991 frascos apresentavam perda provável, já que não havia tempo hábil nem histórico de consumo compatível para utilização antes do vencimento.

No entanto, a situação não se restringiu ao Paracetamol. Outros medicamentos adquiridos também apresentavam validade reduzida e quantidades incompatíveis com o consumo médio nas UBSs. Entre os itens estão lotes de Azitromicina 200/500 mg, Aciclovir 200 mg, Metoclopramida 10 mg, todos comprados com validade residual que variava entre 30 e 62 dias. Mesmo assim, as quantidades adquiridas superavam, em larga escala, o consumo estimado até o vencimento (ver detalhamento na tabela).










#Fonte: Tribuna do Norte
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Lula deixa hospital após cirurgia de catarata: Planalto atualiza estado de saúde do presidente




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, na manhã desta sexta-feira (30/1), no CBV Hospital dos Olhos, em Brasília. De acordo com o Palácio do Planalto, o procedimento ocorreu sem intercorrências.

“Ele permanecerá esta sexta-feira e o fim de semana na Granja do Torto. Retorna às atividades de rotina na segunda-feira (2/2)”, diz o comunicado.

Na véspera da cirurgia, Lula passou por exames preparatórios. Ele cancelou compromissos que estavam previstos para ocorrer na quinta — uma visita à Carreta da Mulher, em Brasília — e na sexta-feira, quando faria uma viagem ao Quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO).

Nos últimos dois dias, o Palácio do Planalto não divulgou a agenda pública do petista.

Associada ao envelhecimento, a catarata provoca visão embaçada, ofuscamento e dificuldade para enxergar cores. A cirurgia é considerada segura, rápida e de baixa complexidade. Em 2020, Lula havia passado pelo mesmo procedimento, também sem complicações.

Aos 80 anos, o presidente foi submetido a pelo menos quatro procedimentos médicos desde assumiu o mandato, em 2023. No episódio mais recente, o chefe do Planalto passou por uma cirurgia de emergência após sofrer uma queda no banheiro do Palácio da Alvorada, em outubro de 2024, enquanto cortava as unhas do pé.

Dois meses depois, após relatar dores de cabeça, exames identificaram uma hemorragia intracraniana decorrente do acidente. O presidente foi transferido de Brasília para São Paulo e submetido, em 9 de dezembro, a uma cirurgia de emergência.
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Presidente Lula vai se submeter a cirurgia nesta sexta-feira (30)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.

Exames foram realizados na manhã de hoje para garantir que tudo esteja pronto para o procedimento.

A cirurgia visa corrigir a opacidade do cristalino, comum em pacientes da idade do presidente (80 anos), e é considerada de rotina e rápida.

Este cuidado com a saúde ocorre após um período de recuperação de um procedimento endovascular realizado no final de 2024 devido a um sangramento intracraniano.

A expectativa é que o presidente tenha uma recuperação tranquila e retome suas atividades em breve.

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Sesap informa que vacina contra gripe estará disponível até sábado no RN


| Foto: Arquivo / Assecom / Elisa Elsie

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou, em nota publicada nesta terça-feira (27), que a vacina contra a gripe estará disponível no estado até o próximo sábado (31). A vacinação faz parte da campanha de 2025 e está disponível para toda população potiguar.

Seguindo recomendação do Ministério da Saúde, as vacinas serão recolhidas após essa data, para início da próxima campanha, com a vacina atualizada, a partir de março.

Até nesta terça-feira (27), foram aplicadas pouco mais de 1 milhão de doses da proteção contra a gripe no Estado desde o início da campanha em fevereiro de 2025.



#Fonte: Tribuna do Norte 









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Cresce o número de ações judiciais relacionadas a falhas em cirurgias


De janeiro a novembro de 2025, o Brasil registrou 66.097 novos processos relacionados a cirurgias gerais, de urgência e eletivas | Foto: AGÊNCIA BRASIL


O Rio Grande do Norte encerrou o mês de novembro de 2025 com 2.831 processos judiciais relacionados a falhas em cirurgias, o que representa aumento de 8,84% em comparação com todo o ano de 2024, quando foram registrados 2.601 casos. O levantamento é da Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp), com dados do Conselho Nacional de Justiça.

Além das cirurgias, quando observados os processos gerais por danos materiais e morais em serviços de saúde (falhas médicas e assistenciais), o estado somou 2.392 novas ações: 2.087 na rede privada e 305 na pública. Para especialistas, o aumento da judicialização não confirma necessariamente uma explosão de “erros médicos”, mas reflete problemas sistêmicos, maior complexidade dos procedimentos e um paciente mais consciente de seus direitos.


De janeiro a novembro de 2025, o Brasil registrou 66.097 novos processos relacionados a cirurgias gerais, de urgência e eletivas. Em 2024, foram 68.203 processos, ou seja, houve uma redução de 3,09%. O Judiciário brasileiro recebeu 91.391 novos processos referentes a danos materiais e morais em serviços de saúde em 2025: 70.276 na rede privada e 21.115 na pública.

O anestesiologista Luís Antônio Diego, membro da Sobrasp, explica que o senso comum entende diversos eventos como “erro médico”, mas nem todas as intercorrências são culpa do profissional. “Não necessariamente são danos, mas não deveriam acontecer. Todas as atividades laborais têm possibilidade de erro”, diz. Ele cita problemas na comunicação e nos sistemas, por exemplo, como fatores que contribuem para a ocorrência de eventos adversos.


Diego lembra que o Protocolo para Cirurgia Segura, recomendado pelo Ministério da Saúde desde 2013, visa reduzir incidentes, eventos adversos e mortalidade em procedimentos cirúrgicos. O documento orienta a realização das cirurgias no paciente e no local corretos, com base na aplicação da Lista de Verificação de Cirurgia Segura (checklist), desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde.

Essa lista de verificação organiza o procedimento em três etapas — antes da indução anestésica, antes da incisão cirúrgica e na saída do paciente da sala de cirurgia — e devem ser aplicadas por um profissional responsável. Caso haja alguma falha, o processo deve ser interrompido até que a situação seja corrigida, priorizando a segurança do paciente.


Diego avalia que os eventos adversos em cirurgias, com danos, “não são tão frequentes assim. É um número alto e que deve ser reduzido, mas, em relação ao número de cirurgias realizadas, não é absurdo”. Ele cita a complexidade e a diversidade de novos procedimentos como um desafio.

Segundo o médico Elio Barreto, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern), os hospitais potiguares aderem bem aos protocolos de procedimentos cirúrgicos, mas os eventos ainda ocorrem. Apesar de o levantamento não detalhar os tipos de falha mais comuns no RN, Barreto aponta especialidades em que há mais denúncias: ginecologia, obstetrícia, traumatologia, ortopedia, cirurgia plástica e cirurgia geral.
 Barreto, vice-presidente do Cremern: “Às vezes, a denúncia não tem fundamento” | Foto: Adriano Abreu

No Brasil, diz a Sobrasp, os principais incidentes relacionados a centros cirúrgicos em 2025 foram a retenção não intencional de corpo estranho em um paciente após a cirurgia, procedimentos cirúrgicos realizados no lado ou local errado do corpo, e até no paciente errado.

Para Diego, o conhecimento prévio de que há protocolos de segurança pode municiar os pacientes para cobrá-los, o que também mitiga eventos adversos. “O papel do paciente é muito importante. Esse letramento [permite ao] paciente conhecer exatamente o que vai ser feito e quais são os riscos”. De acordo com ele, o crescimento de processos judiciais envolvendo cirurgias pode significar que mais pessoas conhecem e buscam seus direitos.



#Fonte: Tribuna do Norte
Cresce o número de ações judiciais relacionadas a falhas em cirurgias Cresce o número de ações judiciais relacionadas a falhas em cirurgias Reviewed by CanguaretamaDeFato on 25.1.26 Rating: 5

Avaliação do MEC reprova mais de 30% dos cursos de medicina no país

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), e os números acenderam um alerta: mais de 30% dos cursos de Medicina do Brasil tiveram desempenho considerado insatisfatório. Ao todo, 107 dos 351 cursos avaliados receberam notas 1 ou 2, os conceitos mais baixos da escala adotada pelo Inep.

A prova avalia se os estudantes de Medicina adquiriram, ao longo da graduação, os conhecimentos, habilidades e competências necessárias para o exercício profissional. Dos cerca de 89 mil alunos que participaram do exame, aproximadamente 75% demonstraram desempenho adequado, com notas entre 3 e 5, faixa considerada satisfatória pelo Ministério da Educação.

As instituições mal avaliadas sofrerão sanções. Oito cursos ficaram proibidos de receber novos alunos; 13 terão redução de 50% das vagas; outros 33 sofrerão corte de 25%; e 45 ficarão impedidos de ampliar a oferta. Todos os cursos com nota insuficiente também serão suspensos do Fies e de outros programas federais de financiamento e apoio estudantil.

O levantamento mostra ainda que a maioria dos cursos reprovados pertence à rede privada: 87 dos 107 com notas 1 ou 2. Entre as instituições públicas, cinco cursos federais ou estaduais ficaram nessa faixa. Já entre as faculdades municipais, sete dos oito cursos avaliados tiveram desempenho insatisfatório. Em contrapartida, as universidades públicas dominaram os melhores resultados, sendo maioria entre os cursos que alcançaram notas de 3 a 5 no Enamed.



#Fonte: CP/Vídeo: Reprodução/Jornal Nacional/ Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Sesap distribui novo lote da vacina contra bronquiolite para gestantes no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) conclui nesta semana a distribuição de um novo lote da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A imunização tem como objetivo proteger recém-nascidos contra a bronquiolite.

Ao todo, são 7,7 mil doses, que se somam às 10 mil vacinas já distribuídas aos municípios do Rio Grande do Norte em dezembro de 2025. As entregas começaram na semana passada e devem ser finalizadas até o dia 23.
Vacina contra o vírus sincicial respiratório é aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gestação - Foto: Divulgação


A Sesap informa que não há limite de idade para a gestante que pode receber a vacina. A proteção ocorre em dose única.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, a contaminação por VSR em crianças com menos de 2 anos no Rio Grande do Norte resultou em 254 casos de síndrome respiratória aguda grave, número que corresponde a 83% do total de registros da doença no estado. No mesmo período, foram registrados três óbitos nessa faixa etária, o equivalente a 60% do total.
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RN: “Grito por justiça”: Família de jovem morta após erro de medicação faz protesto em frente à UPA Potengi


Foto: Magnus Nascimento

Parentes e amigos de Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (15) em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.

O ato busca respostas e punições para os responsáveis pela morte da jovem, que faleceu no último dia 5 de janeiro após passar 19 dias internada devido a um erro na administração de medicamento dentro da unidade.

Para a família, a mobilização é a única forma de evitar que o caso caia no esquecimento. “Eu não quero que a morte da minha filha seja apenas mais uma estatística. É um grito por esclarecimentos, pois até agora enfrentamos um vazio de informações”, desabafou Aline Nascimento, mãe da jovem.








#,Fonte:  Tribuna do Norte 
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Anvisa aprova medicação injetável com quase 100% de eficácia para prevenção do HIV

 

Nova alternativa de profilaxia pré-exposição

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (12), uma nova indicação para o medicamento Sunlenca (lenacapavir). Agora, ele passa a ser utilizado como PrEP (profilaxia pré-exposição) para reduzir o risco de infecção por HIV.

O lenacapavir é um medicamento injetável semestral desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences. Ele atua como um inibidor de fusão capside, o que significa que ele interfere no capsídeo do HIV, uma capa de proteína que protege o material genético do vírus e as enzimas necessárias para a replicação.

Em estudos clínicos, demonstrou alta eficácia no combate ao HIV. No trabalho PURPOSE 1, o medicamento apresentou 100% de eficácia na redução da incidência de HIV em mulheres cisgênero. Já no PURPOSE 2, ele obteve 96% de eficácia na prevenção da infecção em um público mais diverso, incluindo homens cis e pessoas trans. Além disso, o medicamento se mostrou 89% mais eficaz do que a PrEP oral diária.

A aprovação da Anvisa acontece meses após a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendar o lenacapavir como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina.

A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.

Com a aprovação, o lenacapavir se torna uma nova ferramenta para reduzir o risco de transmissão do HIV, oferecendo um regime semestral que facilita a adesão e diminui a carga sobre os sistemas de saúde, segundo comunicado da Anvisa.




#Fonte: CNN

Anvisa aprova medicação injetável com quase 100% de eficácia para prevenção do HIV Anvisa aprova medicação injetável com quase 100% de eficácia para prevenção do HIV Reviewed by CanguaretamaDeFato on 14.1.26 Rating: 5

Sesap investiga intoxicação por ciguatera após quatro casos suspeitos em município do RN


Foto: Kampus Production

Quatro casos suspeitos de intoxicação por ciguatera estão sendo investigados pela Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). Informações preliminares apontam que os casos teriam sido registradas no dia 7 de janeiro, após o consumo de peixe em Touros, município do Litoral Nordeste. A pasta não confirmou informações de como surgiu a suspeita nem da condição dos pacientes.

A Sesap informou que quatro amostras foram recebidas no Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen) para serem enviadas ao laboratório de referência no Sul do país. Não há previsão para divulgação do resultado dos exames.

Apesar de não haver nenhuma confirmação ainda, os casos continuam sendo acompanhados pela secretaria por meio da Vigilância em Saúde.

Ciguatera

Essa não foi a primeira vez que casos de ciguatera foram investigados no estado. No ano passado, pelo menos 13 pessoas apresentarem sintomas após consumirem peixe em um restaurante de Natal. A principal suspeita era intoxicação por ingestão de uma ciguatoxina, conhecida também como ciguatera.

A ciguatera se dá pela bioacumulação da ciguatoxina no interior dos peixes, que acontece após os animais consumirem algas que contenham a substância.


Dentre os sintomas do quadro de intoxicação estão sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e diarreia, e também manifestações neurológicas como formigamento, inversão térmica e fraqueza muscular. Os sintomas podem durar semanas, embora raramente sejam fatais.

No caso em Natal, a condição mais grave foi registrada em duas médicas, que precisaram ser internadas em UTI de um hospital da capital.

As ciguatoxinas não têm cor, sabor ou cheiro e não podem ser destruídas pelo cozimento ou congelamento convencional. Não há tratamento específico para a Ciguatera. Sendo assim, caso o peixe esteja contaminado, técnicas de resfriamento e/ou cocção e nem mesmo a digestão, são capazes de impedir o desenvolvimento da Ciguatera.









#Fonte: Tribuna do Norte 2025
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Levantamento aponta hospital público do RN entre as 100 melhores unidades do Brasil; saiba qual


Foto: Cícero Oliveira

Um levantamento nacional inédito aponta a relação de finalistas que integram os 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O estudo foi realizado pelo Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde) em parceria com a OPAS/OMS (Organização Pan-Americana de Saúde), Instituto Ética Saúde (IES), Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Do Rio Grande do Norte, apenas o Hospital Universitário Ana Bezerra, na cidade de Santa Cruz, integra essa lista. A partir da lista inicial haverá um refinamento da pesquisa para escolher os ‘Top 10’ hospitais, que serão revelados em maio durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, iniciativa conjunta das cinco entidades.

Depois de São Paulo, com 30% dos melhores hospitais públicos brasileiros, Goiás se destaca com 10% do total. Na sequência vêm Pará (7%), Santa Catarina (7%), Pernambuco (6%), Rio de Janeiro (6%), Paraná (5%), Amazonas (3%), Bahia (3%), Distrito Federal (3%), Maranhão (3%), Minas Gerais (3%), Ceará (2%), Distrito Federal (2%), Espírito Santo (2%), Mato Grosso do Sul (2%), Rio Grande do Sul (2%), Tocantins (2%), Piauí (1%), Rio Grande do Norte e Sergipe (1%).


“Essa relação dos 100 melhores hospitais se mostrou representativa de todas as regiões brasileiras, e isso demonstra que o país possui centros de excelência hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde) espalhados pelo seu território”, afirma o médico sanitarista Renilson Rehem, idealizador do projeto e ex-presidente do Ibross.

Critérios

A lista das unidades indicadas ao Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil considera serviços hospitalares dos governos federal, estadual ou municipal, com assistência 100% pelo SUS (sem nenhum tipo de atendimento por operadora de saúde) . A seleção inclui hospitais gerais —adultos ou pediátricos— e hospitais especializados nas áreas de ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade, todos com mais de 50 leitos e produção registrada no SIH (Sistema de Informações Hospitalares) do Ministério da Saúde entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência não foram incluídos.


Para a definição dos “finalistas” do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil foram aplicados critérios como acreditação hospitalar, taxas de ocupação e taxa de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados, dentre outros.

A relação dos 100 indicados será agora ranqueada com base em pesquisa independente de satisfação dos pacientes, no nível de acreditação dos serviços e nas informações de compliance fornecidas pelos hospitais. Também será considerada uma avaliação de eficiência que cruzará os dados de atendimentos com a disponibilidade de recursos financeiros.


“Com essa premiação, buscamos reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar do país, bem como promover a melhoria contínua da qualidade e da eficiência dos serviços públicos de saúde prestados à população”, diz Renilson Rehem.







#Finte: Tribuna do Norte 
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Morre jovem de 19 anos que pode ter recebido medicação trocada em UPA no RN


Morreu nesta segunda-feira (5) a jovem Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, que pode ter recebido uma medicação trocada em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) em Natal.


A informação da morte foi confirmada pela avó da vítima e pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS).

Gabriely Barbosa de Melo procurou a UPA Potengi no dia 16 de dezembro com sintomas gripais e teve uma parada cardiorrespiratória após ser medicada na unidade. Ela estava internada na UTI de um hospital particular desde o dia 17.

De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren), a suspeita é de que jovem tenha recebido uma medicação diferente da prescrita pela médica que a atendeu.

 A Inter TV apurou que a troca foi de um corticóide por um relaxante muscular usado para entubação.

  A médica teria receitado um expectorante e um corticoide para a inflamação e para aliviar os sintomas da tosse.

Após o atendimento médico, na sala de medicação, a paciente teria recebido na veia três ampolas de um relaxante muscular de ação rápida, usado para anestesiar e entubar pacientes, além de ser utilizado também em cirurgias.

As duas medicações têm nomes parecidos. O corticoide indicado se chama succinato sódico de hidrocortisona. Já o relaxante muscular é a succinilcolina.

Segundo a família, a jovem começou a passar mal assim que iniciou a aplicação da medicação na veia.

A jovem é indígena da etnia Potiguara. Segundo a avó dela, Maria Soares de Melo, a paciente procurou atendimento na UPA acompanhada da mãe por estar com sintomas gripais.

“Ao chegar na UPA, ela foi atendida e a médica solicitou uma medicação, dizendo que era um antialérgico. E esse antialérgico foi feito e, antes de completar o medicamento, que foi injetado na veia, ela já tava ficando roxa. A mãe viu ela ficando molinha, foi para perto e quando chegou lá já tava ficando roxa”, contou a avó.

Segundo a família, os médicos constataram que a jovem teve uma parada cardiorespiratória. Ela foi socorrida, reanimada e entubada na unidade de saúde.

A família solicitou os prontuários médicos e apresentou ao médico do hospital privado para onde a jovem foi transferida. No documento, constam os medicamentos hidrocortisona injetável venosa e succionatio sódico 100 mg.

“Não repassaram para o médico o motivo da parada cardiorespiratória. Minha nora mostrou uma foto do prontuário ao médico [do hospital particular] e ele disse com toda convicção que aquele medicamento que está lá não causaria uma parada cardiorespiratória”, disse a avó.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina no RN informou que “tomará as devidas providências para apurar o ocorrido”.A Secretaria de Saúde de Natal abriu uma investigação e afastou servidores diretamente envolvidos no manejo dos medicamentos. Até esta segunda-feira (5), a SMS não havia confirmado que os medicamentos foram trocados.

No dia seguinte ao caso, o presidente do Coren, Manoel Egídio, falou, em entrevista na frente da UPA, que o caso era investigado por uma possível troca de medicamentos.

“Informações iniciais são de que houve troca de medicação, que foi administrada uma medicação diferente da que foi prescrita. Embora as miligramas fossem as mesmas, a substância é diferente. 

A gente está apurando tudo isso, já estamos solicitando o prontuário, todos os registros para a gente ter todos os esclarecimentos de como se procedeu a dispensação deste medicamento a partir da prescrição até a administração desse medicamento”, afirmou na ocasião.

Em nota, a SMS lamentou a morte da jovem e disse garantir “apoio integral à família”. Segundo a pasta, os servidores envolvidos no atendimento da jovem seguiam afastados e a sindicância continuava em andamento.

“Os Conselhos de Enfermagem e de Farmácia também estão realizando apuração dos fatos e o Processo Administrativo (PAD) será aberto assim que a sindicância for concluída, com acompanhamento dos órgãos competentes”.

A SMS informou que não havia data prevista para conclusão da sindicância.




Morre jovem de 19 anos que pode ter recebido medicação trocada em UPA no RN Morre jovem de 19 anos que pode ter recebido medicação trocada em UPA no RN Reviewed by CanguaretamaDeFato on 5.1.26 Rating: 5

RN: Sesap aluga novo tomógrafo para o Hospital Walfredo Gurgel em Natal


Novo tomógrafo chegou ao hospital | Foto: Divulgação/Sesap

O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel recebeu, na tarde desta sexta-feira (26), um novo tomógrafo. O equipamento foi alugado pelo Governo do Estado para reforçar o centro de imagens da unidade.

O novo tomógrafo substitui um dos dois equipamentos semelhantes, que já foi desmontado e retirado da sala, instalados no Walfredo. O local de funcionamento passou por reforma estrutural e manutenção das instalações elétricas, coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A chegada do tomógrafo foi supervisionada pelo secretário de Saúde Pública, Alexandre Motta. “Esse novo equipamento representa um avanço imenso na qualidade da assistência. E vai resolver as situações recentes que tivemos de dificuldade no hospital”, disse ele.

Segundo a Sesap, o equipamento dá segurança à continuidade dos serviços da principal unidade da rede pública de saúde do Rio Grande do Norte, sendo mais moderno que o equipamento anterior e com maior capacidade de realização de exames. O Walfredo Gurgel realiza cerca de 180 tomografias por dia, entre exames de urgência e de controle.

O aluguel do novo tomógrafo para o Walfredo Gurgel representa um investimento de R$ 75 mil por mês. A Sesap está encaminhando ainda um processo de compra, em parceria com o Ministério da Saúde, para a compra de mais um novo tomógrafo para a unidade.


#Fonte: Tribuna do Norte 












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RN: Jovem de 19 anos segue na UTI após suspeita de troca de medicação em UPA de Natal

A jovem de 19 anos que sofreu uma parada cardiorrespiratória após ser medicada em uma unidade de saúde de Natal segue internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital particular da capital neste sábado 20, segundo confirmação da família.

De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren-RN), há suspeita de que Gabriely Barbosa de Melo tenha recebido uma medicação diferente da prescrita pela médica que realizou o atendimento. O caso ocorreu na última terça-feira 16, na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.
Gabriely Barbosa de Melo foi atendida na UPA Potengi, em Natal - Foto: reprodução e José Aldenir / AgoraRN


A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que abriu uma investigação e afastou os servidores diretamente envolvidos no manejo dos medicamentos na unidade. A jovem foi transferida para um hospital privado na quarta-feira 17, onde permanece internada em estado que requer cuidados intensivos.
O caso

Apuração do AGORA RN aponta que a médica teria prescrito um expectorante e um corticoide para tratar a inflamação e aliviar os sintomas de tosse apresentados pela paciente. No entanto, após o atendimento médico, na sala de medicação, a jovem teria recebido na veia três ampolas de um relaxante muscular de ação rápida, utilizado para anestesiar e intubar pacientes.

As duas medicações possuem nomes semelhantes. O corticoide prescrito se chama succinato sódico de hidrocortisona, enquanto o relaxante muscular administrado seria a succinilcolina. Segundo a família, a jovem começou a passar mal assim que teve início a aplicação intravenosa do medicamento.

Em nota assinada pelo secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, a SMS informou que a sindicância instaurada pelo município irá analisar os fatos e apurar eventuais responsabilidades relacionadas ao caso.




#Fonte: Agorarn 
RN: Jovem de 19 anos segue na UTI após suspeita de troca de medicação em UPA de Natal RN: Jovem de 19 anos segue na UTI após suspeita de troca de medicação em UPA de Natal Reviewed by CanguaretamaDeFato on 20.12.25 Rating: 5

RN: Conselho de Farmácia fiscaliza UPA após erro de medicação em jovem; conheça medicamentos trocados


Foto: Divulgação/Sindsaúde

O Conselho Regional de Farmácia (CRF-RN) promoveu, na manhã desta sexta-feira (19), uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Potengi, na zona Norte de Natal, onde uma jovem de 19 anos sofreu uma parada cardíaca após a administração de um medicamento diferente do que foi prescrito. A visita foi motivada pela repercussão do caso, que está sendo investigado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Segundo Joselito Rangel, presidente do CRF-RN, o medicamento prescrito para a paciente foi o Succinato de Hidrocortisona, na dose de 100mg, enquanto o que foi dispensado e administrado foi o Succinil Colin (cloridrato de suxametonio), também 100mg. A informação foi confirmada ao Conselho pela responsável técnica da farmácia da UPA Potengi. O CRF-RN informou que ainda não é possível determinar responsabilidades, nem esclarecer em que etapa ocorreu o erro, se na dispensação ou em outro momento do processo.

Os dois medicamentos possuem finalidades distintas. O cloridrato de suxametonio é um bloqueador neuromuscular, utilizado em situações específicas e que exige controle rigoroso, enquanto o Succinato de hidrocortisona é um corticoide, indicado para tratamento de inflamações e reações alérgicas, por exemplo. Informações preliminares apontam que a paciente foi à UPA com sintomas gripais. A diferença de ação entre os fármacos pode explicar a reação grave apresentada pela jovem.






#Fonte: Tribuna do Norte 
RN: Conselho de Farmácia fiscaliza UPA após erro de medicação em jovem; conheça medicamentos trocados RN: Conselho de Farmácia fiscaliza UPA após erro de medicação em jovem; conheça medicamentos trocados Reviewed by CanguaretamaDeFato on 19.12.25 Rating: 5
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