Nos últimos anos, notícias sobre a diminuição do fluxo de turistas, principalmente internacionais, se tornaram comum. Acostumado a ser o segundo destino turístico mais procurado no Nordeste, posto alcançado em 2006, o Rio Grande do Norte caiu para a quarta posição em 2010. Contudo, especialistas no setor vêem oportunidade para melhorar essa estatística e retomar o crescimento no turismo internacional em terras potiguares.
Fluxo de turistas estrangeiros em Natal teve queda de 60,4 por cento em consequência da crise que abalou as economias da Europa e EUA
Os efeitos do mundial de seleções no turismo potiguar será um dos temas abordados no projeto Motores do Desenvolvimento, realizado pela TRIBUNA DO NORTE, Sistema FIERN, Sistema Fecomercio/RN, UFRN e Governo do Estado do RN, com patrocínio Assembleia Legislativa do RN, Sebrae/RN e Banco Itaú, terá como tema o realização da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O Seminário será realizado no dia 16 de abril, no auditório do Hotel Pestana, na Via Costeira, a às 8 horas. Entre as presenças confirmadas estão o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o representante da Fifa, Fúlvio Danilas, entre outros palestrantes.
Essa chance é a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, encomendado pelo Ministério do Turismo, o fluxo de turistas internacionais - em queda desde 2007 - pode dobrar com o evento. A sensação de que há menos estrangeiros no RN é amparada pelos números. Entre 2006 e 2010, o turismo internacional recuou 60,4% no Estado. O estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que o número de turistas estrangeiros subirá para 84.979 durante o mundial.
Esse é o terceiro menor fluxo previsto entre as 12 cidades-sede do Mundial. A estatística no entanto não é desanimadora. Tomando como base os números de Natal, isso representará um incremento de 82,4% no fluxo de estrangeiros na capital potiguar. Em 2006, período que antecedeu a crise econômica mundial, 117,6 mil estrangeiros entraram no Brasil através do RN. Em 2010, esse número caiu para 46,5 mil. Um dado nesse caso chama a atenção. A crise teve efeitos menores nos estados vizinhos, como Pernambuco e Ceará, concorrentes diretos do Rio Grande do Norte, onde a redução não ultrapassou 16%.
O presidente da Associação Brasileira de Indústria Hoteleira/RN, Habib Chalita, analisando o contexto do mercado de turismo no Estado, ressalta que esse crescimento só será possível com investimentos na estrutura do setor turismo. Mas isso não implica somente a indústria hoteleira, que na perspectiva de Chalita já está bem aparelhada, mas também em outros pontos da cadeia, como entretenimento, museus, entre outros. "Não adianta atrair o turista se ele não sair daqui como uma boa impressão da cidade. O evento, caso não haja investimento, pode acabar trazendo inclusive prejuízos para o mercado natalense", aponta Chalita.
Mesmo com o recuo do fluxo de turistas internacionais no último ano, o Rio Grande do Norte ainda é o estado brasileiro onde o turismo tem maior participação na economia formal. De acordo com estudo realizado pelo Ipea, a participação é de 4,4% - a maior do Brasil. O índice coloca o RN na frente de estados como São Paulo e Rio de Janeiro, maiores portas de entrada de turistas estrangeiros. Esse dado mostra que a economia do Rio Grande do Norte não é tão diversificada quanto a dos outros estados. Em estados com uma 'economia mais complexa', o índice varia entre 2% e 3%. No Ceará, por exemplo, a participação é de 2,3%.
Oportunidades
De acordo com dados do Sebrae Nacional, 22,7% das 356 oportunidades de negócios geradas pela Copa em Natal, serão abocanhadas pelo setor do comércio/serviços. Dentre as várias áreas relativas a comércio e serviços, o turismo, quando associado a toda uma cadeia (cultura, artesanato, gastronomia), tem posição de destaque. É o primeiro lugar no ranking, com mais de 30% das oportunidades. Os números fazem parte do Estudo Programa Sebrae 2014: Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas cidades-sede, encomendado pelo Sebrae Nacional à Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em Natal, as oportunidades estão distribuídas em sete segmentos, entre eles, comércio varejista/ serviços, turismo e construção civil. Os segmentos foram eleitos de acordo com a vocação de cada estado. Atualmente, há mais de 60 mil micro e pequenas empresas e mais de 19 mil empreendedores individuais no Rio Grande do Norte. A intenção é incluir o maior número possível de micro e pequenos nos negócios da Copa.
Para conseguir isso, o Sebrae preparou uma série de sugestões para esse público-alvo, como forma de dar competitividade aos negócios. As sugestões estão contidas no Mapa de Oportunidades publicado pela instituição.
Interior tem potencial para o turismo
Um dos pontos destacados por especialistas do setor de turismo é a interiorização. É preciso, segundo essas análises, atrair os turistas para as diversas cidades do interior potiguar com atrativos e potencial turístico. Para isso, o Estado precisa agora executar as ações planejadas ao longo dos últimos anos, começando pela integração dos roteiros turísticos.
Pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em 2005 mostrou que a maioria dos 101 roteiros turísticos analisados no país, a maioria foi considerada razoável ou inadequada. O cenário não teve grandes mudanças de lá para cá. O problema não é só a falta de divulgação. Mas também de estrutura. "O turista pode ir ao interior, mas há restaurantes suficientes? As estradas estão boas? O atendimento é qualificado? Tudo isso precisa de planejamento", analisa Habib Chalita, presidente da ABIH/RN.
Além de aprimorar o atendimento, o Estado que quiser se destacar num cenário cada vez mais competitivo terá que apostar em novos mercados e aprimorar sua infraestrutura. O setor ainda depende muito do poder público - cujo nível de investimento é baixo. Fechar parcerias com grandes empresas que não atuam na cadeia do turismo seria uma saída.
Um exemplo de potencial a ser aproveitado é o turismo religioso em Santa Cruz, com a recente construção da estátua de Santa Rita de Cássia. A atração tem movimentado a região e conseguido "chamar" o turista, principalmente o turista regional, de cidades vizinhas, que não precisa ser levado em conta quando se fala em Copa do Mundo. "Milhares de pessoas passam por lá desde a construção da estátua e é preciso investir nisso", encerra Habib Chalita.
#Fonte: Tribuna do norte
Os efeitos do mundial de seleções no turismo potiguar será um dos temas abordados no projeto Motores do Desenvolvimento, realizado pela TRIBUNA DO NORTE, Sistema FIERN, Sistema Fecomercio/RN, UFRN e Governo do Estado do RN, com patrocínio Assembleia Legislativa do RN, Sebrae/RN e Banco Itaú, terá como tema o realização da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. O Seminário será realizado no dia 16 de abril, no auditório do Hotel Pestana, na Via Costeira, a às 8 horas. Entre as presenças confirmadas estão o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o representante da Fifa, Fúlvio Danilas, entre outros palestrantes.
Essa chance é a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, encomendado pelo Ministério do Turismo, o fluxo de turistas internacionais - em queda desde 2007 - pode dobrar com o evento. A sensação de que há menos estrangeiros no RN é amparada pelos números. Entre 2006 e 2010, o turismo internacional recuou 60,4% no Estado. O estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que o número de turistas estrangeiros subirá para 84.979 durante o mundial.
Esse é o terceiro menor fluxo previsto entre as 12 cidades-sede do Mundial. A estatística no entanto não é desanimadora. Tomando como base os números de Natal, isso representará um incremento de 82,4% no fluxo de estrangeiros na capital potiguar. Em 2006, período que antecedeu a crise econômica mundial, 117,6 mil estrangeiros entraram no Brasil através do RN. Em 2010, esse número caiu para 46,5 mil. Um dado nesse caso chama a atenção. A crise teve efeitos menores nos estados vizinhos, como Pernambuco e Ceará, concorrentes diretos do Rio Grande do Norte, onde a redução não ultrapassou 16%.
O presidente da Associação Brasileira de Indústria Hoteleira/RN, Habib Chalita, analisando o contexto do mercado de turismo no Estado, ressalta que esse crescimento só será possível com investimentos na estrutura do setor turismo. Mas isso não implica somente a indústria hoteleira, que na perspectiva de Chalita já está bem aparelhada, mas também em outros pontos da cadeia, como entretenimento, museus, entre outros. "Não adianta atrair o turista se ele não sair daqui como uma boa impressão da cidade. O evento, caso não haja investimento, pode acabar trazendo inclusive prejuízos para o mercado natalense", aponta Chalita.
Mesmo com o recuo do fluxo de turistas internacionais no último ano, o Rio Grande do Norte ainda é o estado brasileiro onde o turismo tem maior participação na economia formal. De acordo com estudo realizado pelo Ipea, a participação é de 4,4% - a maior do Brasil. O índice coloca o RN na frente de estados como São Paulo e Rio de Janeiro, maiores portas de entrada de turistas estrangeiros. Esse dado mostra que a economia do Rio Grande do Norte não é tão diversificada quanto a dos outros estados. Em estados com uma 'economia mais complexa', o índice varia entre 2% e 3%. No Ceará, por exemplo, a participação é de 2,3%.
Oportunidades
De acordo com dados do Sebrae Nacional, 22,7% das 356 oportunidades de negócios geradas pela Copa em Natal, serão abocanhadas pelo setor do comércio/serviços. Dentre as várias áreas relativas a comércio e serviços, o turismo, quando associado a toda uma cadeia (cultura, artesanato, gastronomia), tem posição de destaque. É o primeiro lugar no ranking, com mais de 30% das oportunidades. Os números fazem parte do Estudo Programa Sebrae 2014: Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas cidades-sede, encomendado pelo Sebrae Nacional à Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em Natal, as oportunidades estão distribuídas em sete segmentos, entre eles, comércio varejista/ serviços, turismo e construção civil. Os segmentos foram eleitos de acordo com a vocação de cada estado. Atualmente, há mais de 60 mil micro e pequenas empresas e mais de 19 mil empreendedores individuais no Rio Grande do Norte. A intenção é incluir o maior número possível de micro e pequenos nos negócios da Copa.
Para conseguir isso, o Sebrae preparou uma série de sugestões para esse público-alvo, como forma de dar competitividade aos negócios. As sugestões estão contidas no Mapa de Oportunidades publicado pela instituição.
Interior tem potencial para o turismo
Um dos pontos destacados por especialistas do setor de turismo é a interiorização. É preciso, segundo essas análises, atrair os turistas para as diversas cidades do interior potiguar com atrativos e potencial turístico. Para isso, o Estado precisa agora executar as ações planejadas ao longo dos últimos anos, começando pela integração dos roteiros turísticos.
Pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em 2005 mostrou que a maioria dos 101 roteiros turísticos analisados no país, a maioria foi considerada razoável ou inadequada. O cenário não teve grandes mudanças de lá para cá. O problema não é só a falta de divulgação. Mas também de estrutura. "O turista pode ir ao interior, mas há restaurantes suficientes? As estradas estão boas? O atendimento é qualificado? Tudo isso precisa de planejamento", analisa Habib Chalita, presidente da ABIH/RN.
Além de aprimorar o atendimento, o Estado que quiser se destacar num cenário cada vez mais competitivo terá que apostar em novos mercados e aprimorar sua infraestrutura. O setor ainda depende muito do poder público - cujo nível de investimento é baixo. Fechar parcerias com grandes empresas que não atuam na cadeia do turismo seria uma saída.
Um exemplo de potencial a ser aproveitado é o turismo religioso em Santa Cruz, com a recente construção da estátua de Santa Rita de Cássia. A atração tem movimentado a região e conseguido "chamar" o turista, principalmente o turista regional, de cidades vizinhas, que não precisa ser levado em conta quando se fala em Copa do Mundo. "Milhares de pessoas passam por lá desde a construção da estátua e é preciso investir nisso", encerra Habib Chalita.
#Fonte: Tribuna do norte
Copa 2014 vai impulsionar fluxo turístico
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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