Produtores de camarões do litoral sul do Rio Grande do Norte convivem com a suspeita de a doença da mancha branca - conhecida por dizimar a produção em países, como o Equador e a China, em 1999 - ter atingido o setor. Embora não haja casos oficialmente confirmados da doença, até então, alguns criadores atribuem a baixa nos viveiros à presença do vírus, responsável por formar calcificação na carapaça do camarão, o que dá origem ao nome da doença. A notícia chega num momento em que o setor tenta recobrar o fôlego depois da queda na produção e exportações registrada no ano passado. A perspectiva, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), para 2011, é de um incremento de cerca de 20% na produção, fechando o ano com 25 mil toneladas no RN.
A ameaça da doença aparece num momento em que o setor espera retomada, com previsão de aumento de 20 por cento na produção
O diretor da Camanor, Werner Jost, conta que a mortalidade na fazenda da empresa localizada em Barra do Cunhaú chegou a 50% a partir de agosto. "Foi um golpe forte, num momento em que deixamos de exportar e nos voltamos para o mercado interno", observa o produtor. Embora admita não ter realizado exames laboratoriais, ele disse reconhecer pelas características se tratar da mancha branca. "Há 15 dias o Ministério da Pesca e da Aquicultura se reuniu com produtores e divulgou dados sobre a confirmação de casos no Nordeste", conta.
A doença teria chegado a região de Canguaretama em meados de julho, após a constatação de casos na Paraíba, Pernambuco e Bahia, diz Jost. O presidente da ABCC/RN Itamar Rocha conta que só há confirmação de casos no Brasil, em Santa Catarina. "Por ora são rumores", afirma. Mas não ignora os efeitos da doença, que pode comprometer até 40% da produção.
Para o criador Valdomiro Coutinho Ribeiro, da Camar Tecmares e Camar Marinas, nenhum caso de doença foi atestado pelo exame TCL, que verifica o DNA do camarão. Para ele, a baixa é decorrente do inverno rigoroso que afetou a qualidade da água.
CONTROLE
Embora ameace graves prejuízos para os produtores, devido a alta mortalidade do camarão, a doença pode ser controlada, como ocorre em outros países produtores. A China convive com o vírus desde 1999 e conseguiu alavancar a produção de 30 mil toneladas à época, para atuais 210 mil toneladas ao ano.
Ademais, não há risco de contaminação. A ingestão do camarão infectado não traz prejuízos ao consumidor final.
Newton Bacurau, presidente da Associação Norte-Riograndense de Criadores de Camarão afirma que há cerca de um mês ocorre coleta de amostras para análise em fazendas de Nisia Floresta, Tibau do Sul e Canguaretama, onde ocorreram casos pontuais de mortalidade e enfermidade em viveiros. "É prematuro falar em mancha branca antes de saírem os diagnósticos. Pode ser outra enfermidade", disse. As análises foram pedidos e serão acompanhadas pelas Associações de Criadores, Ministério da Pesca e produtores.
De acordo com fonte da TRIBUNA DO NORTE, o acompanhamento das possíveis áreas afetadas está sendo feito por técnicos no sentido de adoção de medidas preventivas. Entre medidas preventivas estão a redução da densidade de camarões por viveiros, que varia de acordo com tamanho e tecnologias usadas nas fazendas.
Itamar Rocha conta que uma proposta de parque de manejo a ser instalado em cada Estado produtor, com técnicas e medidas para evitar a disseminação de doença foi apresentada na última semana pela ABCC ao Ministério da Pesca e Aquicultura. Uma cartilha de bio-segurança está sendo elaborada para controlar surtos.
#Fonte: Tribuna do Norte
O diretor da Camanor, Werner Jost, conta que a mortalidade na fazenda da empresa localizada em Barra do Cunhaú chegou a 50% a partir de agosto. "Foi um golpe forte, num momento em que deixamos de exportar e nos voltamos para o mercado interno", observa o produtor. Embora admita não ter realizado exames laboratoriais, ele disse reconhecer pelas características se tratar da mancha branca. "Há 15 dias o Ministério da Pesca e da Aquicultura se reuniu com produtores e divulgou dados sobre a confirmação de casos no Nordeste", conta.
A doença teria chegado a região de Canguaretama em meados de julho, após a constatação de casos na Paraíba, Pernambuco e Bahia, diz Jost. O presidente da ABCC/RN Itamar Rocha conta que só há confirmação de casos no Brasil, em Santa Catarina. "Por ora são rumores", afirma. Mas não ignora os efeitos da doença, que pode comprometer até 40% da produção.
Para o criador Valdomiro Coutinho Ribeiro, da Camar Tecmares e Camar Marinas, nenhum caso de doença foi atestado pelo exame TCL, que verifica o DNA do camarão. Para ele, a baixa é decorrente do inverno rigoroso que afetou a qualidade da água.
CONTROLE
Embora ameace graves prejuízos para os produtores, devido a alta mortalidade do camarão, a doença pode ser controlada, como ocorre em outros países produtores. A China convive com o vírus desde 1999 e conseguiu alavancar a produção de 30 mil toneladas à época, para atuais 210 mil toneladas ao ano.
Ademais, não há risco de contaminação. A ingestão do camarão infectado não traz prejuízos ao consumidor final.
Newton Bacurau, presidente da Associação Norte-Riograndense de Criadores de Camarão afirma que há cerca de um mês ocorre coleta de amostras para análise em fazendas de Nisia Floresta, Tibau do Sul e Canguaretama, onde ocorreram casos pontuais de mortalidade e enfermidade em viveiros. "É prematuro falar em mancha branca antes de saírem os diagnósticos. Pode ser outra enfermidade", disse. As análises foram pedidos e serão acompanhadas pelas Associações de Criadores, Ministério da Pesca e produtores.
De acordo com fonte da TRIBUNA DO NORTE, o acompanhamento das possíveis áreas afetadas está sendo feito por técnicos no sentido de adoção de medidas preventivas. Entre medidas preventivas estão a redução da densidade de camarões por viveiros, que varia de acordo com tamanho e tecnologias usadas nas fazendas.
Itamar Rocha conta que uma proposta de parque de manejo a ser instalado em cada Estado produtor, com técnicas e medidas para evitar a disseminação de doença foi apresentada na última semana pela ABCC ao Ministério da Pesca e Aquicultura. Uma cartilha de bio-segurança está sendo elaborada para controlar surtos.
#Fonte: Tribuna do Norte
Doença preocupa carcinicultores
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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19.11.11
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