Governo diz que 48 cidades têm risco de epidemia de dengue

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulga os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) Foto: André Coelho / O Globo
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, divulga os resultados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti


BRASÍLIA - O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira o índice de infestação do mosquito da dengue no país. O mapa mostra que há 48 cidades em situação de risco de apresentar uma epidemia da doença no próximo verão, que começa daqui a 15 dias. Três capitais estão nessa situação: Cuiabá (MT), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). Outras 236 cidades, incluindo o Rio de Janeiro e Brasília, estão em estado de alerta, o que significa que terão que intensificar ações de combate ao transmissor da dengue, o Aedes aegypti. O levantamento também indica que 277 municípios apresentam índice satisfatório, mas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou que nenhuma cidade está livre da dengue. O mapa revela que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco de epidemia de dengue.
- Os municípios que estão em risco iminente de ter surto vão ter que trabalhar muito para reduzir essa infestação em janeiro. As cidades em alerta não podem baixar a guarda, muito pelo contrário, devem intensificar suas ações agora. E os que estão com índice satisfatório de infestação, isso não significa que não podem migrar para uma situação de risco nos próximos meses - alertou o ministro.
Ao todo, 561 municípios do país participaram do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa). Essa amostragem, segundo o ministério, responde pelas principais cidades com risco de desenvolver epidemia de dengue, por serem capitais, metrópoles ou cidades grandes. No total, elas abrigam 96 milhões de pessoas.
As cidades em situação de risco têm acima de 3,9% de seus domicílios infestados com o mosquito. Aquelas em situação de alerta têm entre 1% e 3,9% das casas. E as de índice satisfatório, abaixo de 1%.
Segundo o mapa, no Norte e no Sul, os principais criadouros do mosquito se encontram no lixo. No Nordeste e no Centro-Oeste, em locais de armazenamento de água, como caixas-d'água e tonéis. Já no Sudeste, o local preferido de reprodução dos mosquitos são utensílios encontrados dentro das casas, como vasos e pneus. O ministério alerta que o ovo do mosquito sobrevive até 300 dias, isso quer dizer que o combate tem que ser permanente. Esse é justamente o mote da campanha de combate à dengue do verão 2011/2012.
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, todos os estados apresentam vetores da dengue tipo 4, que é a forma da doença que atinge quem já teve dengue dos tipos 1 e 2. Esse tipo pode se manifestar de maneira mais grave do que as demais. Mas o secretário garantiu que todos os municípios estão preparados para atender pacientes com dengue tipo 4. O alerta do ministério para os profissionais de saúde é que fiquem atentos quanto ao aparecimento de dores persistentes e vômitos entre os pacientes, que seriam indicadores da gravidade do problema.

#Fonte: O Globo
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