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CORONAVIRUS: Taxa de Ocupação de Leitos Está em 55% no RN

 

A Secretaria de Estado e Saúde Pública- Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (10). Na ocasião, foi informada a taxa de ocupação geral de leitos, que registra neste momento 55% no Estado.

A Sesap também informou que 400 pessoas estão internadas em hospitais públicos, privados ou filantrópicos, entre suspeitos, confirmados, pacientes em enfermaria ou críticos, que neste último caso, somam (196 críticos e 204 clínicos).

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SEM DOSES PARA TODOS: DEFINIÇÃO DE CRITÉRIO PARA VACINAÇÃO CONTRA COVID-19 GERA DEBATE NO BRASIL

 

Brasil aposta em tentativa de vacina da Oxford Foto: Dado Ruvic / Reuters

Sem a perspectiva de imunizar toda a população de uma vez só, o Ministério da Saúde já discute critérios para priorizar determinados grupos numa eventual vacina contra a Covid-19. Especialistas apontam que, para essa decisão ser tomada, é preciso considerar que pessoas com mais risco devem estar no começo da fila. Essa estratégia, porém, diverge da divulgada pelo governo nesta semana.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, o governo usará a mesma ordem de vacinação da gripe causada pelo vírus Influenza. No entanto, os grupos de risco das duas doenças não são completamente idênticos.

— É um absurdo as possíveis vacinas contra Sars-Cov-2 seguirem a mesma lógica de vacinação da Influenza. É um erro. Doenças diferentes requerem estratégias diferentes. Na estratégia contra Influenza, as crianças estão entre os grupos prioritários, o que é diferente da Covid-19 — avalia Fernando Hellmann, doutor em saúde coletiva e pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina. — Quando a vacina chegar, ela deve ser dada para que se restabeleça a igualdade de oportunidades em sobreviver à Covid-19 entre todos brasileiros. A gente sabe que ela mata mais a população idosa, doentes crônicos, indígenas, negros e pobres. E por isso eles devem ser a prioridade.

A definição dos grupos prioritários para a vacinação da Influenza foi feita em 2010 para o combate da pandemia que surgiu em 2009 e atingiu o mundo numa escala muito menor do que a Covid-19.

O projeto de lei que tramita no Congresso é do deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), que pretende estabelecer procedimentos e ordem de prioridade para vacinação contra a Covid-19. A ordem de prioridade seria: profissionais da saúde; idosos com mais de 60 anos; pessoas com comorbidades; profissionais da educação; atendentes de público em órgãos públicos e empresas privadas; jornalistas; e, por fim, pessoas saudáveis de idade inferior a 60 anos.

Ricardo Gazzinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, avalia que a classificação de grupos prioritários também deveria ser combinada com uma hierarquia de áreas em que as epidemias esteja fora de controle.

— Dependendo da disponibilidade da vacina, também será preciso determinar as regiões com mais transmissão e casos graves — afirma o especialista.

Outro grupo que deverá receber logo na primeira leva são os voluntários que se disponibilizaram a testar a vacina e receberam placebo. Segundo Hellmann, isso faz parte dos compromissos éticos de qualquer pesquisa do tipo.

Escassez de recursos

A aposta do governo federal é a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, com a farmacêutica AstraZeneca. Ainda não há a confirmação de que ela protege contra o vírus. Caso seja comprovada sua eficácia no tempo planejado, a previsão é de que as primeiras 15 milhões das 100 milhões de doses sejam disponibilizadas em janeiro de 2021. Já o governo de São Paulo investe, através do Instituto Butantan, na tentativa de vacina da chinesa Sinovac. A distribuição de 120 milhões de doses também ficará a cargo do Ministério da Saúde.

— A escassez de vacinas é uma realidade mundial. Nenhuma estrutura fabril é capaz de construir o que precisa para imunizar todo mundo de uma vez só — analisa Flávio Guimarães da Fonseca, virologista do Centro de Tecnologia de Vacinas (CT Vacinas) e pesquisador do Departamento de Microbiologia da UFMG.

Falta de recursos médicos não é novidade na rotina hospitalar. Nesta pandemia, o mundo se chocou com relatos de médicos italianos que precisavam escolher quem viveria e quem morreria, já que não havia respiradores para todos. No Brasil, estados como Amazonas e Ceará viveram situações semelhantes.

O debate de priorização de vacinas começou em 2003, com a epidemia da Sars, e se aprofundou em 2009 porque a demanda era bem maior que a oferta, diz Alexandre Navarro, diretor assistente do Centro de História da Medicina da Universidade de Michigan.

— A partir dali, bioeticistas passaram a repensar estratégias para distribuição equitativa de vacinas para novas cepas de doenças durante grandes surtos — explica o pesquisador.

Imunidade de rebanho

Com as 100 milhões de vacinas produzidas na primeira etapa, o Brasil não atinge a imunidade de rebanho, segundo Márcio Sommer Bittencourt, médico e pesquisador do Hospital Universitário da USP.

— Se precisar de duas doses, como parece ser o caso, essa quantidade imuniza perto de 50 milhões de pessoas (porque nem todos vão tomar as duas doses). Isso é um quarto da população. Não imagino que atingiremos a imunidade de rebanho nesse patamar, já que não sabem se quem pegou precisará tomar também — explica.

Segundo ele, a quantidade de população imunizada para chegar a este patamar — e, assim, evitar grandes surtos — depende da eficácia da vacina.

— Algumas pessoas podem não desenvolver a resposta imunológica. Por exemplo, vacina de gripe é 50% eficaz. Ou seja, só metade dos que tomam criam resposta imunológica — diz. — Mas, mesmo quando chegar a imunidade de rebanho, é preciso seguir vacinando até que todos estejam imunizados.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, o país continuará produzindo vacina após as primeiras cem milhões de doses e, de acordo com ele, “existe a possibilidade concreta de que a população brasileira possa ser efetivamente vacinada.

 

 

#Fonte: Agência O Globo

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COVID-19: ‘Desafio humano’ da vacina leva 9 mil brasileiros à inscrição como voluntários

 

Reprodução

A controversa ideia de infectar propositalmente pessoas com o coronavírus para acelerar os testes de uma possível vacina vem ganhando força na comunidade científica internacional e entre voluntários brasileiros. No mês passado, a organização americana 1DaySooner, criada em abril para advogar pela realização desse tipo de estudo, recebeu o apoio de mais de 150 cientistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel.

A entidade já registrou também a inscrição de 32 mil voluntários de 140 países que se dizem dispostos a participar do teste. Ao Estadão, um representante da organização revelou que mais de 9 mil são brasileiros – segundo maior contingente, após americanos, com 15 mil.

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RN: Igrejas e Templos Estão Retomando Atividades com Fé e Medidas de Prevenção

 Crédito da foto: Toinho Alves Catedral de Santa Luzia adotou medidas para a retomada das atividades religiosas presenciais

Neste domingo (9) completa uma semana da retomada das atividades presenciais em igrejas e templos religiosos de Mossoró. A permissão para reabertura gradual está prevista no Decreto Municipal Nº 5.744. De acordo com a legislação, esses locais devem seguir regras definidas em protocolo municipal que estabelece diretrizes como distanciamento entre fiéis e ocupação interna.

O protocolo estabelece que devam ser adotadas e preservadas medidas que garantam o afastamento físico mínimo entre as pessoas de 1,5 m. Além disso, foi definido um cronograma de reabertura do espaço destinado ao público com ocupação máxima de 30% da capacidade durante os meses de julho e agosto; 50% em setembro; 75% em outubro e 100% a partir de novembro. Ou seja, os templos só poderão ser ocupados totalmente a partir do penúltimo mês do ano.

As determinações incluem o uso obrigatório de máscaras, cadeiras de uso individualizado e marcações de bancos coletivos, disponibilização de álcool em gel, restrição a cumprimentos e confraternizações, controle de fluxo de entrada e saída, afixação de cartazes, além de agendamentos de atendimentos individuais, entre outras medidas.

De acordo com o Art. 3° “fica a Secretaria Municipal de Saúde autorizada a adotar as medidas necessárias para cumprimento e fiscalização do presente Decreto e resolver os casos omissos, inclusive com a adoção de protocolos estabelecidos pelas autoridades e normas estaduais”, cita.

O descumprimento das regras poderá incidir em aplicação de sanções ao responsável direto, conforme previsto no Decreto 5.676.

As diretrizes foram definidas pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19 com a sugestão de líderes religiosos. As medidas podem sofrer descontinuidade caso ocorra avanço da pandemia na cidade.

Para saber como foi a primeira semana após a liberação, DOMINGO conversou com líderes de diferentes religiões em Mossoró, quais cuidados estão sendo tomados e porque mesmo com o número de novos casos ainda não estando estáveis as igrejas solicitaram a liberação para a realização de atividades presenciais.

Emoção no retorno

Um dos representantes da comissão de líderes religiosos que se reuniram com a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, é o reverendo Samuel Ribeiro, que além de pastorear a Igreja Presbiteriana Central de Mossoró (IPCM) é presidente do Presbitério Oeste Riograndense (PROR) e presidente do Sínodo do Rio Grande do Norte.

A Igreja Presbiteriana Central de Mossoró estava com todas as atividades presenciais suspensas desde o dia 18 de março desde ano, ou seja, antes mesmo do Decreto Estadual que

suspendeu as atividades das igrejas. Segundo o pastor Samuel Ribeiro, a decisão de suspender as atividades foi tomada porque o conselho da igreja entendeu que era o mais prudente e seguro naquele momento. Passados mais de quatro meses, o conselho entende que neste momento é seguro o retorno das atividades dominicais.

“Creio que é fundamental que as igrejas estejam com suas portas abertas, para dar suporte espiritual para tantos que adoeceram, física e espiritualmente, e que perderam entes queridos. Nesse tempo de pandemia, muitos têm adoecido não apenas fisicamente. As pessoas estão depressivas, estressadas e ansiosas, e precisam de apoio espiritual e de aconselhamento bíblico. Além, é claro, do amparo social que as igrejas continuaram prestando durante a pandemia”, destaca, explicando a importância da reabertura das igrejas.

De acordo com o pastor da Igreja Presbiteriana, na primeira semana de funcionamento após liberação prevista por Decreto Municipal, a igreja conseguiu implementar todos os protocolos necessários para a reabertura do templo e muitos irmãos já participaram dos cultos dominicais.

“Claro, algumas pessoas ainda estão temerosas em sair de casa, o que é normal. Mas, todos estavam animados em retornar à igreja e poder cultuar ao SENHOR. Vários irmãos se emocionaram com o retorno aos cultos dominicais. Até mesmo os que não estiveram presentes fisicamente. Como nem todos podem estar no templo, por causa do limite de 30% ou por serem do grupo de risco, nossos cultos dominicais serão transmitidos pelo canal da nossa igreja no Youtube”, comenta.

 

 

 

#Fonte:  JORNAL DE FATO

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Coronavírus: 9 Erros que Levaram às 100 mil Mortes no Brasil (e 1 lição que a pandemia deixa até agora)

Direito de imagemREUTERSImage captionBrasil passa das 100 mil mortes com um número de óbitos diários ainda muito elevado

Quanto tempo leva para contar até 100 mil? Nessa pandemia, foram 164 dias no Brasil, do primeiro caso até passarmos das 100 mil mortes por causa do novo coronavírus.

O total cresceu mais gradualmente no começo, do primeiro óbito, em 12 de março, até pouco antes do país passar de 10 mil, em 9 de maio. Aí a curva de contágio empinou de vez. As mortes dobraram em menos de duas semanas. Um mês depois, eram mais de 50 mil. Agora, neste sábado (8/8), chegaram a 100.477.

É como se a maior tragédia da aviação brasileira (o acidente de avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que matou 199 pessoas) tivesse se repetido 505 vezes desde 26 de fevereiro, quando o primeiro caso foi oficialmente confirmado.

Seriam três desastres de avião daquele porte por dia, todos os dias, ao longo de mais de cinco meses.

Ou equivalente à população inteira de cidades como Jataí, em Goiás, Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, Mairiporã, em São Paulo, e Abreu e Lima, em Pernambuco.

O Brasil é agora o único lugar do mundo além dos Estados Unidos que superou esse patamar. Mais de 161 mil americanos já morreram por causa da pandemia.

A taxa brasileira é a 10ª pior entre 209 países monitorados pelo Our World in Data. Mas estão à nossa frente países como San Marino e Andorra, que têm populações muito pequenas e só algumas dezenas de mortes. Ou França, Itália, Reino Unido, Bélgica e Suécia, onde as mortes diárias vêm caindo há meses e, atualmente, estão em um dígito.

Mas a nossa taxa de mortes por milhão de habitantes é a segunda maior entre os dez países mais populosos do mundo, segundo o site Our World in Data, da Universidade Oxford, no Reino Unido. São 473 mortes/milhão, enquanto os Estados Unidos têm 487 mortes/milhão.
'Nossa incompetência'

Mas, enquanto os números de mortes diárias vêm caindo em diversas partes do mundo, estes números continuam muito altos por aqui.

As mortes diárias variaram entre 541 (em 2/8) e 1.437 (em 5/8) na última semana, e estabelecemos há muito pouco tempo um novo recorde nacional em toda a pandemia: em 29 de julho, 1.595 novos óbitos foram confirmados.

É em meio a uma epidemia ainda bem intensa que passamos do marco simbólico das 100 mil mortes, que escancara o fracasso do Brasil em evitar uma tragédia sem precedentes.

"Chegar a 100 mil é um sinal da nossa incompetência. Certamente, poderíamos ter feito melhor", diz Natália Pasternak, doutora em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente do Instituto Questão de Ciência, dedicado à divulgação científica.

A visão é compartilhada por líderes, pesquisadores e profissionais de saúde com quem a BBC News Brasil conversou para entender os erros do país no combate à covid-19.

"Esse número mostra que, como país, não estamos conseguindo conter o vírus", diz Ester Sabino, que fez parte do grupo que fez o mapeamento genético do coronavírus no Brasil.

A médica, que é professora da Faculdade de Medicina da USP, alerta que o surto brasileiro ainda está longe do fim. "Se nada mudar e continuarmos com mais de mil mortes por dia, o total de mortes vai chegar a 200 mil em no máximo cem dias."

Por isso, é fundamental compreender quais foram os equívocos que levaram o Brasil a este ponto — e qual é a lição que a pandemia deixou para o país até agora.
Erro nº1: Não nos preparamos para essa pandemiaDireito de imagemREUTERSImage captionMortes poderiam ter sido evitadas se possibilidade de uma pandemia não tivesse sido subestimada

Um ponto no qual o Brasil e outros países do mundo falharam foi não terem se preparado para uma pandemia como essa.

"Já era falado há algum tempo que poderia acontecer, que não era ficção como muita gente pensava, mas os esforços internacionais para sermos capazes de responder a isso ainda eram incipientes", diz Sabino.

A cientista avalia que o fato da pandemia anterior, de H1N1, e de epidemias causadas por outros coronavírus, como as de Sars e Mers, não terem sido tão graves como se imaginou inicialmente contribuiu para isso.

Nos 16 meses da pandemia de H1N1, por exemplo, houve 493 mil casos confirmados e 18,6 mil mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As epidemias de Sars e Mers tiveram 8 mil e 2,5 mil casos respectivamente, enquanto agora já passamos dos 19,5 milhões de casos e das 723 mil mortes por covid-19 no mundo.

"Como não houve antes um impacto como o de agora, as autoridades pensavam que tinham ferramentas suficientes para lidar com um evento desse tipo", diz Sabino.
Erro nº 2: Não houve um plano nacional contra o coronavírusDireito de imagemREUTERSImage captionApós duas trocas no comando do Ministério da Saúde, pasta segue com um líder interino

O primeiro caso foi confirmado no Brasil quase dois meses depois da China alertar a OMS sobre o novo coronavírus. Havia então mais de 81 mil casos e 2,75 mil mortes em 38 países.

Mesmo assim, quando a pandemia finalmente atingiu o país e mesmo depois disso acontecer, não houve um plano nacional — ou mesmo planos em escala regional — para o combate ao coronavírus, diz Sabino.

Sem um consenso entre os governos federal, estaduais e municipais, houve decisões desencontradas e descompassadas, o que faz com que hoje a epidemia esteja arrefecendo em algumas partes do país e se agravando em outras.

"Controlar uma epidemia é difícil, mas não é impossível. Só que a gente precisa formular um bom plano para isso. E até hoje não temos um, a não ser aguardar por uma vacina ou esperar a pandemia passar", diz a cientista.

Sabino diz que a resposta do país foi prejudicada pela troca de comando no Ministério da Saúde. Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich pediram demissão do cargo em plena pandemia, por divergências com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e ainda hoje a pasta é liderada por um ministro interino, o general Eduardo Pazuello.

"O Mandetta criou um plano, mesmo que no meio do caminho, mas depois saiu, e isso acabou fragilizando a nossa reação, porque você não consegue refazer uma política de saúde de uma hora para a outra", diz Sabino.
Erro nº3: Bolsonaro minimizou a pandemiaDireito de imagemREUTERSImage captionPresidente negou a gravidade da pandemia em diversas ocasiões

Em dos seus primeiros comentários sobre a pandemia, o presidente disse que estava sendo "superdimensionado o poder destruidor" do coronavírus. Ele também criticou as medidas de isolamento social ao dizer que a covid-19 era uma "gripezinha" ou um "resfriadinho".

Bolsonaro afirmou ainda que a crise gerada pelo coronavírus era uma "fantasia" e que havia uma "histeria" em torno do assunto. Também disse que "todos iremos morrer um dia".

Questionado sobre os recordes de mortes, respondeu: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre". Agora, ao comentar sobre as mais 100 mil mortes, disse que "vamos tocar a vida e se safar desse problema".

Natália Pasternak diz que a postura do presidente foi muito prejudicial para o combate à pandemia: "A pandemia nos encontrou com a pior liderança política possível, no pior momento".
Erro nº4: Não foram feitos testes em massaDireito de imagemREUTERSImage captionSem ampla testagem, não é possível quebrar a cadeia de transmissão do vírus

Outro equívoco que o Brasil cometeu (e ainda comete) foi não testar em massa a população, diz a pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde apontam que, entre 1º de fevereiro e 31 de julho, foram realizados 2.135.487 exames laboratoriais para diagnóstico da covid-19. Os números não incluem testes em hospitais e clínicas particulares, apenas na rede pública.

Isso representa apenas 1% da população brasileira e ainda está bem longe da meta de testar 12% dos brasileiros com exames laboratoriais, apresentada por Pazuello ao Senado em 23 de junho.

Sem uma ampla testagem, não é possível rastrear as pessoas que entraram em contato com quem estava infectado, para isolar aquelas que também tivessem se contaminado. A OMS ressaltou diversas vezes que isso é fundamental para quebrar a cadeia de transmissão de um vírus.

Nos países bem-sucedidos no combate à pandemia, essa proatividade foi fundamental, diz Dalcomo. "Esse foi o modelo da Coreia do Sul, que, para mim, foi o melhor modelo de combate à pandemia."
Erro nº5: O isolamento social não foi suficienteDireito de imagemREUTERSImage captionAdesão da população às quarentenas não foi suficiente para conter a propagação do vírus

Dalcomo diz que outro fator que levou a tantas mortes foi a falta de um lockdown propriamente dito. Esse é o nome dado ao bloqueio total de uma cidade ou região.

De um lado, lugares onde a curva de infecção se acelerava de forma preocupante resistiram em adotar a medida — como São Paulo, o Estado com maior número de casos e mortes, e o Amazonas, que viu seu sistema de saúde entrar em colapso.

De outro, locais onde o lockdown chegou a ser decretado por governos ou pela Justiça, as autoridades muitas vezes não conseguiram restringir a circulação ao nível recomendado pela OMS, de 70% de isolamento.

Em Fortaleza, no Ceará, o índice não passou de 55% enquanto o lockdown vigorou, de 8 a 30 de maio, segundo a empresa In Loco, que criou um índice baseado nos dados de geolocalização de celulares. O nível foi semelhante em São Luís, no Maranhão, que viveu um lockdown de 5 a 18 de maio.

No Estado do Rio, onde alguns municípios (mas não a capital) decretaram a medida também em maio, o isolamento atingiu no máximo 57%. Na época, a Fiocruz enviou um posicionamento ao Ministério Público do Rio de Janeiro em que recomendava a adoção urgente de medidas mais rígidas de distanciamento social.

"Nós perdemos o timing", diz Dalcolmo. Para ela, uma ação mais enérgica naquele momento poderia ter evitado mortes.

Pasternak concorda que quarentenas mais eficientes desde o início da pandemia, a exemplo de outros países atingidos antes pelo coronavírus, como China, Itália e Espanha, poderiam ter salvado vidas.

A pesquisadora cita como referência a previsão inicial feita pelo Imperial College, em Londres, de que o Brasil teria 44 mil mortes, caso estas medidas tivessem uma grande adesão da população e incentivo dos governantes.

"O isolamento exige engajamento social. Faltou uma comunicação efetiva e transparente com a população para conseguir isso em vez de as pessoas entenderem como um castigo. Se isso tivesse ocorrido, das 100 mil mortes, mais da metade teriam sido evitadas", diz Pasternak.
Erro nº 6: A propaganda da cloroquina fez muita gente se expor ao vírusDireito de imagemREUTERSImage captionBolsonaro defende uso da cloroquina, mesmo sem evidências científicas dos seus efeitos contra a covid-19

A imunologista Bárbara Baptista, pós-doutoranda da Fiocruz no Amazonas, avalia que a aposta do governo federal e de outras autoridades na eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina para prevenir ou tratar a covid-19 contribuiu para o país ter tantas mortes.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro defendeu publicamente estes supostos efeitos destas drogas, usadas contra doenças como lúpus e malária.

O Ministério da Saúde recomendou seu uso, associado com o antibiótico azitromicina. O Exército produziu milhões de comprimidos, e muitas cidades distribuíram gratuitamente o medicamento.

Mas, apesar de alguns estudos iniciais indicarem que estas drogas poderiam inibir o vírus, pesquisas mais robustas mostraram depois que não tinham esse efeito.

"Em uma pandemia, o que um governo diz tem peso. Infelizmente, governantes populistas falharam na orientação da população em relação à hidroxicloroquina", diz Baptista.

A experiência da cientista em Manaus mostra que muitas pessoas acreditaram que poderiam prevenir a covid-19 com essa droga.

"A partir do momento que pensaram estarem protegidas, elas se expuseram mais. Mas, como não estavam, isso levou a um aumento do número de casos e, consequentemente, a um maior número de óbitos."
Erro nº7: Os hospitais de campanha viraram um 'problema'Direito de imagemREUTERSImage captionHospitais de campanha ficaram prontos tarde demais e são alvos de suspeitas de corrupção

Na opinião de Margareth Dalcomo, alguns Estados também erraram ao investir muitos recursos nos hospitais de campanha, porque, em muitos casos, havia leitos ociosos na rede pública que não estavam sendo usados por falta de recursos humanos e que poderiam ter sido reativados com a contratação de equipes temporárias.

Em alguns locais, a construção destes hospitais foi concluída tarde demais, quando a demanda já havia caído. Em outros, foram abertos mais leitos do que o necessário, fazendo com que os hospitais de campanha fossem subutilizados.

Há ainda os casos de possível corrupção, como no Rio de Janeiro, onde o Ministério Público investiga se houve desvios de recursos públicos.

"Em muitos casos, os hospitais de campanha acabaram sendo mais um problema do que uma solução", diz Dalcomo.

A médica acredita que parte destes hospitais teria sido mais útil para receber pacientes com formas mais leves de covid-19 que não tinham condições de se isolar adequadamente em casa. "Eles poderiam ter sido usados como centros de acolhimento para essas pessoas."
Erro nº8: Não conseguimos proteger os índiosDireito de imagemREUTERSImage captionAo menos 633 indígenas já morreram e 22.325 adoeceram nesta pandemia no Brasil

A epidemia no Brasil começou pelos grandes centros urbanos, mas já se alertava desde o início que, quando chegasse às tribos indígenas, poderia causar muitas mortes, por estes grupos serem particularmente vulneráveis à covid-19.

Mas os avisos não impediram que os índios fossem seriamente afetados pelo coronavírus: pelo menos 633 já morreram e 22.325 adoeceram, segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

A pandemia acentuou antigos problemas enfrentados pelas tribos, como falta de equipes de saúde suficientes ou especializadas, e escassez de alimentos e itens de higiene. E, assim como no resto do país, houve falta de testes, equipamentos de proteção e respiradores nas regiões onde vivem.

O assunto chegou ao Supremo Tribunal Federal, que determinou por unanimidade que o governo federal adote medidas para proteger os indígenas.

"Estas populações podem ser contaminadas pelas próprias equipes de saúde; na região amazônica, pela invasão do território por madeireiros e grileiros; e, em aldeias próximas dos centros urbanos, os próprios indígenas precisam ir até as cidades e podem se infectar", diz Paulo Tupiniquim, coordenador da Apib.

Ele ressalta que, quando o vírus atinge essas comunidades, há um desafio maior de manter um distanciamento social.

"Os indígenas vivem em coletividade. Entre os caiapós do Mato Grosso, por exemplo, há cinco ou seis famílias em uma mesma maloca. Se uma pessoa pega...", diz Tupiniquim.
Erro nº9: Não conseguimos proteger os mais pobresDireito de imagemREUTERSImage captionCoronavírus matou mais entre as comunidades pobres, aponta estudo da Fiocruz

A pandemia também atingiu primeiro os mais ricos, por ter chegado ao país por meio de quem havia viajado ao exterior. Mas já se sabia que o vírus se propagaria rapidamente quando atingisse as comunidades mais pobres.

Mesmo assim, faltaram políticas públicas para evitar as mortes justamente entre os mais socialmente vulneráveis, diz a pesquisadora Roberta Gondim, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz e uma das coordenadoras da Sala de Situação Covid nas Favelas.

Um levantamento da Fiocruz divulgado em julho confirmou que, nas regiões onde a pobreza urbana é mais acentuada e faltam serviços básicos, como saúde e saneamento, a doença avança mais rapidamente.

E também mata mais. No Rio de Janeiro, a taxa de letalidade foi de 19,47% nas áreas da cidade com alta concentração de favelas, mais do que o dobro do registrado nas áreas sem favelas (9,23%).

As condições precárias de vida impedem adoção de medidas individuais de proteção recomendadas pela OMS, como o distanciamento social ou a possibilidade de deixar de trabalhar para ficar em casa.

Além disso, doenças pré-existentes que agravam a covid-19 são mais frequentes em pessoas em estado de vulnerabilidade social. E há menor oferta de leitos e acesso a medicamentos e outros recursos capazes de evitar a morte do paciente.

Gondim diz que a situação só não foi pior porque as próprias comunidades correram para se organizar, mesmo sem o apoio do poder público em muitas regiões.

Os mais pobres também tendem a ser os mais prejudicados com a reabertura econômica que já ocorre em parte do país, prevê a pesquisadora. "As populações já vulnerabilizadas é que serão mais atingidas, dada a impossibilidade de acesso às ações protetivas."
E qual lição a pandemia deixa até agora?

O coronavírus chegou ao país em um momento em que pesquisas científicas eram postas em dúvida por governos e autoridades e quando investimentos no setor eram suspensos ou cortados.

Mas a ciência, feita principalmente em instituições públicas e com recursos públicos, foi justamente um dos protagonistas no combate ao vírus no país, com estudos que ajudaram a compreender melhor um vírus e uma doença até então desconhecidos, pesquisas fundamentais para entender e prever o avanço da epidemia e com o desenvolvimento de equipamentos mais baratos que são essenciais para salvar vidas

"Espero que a gente tenha conseguido mostrar nesta pandemia que a ciência é necessária e que as pessoas levem isso em conta na hora de elegerem seus representantes", diz Ester Sabino.

Natália Pasternak reforça a necessidade de investimentos "contínuos e consistentes" nesta área. "Ou estaremos em situação igualmente vulnerável em emergências futuras."

Margareth Dalcomo avalia que a ciência brasileira sairá desta pandemia mais valorizada. "Apesar da perda de cérebros preciosos, por falta de condições adequadas para trabalhar, conseguimos produzir conhecimento, registrar patentes, desenvolver equipamentos a um custo menor, participar de estudos importantes. Acho que esse saber nacional nunca esteve tão próximo da sociedade civil como agora."

#Fonte: BBC

Coronavírus: 9 Erros que Levaram às 100 mil Mortes no Brasil (e 1 lição que a pandemia deixa até agora) Coronavírus: 9 Erros que Levaram às 100 mil Mortes no Brasil (e 1 lição que a pandemia deixa até agora) Reviewed by CanguaretamaDeFato on 9.8.20 Rating: 5

BISPO EDIR MACEDO É INVESTIGADO PELO MPF POR DECLARAÇÃO SOBRE CORONAVÍRUS

 

Foto: Reprodução

O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de infração de medida sanitária preventiva. No dia 15 de março, ele divulgou um vídeo nas redes sociais que minorava os riscos da pandemia do novo coronavírus.

“Meu amigo e minha amiga, não se preocupe com o coronavírus. Porque essa é a tática, ou mais uma tática, de Satanás. Satanás trabalha com o medo, o pavor”, afirmou ele. “E quando as pessoas ficam apavoradas, com medo, em dúvida, as pessoas ficam fracas, débeis e suscetíveis”, disse, exibindo um depoimento de um médico que alega que o vírus “não faz mal a ninguém”.

Desde a divulgação dessas declarações até então, muita coisa mudou: a Covid-19, que parecia inofensiva aos olhos do religioso, ceifou a vida de quase 100 000 pessoas no Brasil. O próprio bispo de 75 anos de idade, que deletou o vídeo após ser criticado, foi infectado pela doença e chegou a ser internado em São Paulo.

Para apurar se houve crime nas declarações de Edir Macedo, o MPF de São Paulo pediu a quebra de sigilo do perfil do bispo no Facebook e do seu canal no Youtube. O objetivo dessa medida é identificar as circunstâncias em que o vídeo foi publicado.

A infração de medida sanitária preventiva, estipulada no artigo 268 do Código Penal, prevê detenção de um mês a um ano, além de multa, para quem “infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.

Procurada, a assessoria de imprensa da Igreja Universal do Reino de Deus diz que Edir Macedo não tem conhecimento da investigação e que entende que “não houve nenhum crime” na fala do bispo. “A declaração do líder espiritual da Universal, dada em ambiente religioso, foi tirada do contexto e deturpada pela imprensa”, afirma a nota. “A Universal reafirma que tem respeitado, com rigor, todas as determinações do Ministério da Saúde e das autoridades locais, no combate à propagação da Covid-19. Todos os esclarecimentos serão prestados à Justiça”, conclui.

 

 

 

#Fonte: Thiago Bronzatto / Veja-Abril.com

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INFELIZMENTE: Brasil Chega a 100 mil Mortos por Covid-19

 

Cemitério Vila Formosa 13/5/2020
Cemitério Vila Formosa 13/5/2020 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

 De acordo com os números apontados pelo consórcio de veículos de imprensa, o País contabiliza 100.240 óbitos causados pelo coronavírus

  O Brasil atingiu no início da tarde deste sábado (8) a triste marca de 100 mil mortos pela Covid-19. A pandemia no País é marcada pela falta de uma coordenação nacional, já que o governo Jair Bolsonaro se eximiu de suas responsabilidades, teve dois ministros da Saúde diferentes neste período e, atualmente, conta com um interino no comando da pasta.

A pandemia de coronavírus já assola o Brasil há cinco meses, e ainda não há uma clara perspectiva de melhora do quadro. Há pouco mais de um mês, o Brasil registrava a marca de 50 mil mortos. 

De acordo com os números apontados pelo consórcio de veículos de imprensa, o País contabiliza 100.240 mortes por Covid-19 e quase 3 milhões de casos da doença.

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ESPERANÇA! Próximos 15 dias Poderão Confirmar Tendência de Redução da Covid em Todo o RN

 

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) continua trabalhando para reduzir o atraso, que chega a 15 dias em alguns casos, no repasse de dados sobre as ocorrências de Covid-19. A subcoordenadora de vigilância epidemiológica Sesap, Alessandra Luchesi, explicou que o fluxo de informação parte de notificação inicial nas unidades de saúde, passa pelas secretarias municipais e é encaminhada à Sesap. 

Após receber as informações, a Sesap emite boletim com o comportamento da pandemia em todas as regiões. “Hoje constatamos que há, com exceção da região Metropolitana de Natal, municípios em todas as regiões onde ainda há aumento de casos. Para uma análise mais apurada e consistente é preciso fazer o acompanhamento nos próximos 15 dias para verificar a tendência de redução em todo o Estado”, disse Alessandra, nesta quinta-feira, 06, na entrevista coletiva para atualização dos dados e prestação de contas das ações do Governo no combate à Covid-19.

Ainda visando melhorar o fluxo de informações, a Sesap está realizando a vigilância laboratorial através do Laboratório Central do Estado (Lacen), que analisa até mil exames por dia, de todas as regiões do Estado.

A reabertura econômica autorizada pelo Governo do Estado é baseada na análise do curso das projeções para a pandemia utilizando os dados das ocorrências. “Portanto”, considerou Alessandra Luchesi, “é preciso continuar mantendo medidas protetivas, o uso da máscara, a higiene pessoal, evitar aglomerações, dar preferência a ambientes abertos, ventilados, sem ar-condicionado. Precisamos observar todos os cuidados, agir em parceria e co-responsabilização. Tudo isto precisa continuar para que possamos vencer a pandemia”. 


Os dados epidemiológicos hoje registram 403 pessoas internadas, sendo 198 em leitos críticos e  205 em leitos clínicos. A fila de regulação tem 3 pacientes para leitos críticos, 3 para leitos clínicos e 12 aguardado transporte sanitário.


A taxa geral de ocupação de leitos é de 53%. Nas regionais o quadro é: região Oeste 71%, Metropolitana de Natal 47,8%, Pau dos Ferros 45%, Mato Grande 20%, Agreste 20% e Seridó, 70%.

As ocorrências de Covid-19 são:
casos confirmados: 54.106
suspeitos: 17.276
casos inconclusivos: 50.841 (identificados como síndrome gripal não especificada)
descartados: 86.720
óbitos: 1.954 (3 nas últimas 24 horas)
óbitos em investigação: 193.

A Sesap acrescentou casos inconclusivos aos dados como forma de aprimorar as informações sobre Covid-19. Segundo a subcoordenadora de vigilância epidemiológica o novo parâmetro foi adotado para otimização dados suspeitos, que agora aparece bem menor. “Os casos suspeitos que nos últimos 30 dias não tiveram seus resultados encerrados passam a ser contabilizados como inconclusivos e tratados como síndrome gripal não especificada, o que leva à redução dos casos suspeitos”, informou.

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Rússia Vai Registrar 1ª Vacina Contra Covid-19 na Próxima Semana

 

Foo: Reprodução

Rússia irá conceder o registro para a primeira vacina contra a Covid-19 em 12 de agosto. O anúncio foi feito pelo vice-ministro da Saúde do país, Oleg Gridnev. Médicos e idosos terão prioridade na imunização.

Na semana passada, o ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, anunciou que o programa do governo de vacinação em massa está previsto para começar em outubro. Porém, a velocidade dos ensaios clínicos e a falta de transparência para divulgar os resultados geram questionamentos de especialistas.

O Centro Nacional de Investigação de Epidemiologia e Microbiologia, o Instituto Gamaleya, está trabalhando em uma vacina baseada em adenovírus.

“O registro da vacina desenvolvida no Gamaleya Center ocorrerá em 12 de agosto. Agora, o último estágio, o terceiro, está em andamento. Esta parte do teste é extremamente importante. Temos que entender que a vacina em si deve ser segura”, disse Gridnev a jornalistas nesta sexta-feira (7).

 

 

 

 

 

#Fonte: G1

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FELICIDADE!! Após 103 Dias Internado, Homem de 56 Anos Vence a Covid-19 e Recebe Alta no RN

Foto/Reprodução

Em 24 de abril de 2020, chegava ao Hospital Municipal de Natal Dr. Newton Azevedo (HMN) o quinto paciente admitido para internamento na capital potiguar com a Covid-19. José Nelson Ferreira, de 56 anos e portador de rim único, foi transferido do Hospital Giselda Trigueiro para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HMN, onde permaneceu durante 90 dias.

Sob cuidados especiais, ele chegou a ficar entubado por 60 dias e há 13 dias apresentou quadro estável, tendo ficado nas duas últimas semanas em observação na enfermaria.

Nesta quarta-feira (05/08), a equipe da unidade concedeu alta, às 16h, após 103 dias de internação.

De acordo com Ana Patrícia Tertuliano, coordenadora da UTI do Hospital Municipal, ele chegou no início da pandemia. “Tivemos mais de 180 pacientes enquanto ele esteve internado aqui. Aprendemos como tratar Covid com ele, pois foi um período super prolongado. Todas as complicações que um paciente pode ter, ele teve: diálise, pneumonia, lesão por pressão. Nunca atendi por tanto tempo um paciente numa UTI. Ele lutou muito e hoje volta pra casa. É um paciente que nos surpreendeu, que quis muito viver”.

O secretário de Saúde de Natal, George Antunes, lembra que o paciente sempre era lembrado nas reuniões com a equipe da unidade. “Quando eu conversava com a equipe médica do Hospital Municipal, perguntava pelo Sr. José Ferreira. Queria saber como ele estava, se havia reagido bem à medicação e recebido alta. Foi um paciente que sempre estava em nossas discussões médicas. Fiquei feliz em saber que hoje ele volta para sua família. Desejo muita saúde”.

“A assistência foi boa, lutaram muito por ele aqui. A equipe de Dra Ana Patrícia, da UTI, aguardava ele reagir aos medicamentos e procedimentos. Todos os dias, a gente recebia notícias no fim da tarde, por telefone; a expectativa era grande, assim como nossa fé. Hoje, ele volta pra casa e vai ter assistência fisioterapêutica, que são sessões caras, mas vamos ter acesso de forma gratuita através do SAD (Serviço de Atenção Domiciliar)”, comenta Ana Helena, aprovando o atendimento prestado pela rede municipal ao seu pai.

O Hospital Municipal Dr. Newton Azevedo possui 24 leitos de UTI e 50 leitos de enfermaria Covid-19. De acordo com os indicadores epidemiológicos da unidade, de abril a julho de 2020, 45,10% dos internamentos foram de pacientes do sexo feminino e 54,90% masculino.

Entre as faixas etárias, a maior parte foram usuários de 60 a 79 anos (153), 40 a 59 anos (103), 80+ (46), 20 a 39 anos (32) e 1 ano (1). Destes, 77% ainda apresentaram alguma comorbidade. A média de permanência varia de 9 a 14 dias.

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CORONAVÍRUS: Ocupação de Leitos de UTI Cai para 53% no RN

A Secretaria de Estado e Saúde Pública- Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (06). Na ocasião, foi informada a taxa de ocupação geral de leitos, que registra neste momento 53% em seu geral.

A Sesap também informou que 403 pessoas estão internadas em hospitais públicos, privados ou filantrópicos, entre suspeitos, confirmados, pacientes em enfermaria ou críticos, que neste último caso, somam (198 críticos e 205 clínicos).

Entre regiões, a ocupação se encontra no seguinte cenário:

Oeste (Mossoró):  71%

Seridó: 70%

Região metropolitana de Natal: 47,8%

Mato Grande: 20%

Alto Oeste (Pau dos Ferros): 45%

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Covid-19: Ministério Saúde Cita 15 milhões de Vacinados até Dezembro


Funcionária da Universidade Federal de São Paulo no local onde está sendo testada a vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19


O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou hoje esperar que cerca de 15,2 milhões de brasileiros já estejam vacinados contra a covid-19, doença causada pelo coronavírus, até dezembro deste ano.

O diretor do Instituto Bio-Manguinhos da Fiocruz, Maurício Zuma, porém, falou que o primeiro lote da vacina deve ser distribuído somente a partir de janeiro de 2021.

As declarações foram dadas em audiência pública virtual da Câmara dos Deputados para debater a vacina da Covid-19 e a estratégia nacional de vacinação.

"Com a graça de Deus e com o avanço da ciência, acreditamos que, em dezembro, talvez já passemos o ano novo de 2021 com pelo menos 15,2 milhões de brasileiros vacinados para a covid-19", afirmou Medeiros.

"Levando em consideração que a gente vai começar a produção dessas 15 milhões [de doses] em dezembro e o tempo de controle de qualidade, a gente acredita que comece a liberar as vacinas a partir de janeiro. As outras 15 milhões que serão produzidas em janeiro, deverão ser liberadas a partir de fevereiro. Obviamente que vai depender de a vacina estar registrada para que possa ser usada", disse Zuma.

A diferença entre as datas acontece devido à expectativa de prazos para recebimento das doses pela farmacêutica AstraZeneca, com quem o governo brasileiro negocia acordo para a fabricação e transferência de tecnologia da vacina, registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), validação e distribuição.

O governo federal comprará 100 milhões de doses em pelo menos três parcelas de entrega. Se a eficácia da vacina for bem-sucedida, a previsão é que o primeiro lote tenha 15,2 milhões de doses e seja entregue ao Brasil em dezembro deste ano, informaram Medeiros e Zuma. A chegada do segundo lote, com outras 15 milhões de doses, fica para janeiro de 2021. As 70 milhões de doses restantes ainda não contam com um cronograma definido.

Após a conclusão da transferência de tecnologia, o Instituto Bio-Manguinhos estima conseguir produzir 40 milhões de doses da vacina contra a covid-19 por mês sem prejuízo de outras linhas de produção. A vacina será líquida e deve ser de aplicação intramuscular, afirmou Zuma. Ele disse que a AstraZeneca trabalha para que possa ser distribuída entre 2ºC e 8ºC. No momento, a conservação da vacina está sendo feita entre -80ºC e -65ºC, o que gera mais dificuldades logísticas.

Zuma afirmou que o controle de qualidade antes da aplicação na população "leva tempo", embora a AstraZeneca possa antecipar a entrega das doses. Segundo Medeiros, após o recebimento das vacinas pelo governo federal, estas devem chegar às Unidades Básicas de Saúde em até 15 e 20 dias. A vacinação das doses da AstraZeneca será por meio do SUS (Sistema Único de Saúde) e gratuita.

O secretário de Vigilância em Saúde disse que o Brasil conta com cerca de 37 mil postos de vacinação e a prioridade será dada a pessoas em grupos considerados de risco, como idosos ou com comorbidades. Por exemplo, problemas no coração, diabetes e obesidade. Profissionais de saúde também deverão ser contemplados de início.

Questionado por deputados se pessoas que já tiveram a covid-19 serão vacinadas, por teoricamente estarem imunes ou terem maior resistência, Medeiros disse ser "complicado falar que só vai vacinar quem não teve a doença". Ele acrescentou ser difícil fazer testes de sorologia em todos que serão vacinados por questões de custo e logística. "A gente precisa pensar em relação a isso", afirmou. Contudo, a tendência é que todos sejam vacinados, independentemente de terem ou não sido infectados.

Além desses questionamentos mais técnicos quanto à vacina, deputados federais cobraram explicações de como será a campanha para a vacinação a fim de que não haja uma corrida aos postos de saúde e como está o planejamento para a compra e distribuição de seringas e agulhas.

O secretário do Ministério da Saúde defendeu que a pasta tem vasta experiência em campanhas de vacinação e definirá um calendário ao longo dos próximos meses segundo o avanço do desenvolvimento da vacina. Ele disse que o ministério também planeja a aquisição de insumos e dará prioridade ao mercado nacional, mas não descarta recorrer a importações.

O governo brasileiro e a própria Fiocruz mantêm conversas com outras entidades para a eventual compra de outras vacinas promissoras. No momento, a AstraZeneca, em cooperação com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, foi quem apresentou uma proposta mais consolidada, informou Medeiros. A transferência de tecnologia será total para a futura produção no Brasil, ressaltou.




Fonte: Uol
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RN: Sesap Divulga Edital Para Contratação de 20 Profissionais da Saúde

Foto: ilustrativa

A Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Norte publicou edital para contratação temporária de 20 profissionais para atuar como apoiador técnico na articulação da atenção básica e vigilância em saúde do estado. As inscrições serão realizadas exclusivamente via internet, por meio do site https://selecao.saude.rn.gov.br/selecao/, no período das 00h da sexta-feira (7) até às 23h59 da segunda-feira (10), do mês de agosto. O processo seletivo foi publicado na edição extraordinária do Diário Oficial do Estado (DOE).

O edital contempla profissionais do nível superior com bacharelado em saúde coletiva ou formação na área da saúde, com pós-graduação em saúde pública/saúde coletiva. Os profissionais devem cumprir carga horária semanal de 40h, com remuneração definida de acordo com a região de atuação. As 20 vagas foram distribuídas pelas 8 regiões de saúde do RN, da seguinte forma: São José de Mipibu (3); Mossoró (2); João Câmara (3); Caicó (2); Santa Cruz (2); Pau dos Ferros (3); Natal (3) e Assú (2). A publicação contempla, também, cadastro de reserva com 60 selecionados.

O processo acontecerá em duas etapas, sendo a primeira a eliminatória, realizada por meio de uma análise documental e carta de intenção a serem apresentadas no ato da inscrição. E a classificatória, com prova de títulos, análise de experiência profissional e entrevista. O candidato só poderá concorrer em até uma vaga, independente da região de saúde e precisam ter, no mínimo, 6 meses de experiência na área de atuação da vaga ofertada.

Após a homologação do resultado final, que será publicado no DOE do dia 23 de agosto, às convocações e contratações por parte da Sesap também serão publicadas do Diário Oficial e poderão ser acessadas no endereço eletrônico: http://www.diariooficial.rn.gov.br/. A Sesap destaca que convocação dos candidatos ocorrerá de acordo com a necessidade do serviço em decorrência do enfrentamento ao Covid-19.

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CANGUARETAMA NO VERMELHO: Veja Municípios do RN com Taxa de Transmissibilidade da Covid-19 Acima de 2



O Rio Grande do Norte apresenta um quadro desconfortável em relação à taxa de transmissibilidade (Rt) da Covid-19. Nesta terça-feira (4), 63 municípios do estado estão com a taxa acima de 2 e estão em zona de perigo, de acordo com plataforma do Laboratório de Inovação tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Além desses, outros 78 estão em zona de risco, com taxa de transmissibilidade entre 1,03 e 2. Mais dois municípios estão em zona neutra – com taxa entre 1,00 e 1,03. Já o número de cidades com a taxa abaixo de um é 24, incluindo Natal e Mossoró.
A taxa é uma das maneiras de medir a propagação de uma epidemia e de projetar futuros cenários. A estatística mostra quantas pessoas um paciente infectado é capaz de contaminar. Pesquisadores afirmam que um R acima de 1 ainda é preocupante: se uma pessoa ainda contamina pelo menos uma outra, o número de casos tende a crescer exponencialmente.


“A pandemia não passou. Por isso fazemos mais uma vez o chamamento para todos mantermos as medidas de precaução. Não é hora de relaxar, mas de reforçar os cuidados. As medidas protetivas precisam ser mantidas pela população, pelos empresários e pelos municípios”, afirmou Alessandra Luchesi, Subcoordenadora de vigilância sanitária da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) em entrevista nessa segunda-feira (3).


Veja a taxa de transmissibilidade de cada município do RN:

ZONA DE PERIGO (Acima de 2,00)
Coronel João Pessoa 5,52
Ruy Barbosa 5,10
São Fernando 5,05
Alto do Rodrigues 5,00
Antônio Martins 5,00
Caiçara do Norte 5,00
Caiçara do Rio do Vento 5,00
Carnaúba dos Dantas 5,00
Jardim de Angicos 5,00
Jardim de Piranhas 5,00
Jardim do Seridó 5,00
João Dias 5,00
José da Penha 5,00
Lagoa d’Anta 5,00
Lagoa de Pedras 5,00
Lagoa de Velhos 5,00
Lucrécia 5,00
Monte das Gameleiras 5,00
Olho d’Água do Borges 5,00
Passa e Fica 5,00
Pau dos Ferros 5,00
Pedra Preta 5,00
Ponto do Mangue 5,00
Riacho da Cruz 5,00
Riacho de Santana 5,00
Rio do Fogo 5,00
Santana do Matos 5,00
Santana do Seridó 5,00
São Bento do Norte 5,00
São Bento do Trairi 5,00
São Francisco do Oeste 5,00
São Gonçalo do Amarante 5,00
São João do Sabugi 5,00
São José do Campestre 5,00
São José do Seridó 5,00
São Miguel do Gostoso 5,00
São Paulo do Potengi 5,00
Senador Elói de Souza 5,00
Serra de São Bento 5,00
Serra do Mel 5,00
Serra Negra do Norte 5,00
Serrinha dos Pintos 5,00
Tibau do Sul 5,00
Timbaúba dos Batistas 5,00
Paraná 4,75
Ipueira 4,72
Bodó 4,70
Ouro Branco 3,73
Passagem 3,34
Viçosa 3,28
Água Nova 3,13
Felipe Guerra 3,00
Afonso Bezerra 2,82
Fernando Pedroza 2,66
Venha-Ver 2,52
Canguaretama 2,49
Rodolfo Fernandes 2,41
Tenente Laurentino Cruz 2,40
Almino Afonso 2,33
Riachuelo 2,22
Triunfo Potiguar 2,22
Major Sales 2,10

ZONA DE RISCO (Taxa entre 1,03 e 2,00)
Senador Georgino Avelino 1,93
Cerro Corá 1,90
Marcelino Vieira 1,88
Francisco Dantas 1,82
Rafael Godeiro 1,79
Equador 1,74
Brejinho 1,71
Santa Maria 1,70
Cruzeta 1,69
Montanhas 1,65
Angicos 1,64
Alexandria 1,63
Jandaíra 1,62
Pilões 1,58
Tangará 1,55
Maxaranguape 1,52
São Tomé 1,51
Doutor Severiano 1,49
Umarizal 1,49
São Vicente 1,48
Ipanguaçu 1,46
Lagoa Nova 1,46
Luís Gomes 1,44
Parelhas 1,44
Espírito Santo 1,43
Pureza 1,43
Taboleiro Grande 1,42
Messias Targino 1,41
Pedra Grande 1,41
Pedro Velho 1,41
Japi 1,40
Florânia 1,39
Upanema 1,39
São Pedro 1,37
Vera Cruz 1,37
Currais Novos 1,36
Paraú 1,35
Campo Redondo 1,34
Ielmo Marinho 1,33
Jucurutu 1,33
Rafael Fernandes 1,33
Severiano Melo 1,33
Galinhos 1,30
São Rafael 1,30
Itaú 1,29
Santo Antônio 1,29
Jundiá 1,28
Pedro Avelino 1,28
Frutuoso Gomes 1,27
João Câmara 1,25
Acari 1,24
Extremoz 1,24
Apodi 1,23
Bento Fernandes 1,23
Sítio Novo 1,23
Lajes 1,22
Tenente Ananias 1,22
Serrinha 1,20
Touros 1,19
Baía Formosa 1,18
Martins 1,18
Parnamirim 1,18
Santa Cruz 1,18
Carnaubais 1,16
Caicó 1,15
Açu 1,14
Barcelona 1,14
Grossos 1,14
São Miguel 1,13
Areia Branca 1,10
Janduís 1,09
Baraúna 1,08
Augusto Severo 1,06
Bom Jesus 1,06
Itajá 1,06
Serra Caiada 1,06
Vila Flor 1,06
Monte Alegre 1,04

ZONA NEUTRA (Taxa entre 1,00 e 1,03)
Governador Dix-Sept Rosado 1,03
Jaçanã 1,01

ZONA SEGURA (Taxa abaixo de 1,00)
Nova Cruz 1,00
Tibau 1,00
Caraúbas 0,98
Macaíba 0,98
Mossoró 0,98
Nísia Floresta 0,98
Natal 0,95
Coronel Ezequiel 0,94
Lagoa Salgada 0,92
Goianinha 0,91
Ceará-Mirim 0,90
Lajes Pintadas 0,90
Patu 0,90
Guamaré 0,88
Encanto 0,84
Arês 0,83
Parazinho 0,78
Pendências 0,77
Taipu 0,77
Várzea 0,77
Macau 0,74
Poço Branco 0,73
Portalegre 0,60
Januário Cicco 0,43


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Pesquisadores da Paraíba Desenvolvem Máscara que Mata o Coronavírus

Pesquisadores do Laboratório de Avaliação e Desenvolvimento de Biomateriais do Nordeste (Certbio), da Universidade Federal de Campina Grande, desenvolveram uma máscara cirúrgica biodegradável, com material capaz de reter o vírus da covid-19 (SARS-CoV-2) e matá-lo. A máscara é descartável mas tem durabilidade segura de até 24 horas seguidas de uso.

O projeto “Proteção no Combate à Covid-19: Inovação no desenvolvimento de Máscara Cirúrgica” foi uma das 18 propostas selecionadas no edital lançado por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba, no início da crise de saúde causada pela epidemia do coronavírus na Paraíba. Foi uma iniciativa emergencial do Governo do Estado da Paraíba, através da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de apoiar a pesquisa científica e encontrar soluções para o problema. Os recursos totais para os projetos são exclusivamente do governo estadual e ganharam um aporte da Assembleia Legislativa da Paraíba. Somam R$ 2 milhões.

Máscara cirúrgica tipo 1 produzida com quitosana tem propriedade virucida

Foto: Divulgação

Na experiência desenvolvida no Certbio foi aplicado um elemento chamado quitosana no material da máscara, um biomaterial que atua como bactericida, fungicida e agora os pesquisadores comprovaram que é um virucida. O custo final desse elemento em cada unidade não passa de R$ 0,10. Está escrito corretamente: dez centavos.

A quitosana é obtida de exoesqueletos (esqueleto externo) de crustáceos, insetos ou fungos. A matéria prima usada pelo Certbio é o camarão, facilmente encontrado na costa nordestina; além disso, a Paraíba tem a maior usina de beneficiamento de camarão do Nordeste. É um elemento com potencial para o desenvolvimento econômico da a região.

Ao contrário de outros materiais comumente usados em máscaras cirúrgicas, a quitosana é biodegradável. “Ao invés de ‘brigarmos’ com a natureza, estamos nos aliando à ela e oferecendo defesa à sociedade a partir da própria natureza”, afirma o coordenador da pesquisa, professor Dr. Marcus Vinícius Lia Fook.

“Nos últimos 4 meses nós produzimos mais quitosana aqui no laboratório do que em dez anos! O ambiente ficou imunizado. Como somos da área da saúde, a equipe desse projeto, com sete integrantes, trabalha no laboratório nesses quatro meses de isolamento social sem que nenhum de nós tenha sido infectado até o momento. Nós somos o exemplo do que estamos dizendo: a quitosana tem propriedade virucida”, garante Marcus Vinícius.

O cientista deixa claro que a quitosana não trata a covid-19. Ela auxilia porque não permite que o vírus passe por ela. É um bloqueio químico. A máscara, por si só, é um bloqueio físico. Com a quitosana, ganha um reforço químico.

Sem a quitosana, o vírus bate na barreira física e retorna vivo para o ambiente. Se ele encontrar onde se fixar e tiver condições de sobreviver ali, poderá infectar alguém desavisado. Com a quitosana é diferente. Se o vírus passar perto da quitosana ele será atraído a ela e não encontrará condições de sobreviver. Morre. É exterminado. Em resumo: a quitosana tem a capacidade de capturar o vírus e não dá a ele ambiente propício para permanecer ativo.

O único ambiente de beneficiamento de casca de camarão para a produção de quitosana “grau médico” – que tem uso médico, com condições de pureza e controle de fabricação – é em Campina Grande, no Certbio. E a maior planta para produzir quitosana sem ser grau médico é no Ceará.

Além das máscaras, o Certbio desenvolveu também uma quitosana em gel que, diferente do álcool em gel, também é virucida. Higieniza as mãos com uma ação mais prolongada sem os aspectos negativos do álcool em gel, que resseca as mãos. Pelo contrário, ele não só protege como rejuvenesce as mãos. Do ponto de vista da pesquisa, o produto está pronto e em breve deverá ser distribuído para os hospitais da Paraíba.

A população terá acesso a essa tecnologia indiretamente. Segundo Marcus Vinícius, uma empresa da Paraíba está interessada em aplicar essa tecnologia em leitos hospitalares, nas roupas de cama, nos utensílios e aparelhos, o que dará uma proteção adicional. Da mesma forma, a empresa está interessada na produção das máscaras para distribuição hospitalar, não só na Paraíba, mas em outros estados.





#Fonte: Governo da Paraíba

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Governo do RN Nomeia e Convoca 540 Profissionais de Saúde

Foto: Reprodução

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte nomeou, no último sábado (1°), 223 candidatos aprovados no concurso público Edital n° 001/2018 para cargo efetivo da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e convocou 317 profissionais de saúde aprovados provenientes dos editais de Recrutamento para Contratação Temporária, totalizando mais 540 profissionais de saúde.

O objetivo da nomeação e convocação é fortalecer a estrutura da saúde pública do Rio Grande do Norte, especialmente, para combater a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19).

Os profissionais nomeados do concurso público Edital n°001/2018 – SEARH/SESAP para compor o quadro da Sesap são decorrentes de vacâncias (aposentadorias e falecimento de servidores) e substituições de candidatos nomeados anteriormente que não tomaram posse. Foram nomeados os profissionais dos seguintes cargos: Assistente Social (10), Enfermeiro (13), Técnico em Enfermagem (41), Engenheiro Biomédico (1), Engenheiro de Segurança do Trabalho (1), Farmacêutico (3), Farmacêutico Bioquímico (2), Fisioterapeuta (6), Fonoaudiólogo (2), Nutricionista (7), Médico Pediatra (1), Médico Ginecologista e Obstetra (3), Médico Psiquiatra (4), Médico do Trabalho (6), Psicólogo (6), Terapeuta Ocupacional (1), TAS/Administrador (6), TAS/Contador (8) e Assistente Técnico em Saúde (102).

Já os candidatos convocados por meio da Contratação Temporária irão atuar nas oito Regiões de Saúde em todo Rio Grande do Norte em atendimento ao Plano Emergencial Hospitalar para enfrentamento ao Covid-19. Entre os convocados estão enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos, farmacêuticos bioquímicos ou biomédicos, técnicos em radiologia, técnicos em laboratório, copeiros, maqueiros, cozinheiros, auxiliares de cozinha e higienista hospitalar.
Governo do RN Nomeia e Convoca 540 Profissionais de Saúde Governo do RN Nomeia e Convoca 540 Profissionais de Saúde Reviewed by Canguaretama De Fato on 4.8.20 Rating: 5

Coronavírus: RN Registra Ocupação de Leitos de UTI em 64%

A Secretaria de Estado e Saúde Pública- Sesap atualizou os dados do coronavírus no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira(3). Na ocasião, foi informada a taxa de ocupação geral de leitos, que registra neste momento 64% em seu geral.

A Sesap também informou que 429 pessoas estão internadas em hospitais públicos, privados ou filantrópicos, entre suspeitos, confirmados, pacientes em enfermaria ou críticos, que neste último caso, somam (257 críticos e 204 clínicos).

Entre regiões, a ocupação se encontra no seguinte cenário:
Oeste (Mossoró):  98%
Seridó: 76%
Região metropolitana de Natal: 57%
São Jose Mipibu: 0%
Mato Grande: 40%
Alto Oeste (Pau dos Ferros): 33%
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Campanha de Vacinação Contra o Sarampo para Pessoas de 20 a 49 anos Começa Nesta Segunada-feira (3)


Foto: Reprodução

A partir dessa segunda-feira (03) até 31 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), realizará a Campanha de Vacinação contra o Sarampo no RN. O objetivo é imunizar as pessoas de 20 a 49 anos de idade contra a doença que voltou a circular no Brasil.

No Rio Grande do Norte, cerca de um milhão e meio de pessoas se encontram nessa faixa etária. A meta é vacinar 95% desse público. Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Katiucia Roseli, “a vacinação é a principal forma de proteger a população contra o sarampo, interrompendo a cadeia de transmissão do vírus, reduzindo a incidência e gravidade da doença nesse público-alvo”.
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RN Bate Recorde Diário e Tem 102 Mortes Confirmadas por covid-19 em 24 horas

Foto/Reprodução


Apesar de apenas 04 óbitos terem ocorrido de fato nas últimas 24 horas, o Rio Grande do Norte registrou ao todo 102 mortes provocadas pelo novo coronavírus neste sábado (1º), recorde desde o início da pandemia.

A Sesap somou às 04 mortes ocorridas nas últimas 24h outros 98 óbitos que aguardavam confirmação de resultados de exames laboratoriais. Portanto, não significa que estas 98 mortes tenham ocorrido de ontem para hoje, mas ao longo de outros dias.

O Ministério da Saúde e a Sesap não informam as datas de ocorrência destes 98 óbitos registrados neste sábado.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde Pública, há 219 óbitos sob investigação.

Veja o que diz a Sesap:

Informamos que o alto volume de notificações e confirmações de óbitos no dia de hoje é referente a semanas epidemiológicas anteriores. Um atraso no envio das informações teve reflexo no quantitativo de óbitos reportado hoje pela SESAP em seu boletim de informações para a COVID-19 no estado do RN. Nas últimas 24h foram confirmados 4 óbitos.

Comitê Estadual para Covid-19 avalia que não é seguro retomar aulas no RN

O retorno prematuro de alunos às salas de aula no Rio Grande do Norte não é seguro e pode, inclusive, causar aumento nos casos infecção pelo novo coronavírus. A avaliação é do Comitê Científico Estadual de Enfrentamento à Covid-19, que atua forma consultiva para as decisões do Governo do Rio Grande do Norte relacionadas com a pandemia. O colegiado emitiu parecer nesta quinta-feira (30) recomendando que as atividades escolares, sejam em instituições públicas ou privadas, permaneçam suspensas em todo o Estado. 

Ainda de acordo com o comitê estadual, os cientistas ressaltam que o retorno às salas de aula deverá ocorrer apenas quando for verificado baixo risco de contágio entre os integrantes da comunidade escolar – pais, alunos, professores e demais trabalhadores da educação. “Não é possível iniciar as aulas neste momento, pois não é seguro para os trabalhadores da educação, bem como para toda a comunidade escolar, alunos e familiares”, traz a recomendação feita ao governo estadual.

Segundo os cientistas, a precipitada abertura de escolas poderia impactar a taxa de isolamento social em todo o Rio Grande do Norte. Em Natal, a retomada das aulas em escolas privadas estava prevista para o dia 10 de agosto. Já a rede estadual discutia retorno no dia 17 do mesmo mês. Após protestos de pais, professores e entidades ligadas à educação, as datas foram abandonadas.
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Especialistas Temem Sequelas Deixadas pela Covid-19 em Pacientes Recuperados

Foto: reprodução
Pouco mais de um mês e meio depois de receber alta do hospital, em 15 de junho, a farmacêutica Mariana Brizeno, 42, ainda convive com os resquícios da Covid-19. Depois de 28 dias internada — 14 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, destes, 11 sob intubação —, a dormência na lateral das pernas e no dorso do pé ainda está presente. Uma inflamação também ainda causa dores no ombro e limita o movimento do braço.

Depois de sair da UTI e ir para a enfermaria, Mariana passou por episódios de delírio persecutório por conta de medicações utilizadas. “Me assustou muito, me causou muito sofrimento, porque para mim era tudo real. Eu não dormia porque achava que, porque estavam querendo me matar, se eu dormisse, não acordaria mais. Então, não conseguia dormir, tinha muito medo do escuro”, relata.

Outra sensação marcante para ela, após a volta para casa, foi um cansaço extremo. Caminhar do quarto ao banheiro e, em seguida, voltar ao quarto já era o suficiente para se sentir “exausta”. Essa fadiga incompatível com a atividade realizada, em pacientes que tiveram Covid-19, tem chamado atenção de profissionais do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

“Alguns chegam realmente bastante debilitados, com necessidade de uma terapia inicial para reaprender a ficar de pé e conseguir dar os primeiros passos. Mas a grande maioria, aqui, está saindo em outra fase, em que a fadiga é o principal (problema)”, afirma Luciana Janot, cardiologista da instituição. O Centro de Reabilitação recebe pacientes que ficaram em estado grave, mas a médica explica que esse cansaço está presente inclusive naqueles casos mais leves da doença.

Ele é um dos sinais de uma síndrome que pode acometer os pacientes que necessitam da UTI de forma geral, não só pela Covid-19. A Síndrome Pós-Terapia Intensiva (SPTI), ou Síndrome do Doente Crítico, envolve sintomas cognitivos, psiquiátricos e clínicos e acontece por conta de intervenções como sedação, intubação e aplicação de medicamentos.

“Elas são necessárias, mas não são inócuas, não são isentas de algumas consequências”, afirma o médico intensivista Paulo César de Souza, diretor de ensino e pesquisa da UnitedHealth Group (UHG) Brasil. Muitas das alterações surgem ainda durante a internação, e Luciana Janot acrescenta que o comprometimento no pós-alta também está relacionado à reabilitação intra-hospitalar.

Dores neuropáticas, por disfunção do sistema nervoso, também são comuns em pacientes acometidos pelo novo coronavírus. Elas dizem respeito, por exemplo, a uma sensação de dormência e uma fraqueza muscular nos membros — podendo gerar dificuldade para sentar ou caminhar. “Isso pode ser revertido, mas é importante entender que alguns pacientes vão necessitar de reabilitação ampla e prolongada”, aponta o hematologista Paulo Roberto Souza, médico do Sistema Único de Saúde (SUS) e integrante do Coletivo Rebento, Médicos em Defesa da Ética, da Ciência e do SUS.

O médico aponta que pode haver sequelas em vários sistemas. O funcionamento dos rins, por exemplo, pode ser comprometido e, assim, ser necessária a realização de hemodiálise por um período. “O pulmão pode sofrer sequelas pelo tempo que o paciente passou intubado e/ou sedado. Pode haver também pioras funcionais em pacientes que já lidavam cronicamente com outras patologias antes de adoecerem de Covid-19”, acrescenta.

Esses cuidados necessários com o paciente após a alta preocupam Paulo César de Souza em relação à capacidade do sistema de saúde de lidar com eles. “Meu foco é organizar um sistema capaz de dar conta delas (as alterações de saúde) após a alta e evitar que um paciente fique mais tempo no hospital de agudos porque o sistema fora do hospital não está organizado.”

Cinco meses depois do primeiro caso confirmado de Covid-19 no Brasil, alguns aprendizados já tiveram impacto positivo também no estado de saúde posterior dos pacientes que sobrevivem aos casos mais graves da doença. Entre eles estão a mudança na orientação sobre quando buscar o serviço de saúde; os novos conhecimentos sobre a necessidade de intubação; e a realização precoce de fisioterapia.

“O tratamento convencional das insuficiências respiratórias era intubação rápida e ventilação mecânica, e essa doença tinha uma característica diferente que demorou um tempo para ser descrita. Então, criou-se tratamentos como cateter nasal de alto fluxo e botar o doente de barriga para baixo, o que chamamos de prona ativa”, exemplifica Souza. “A chance de reabilitação, hoje, de um paciente grave de Covid-19 é muito maior do que era por causa dessas pequenas coisas.”

ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR
Entre as áreas que podem atuar na reabilitação do paciente após a Covid-19 — sempre com atenção ao olhar individualizado para a realidade de cada um — podem estar:
Fisioterapia: de forma geral, o pilar da reabilitação é a fisioterapia motora e, se necessário, a respiratória;
Terapia ocupacional: os pacientes podem ter comprometimento da coordenação motora fina, necessitando de atividades para mãos e pés, para dessensibilizar as dores neuropáticas;
Psicologia: distúrbios psicológicos são comuns em casos de Síndrome Pós-Terapia Intensiva (SPTI), como ansiedade, depressão e desordem do estresse pós-traumático;
Fonoaudiologia: alguns pacientes podem não conseguir alimentar-se por via oral, precisando de avaliação de um fonoaudiólogo.
ENTRE AS MAIORES SEQUELAS DA SPTI ESTÃO:
– Distúrbios cognitivos
Memória, atenção, visão espacial, alterações psico-motoras e impulsividade;
– Distúrbios psiquiátricos
Ansiedade, depressão, desordem de estresse pós-traumático
– Distúrbios clínicos
Dispnéia, alterações da função pulmonar, dor, disfunção sexual, redução da tolerância ao exercício, neuropatias, fraqueza muscular, paresias e fadiga importante.


#Fontes: Luciana Janot, médica cardiologista do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein; Paulo César de Souza, médico intensivista e diretor de ensino e pesquisa da UnitedHealth Group (UHG) Brasil; e Yara Pessoa, fisioterapeuta intensivista adulto
Especialistas Temem Sequelas Deixadas pela Covid-19 em Pacientes Recuperados Especialistas Temem Sequelas Deixadas pela Covid-19 em Pacientes Recuperados Reviewed by Canguaretama De Fato on 2.8.20 Rating: 5
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