Feira Nacional do Camarão terá maior organização para atrair mais importadores estrangeiros



Décima edição da Fenacam será no mês de junho. Evento foi apresentado na manhã de hoje à imprensa do RN. Foto: Heracles Dantas
Décima edição da Fenacam será no mês de junho. 
A Fenacam, maior evento da carcinicultura brasileira que completa sua 10ª edição entre 10 a 13 de junho em Natal, no Centro de Exposições, além dos painéis técnicos que atraem especialistas do país e do mundo, promete este ano um esforço de organização para atrair o maior número possível de importadores estrangeiros de camarão.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Camarão, Itamar Rocha, que coordenou na manhã desta quarta-feira (24) o lançamento oficial da Fenacam, razão para isso não faltam. Com a possibilidade de uma quebra de 400 mil toneladas na produção asiática, os preços do crustáceo dispararam no mercado internacional, ultrapassando a casa dos 6,20 dólares o quilo do camarão de 11 gramas a unidade. É o dobro da cotação da Feira de Bruxelas, na Bélgica, iniciada no último dia 17. A expectativa dos produtores brasileiros que esse preço alcance rapidamente a casa dos 7 dólares.
“Com os principais compradores do camarão potiguar localizados hoje dentro do país, no Rio, Salvador, Brasília e São Paulo, há pouquíssimo tempo atrás seria impensável dizer que voltar a exportar seria um excelente negócio”, afirmou Itamar Rocha.
Para ele, o principal desafio do evento este ano será manter a tradição da Feira de produzir a atualização dos produtores acerca da últimas técnicas de produção e reunir o maior número possível de “atores” envolvidos com a cadeia produtiva do camarão.
“Em 2013 o nosso objetivo é ampliar nossa programação técnica com foiço na intensificação tecnológica para aumentar a produção e a produtividades dos carcinicultores”, lembrou Itamar Rocha.

Já falando sobre as principais inquietações do segmento, Rocha disse que continua viva como nunca a possibilidade do Brasil importar 5 mil toneladas de camarão da Argentina, um país que não é um tradicional produtor, mas que compra muito camarão de outros países e realiza uma triangulação perigosa do produto com o objetivo de gerar lucro na intermediação.
Segundo Itamar Rocha, isso seria um perigo para o país no momento que a Síndrome da Morte Súbita, responsável por uma grande quebra na produção asiática, colocaria o país desnecessariamente na rota de entrada de doenças, já que sabidamente a Argentina importa camarão da Ásia.
Com linhas de crédito oficiais de R$ 1 bilhão para estimular o setor e um grande potencial de crescimento da atividade a partir da mobilização de pequenos produtores, Itamar só vê um grande e recorrente obstáculo: a dificuldade dos menos estruturados em obter licenças ambientais para tocar a atividade.
“Em qualquer estado produtor, o que vemos é a dificuldade dos carcinicultores em obter licenças, o que é um contra-senso para uma atividade que emprega extensivamente mão-de-obra sem qualquer qualificação e pode ajudar muito a equalizar as desigualdades no meio rural sem a ajuda das bolsas de ajuda governamental”, lembrou Rocha.


#Fonte: Portal JH
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