CNTNV: Esta conclusão afeta diretamanente a nossa cidade. O turismo é um setor essencial para o desenvolvimento do município. No caso de Canguaretama, estamos há 20 anos parado no tempo, aguardando não sabemos o quê! Esta cidade precisa de uma verdadeira transformação - "um banho de loja" para que possa encantar o turista e o nosso povo.
Turismo não se faz com "remendos de última hora".
"O RN precisa de ação, de gente que faça" (Tania Brizolla).
A falta de mobilização e planejamento tem atrapalhado a interiorização do turismo no Rio Grande do Norte. A conclusão é da ex-diretora do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico, do Ministério do Turismo, Tânia Brizzola, que encerrou, ontem, o 3º Fórum de Turismo do RN. Durante pouco mais de uma hora, a gaúcha traçou o panorama do setor, apontou problemas e indicou caminhos para a interiorização - "um processo novo, mas que já está em curso".
O estado, segundo ela, já elaborou diagnósticos demais. Precisa agora executar as ações, começando pela integração dos roteiros turísticos. "O RN precisa de ação, de gente que faça". E ela não se refere só ao poder público, mas à iniciativa privada - empresas que atuam ou não na cadeia produtiva do turismo. "É preciso, entretanto, ter em mente que as coisas não mudam da noite para o dia. As coisas ocorrem a longo prazo", pondera.
Pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em 2005 mostrou que a maioria dos 101 roteiros turísticos analisados no país, a maioria foi considerada razoável ou inadequada. "Acredito que o cenário não mudou de lá para cá". O problema não é só a falta de divulgação. Peca-se, segundo ela, na hora de 'vender' o destino. "Se produzimos alguma coisa, temos que vender. E a gente peca na hora de vender". O setor, segundo a palestrante, ainda não aprendeu a ouvir nem a atender o consumidor final.
Além de aprimorar o atendimento, o estado que quiser se destacar num cenário cada vez mais competitivo terá que apostar em novos mercados e aprimorar sua infraestrutura. O setor ainda depende muito do poder público - cujo nível de investimento é baixo. "Precisamos trabalhar nossa independência". Fechar parcerias com grandes empresas que não atuam na cadeia do turismo seria uma saída.
Tânia relembra que a Chocofest, evento turístico que já se consolidou no calendário de Gramado/ RS, é patrocinada por empresas que atuam em vários segmentos, inclusive no de calçados, sem ligação direta com o turismo. "Quais as maiores empresas do RN? Precisamos buscar essa gente. Temos que montar bons projetos e mostrar que há retorno".
Também é preciso aproveitar bem todas as oportunidades - e a Copa é uma delas. "O que o RN vai fazer com esta oportunidade?", questiona. José Maria Vilar, superintendente do Banco do Nordeste (BNB) e um dos convidados do fórum, não respondeu a pergunta - direcionada a todos os convidados - mas se mostrou preocupado com o ritmo das obras. "O evento já está a porta e as obras de mobilidade nem sequer começaram. A Copa não é só estádio", disse. O receio de Vilar é que a oportunidade se transforme em ameaça. "Este risco existe", avaliou.
FÓRUM
Para os organizadores Antônio Roberto e Gustavo Porpino, o 3º Fórum de Turismo do RN cumpriu sua missão de reunir todos os atores da cadeia produtiva do turismo e aproximar academia e mercado. Até o final da semana, os organizadores do evento encaminharão uma carta aberta com as reivindicações do setor. A ideia da organização é transformar o fórum numa espécie de pacto em prol do turismo potiguar. O próximo fórum será realizado nos dias 20 e 21 de março de 2013, no Centro de Convenções de Natal. Este ano, além de Tânia Brizolla, a ex-presidente da Embratur, Jeanine Pires, esteve entre as palestrantes nacionais do evento.
Bate-papo
Tânia Brizolla, ex-diretora do Ministério do Turismo
Quais os obstáculos à regionalização (interiorização) do turismo?
Falta de sensibilização, mobilização, planejamento e descontinuidade das ações. Os projetos precisam ter uma sequência. O estado também precisa trabalhar com planejamentos curtos, que possam ser reavaliados a cada três meses, e que gerem conquistas que possam ser comemoradas.
Como superar essas barreiras?
Às vezes pequenas ações, como reestruturação de pequenos produtos, melhoria de um produto que já existe, banho de loja num determinado roteiro, surtem um efeito muito positivo. Também é importante trabalhar a integração dos roteiros turísticos. Agregar mais valor, porque o estado já tem os roteiros. É só juntar mais.
O que esperar de 2012, no que diz respeito ao Turismo?
Eu acredito num crescimento, que já vem ocorrendo, do mercado interno. A gente ainda pode ter um ganho bastante expressivo. Não vejo uma retração. Mas além de focar o mercado interno, é preciso buscar novos mercados fora do país. Como o Brasil é o país da moda, a crise pode ser uma oportunidade para entrar em novos mercados. Quem sabe não nos preparamos para atender os chineses, enfim.
Quando fala em regionalização (interiorização) você se refere ao processo dentro do Estado ou também na região?
Também na região. É preciso trabalhar os roteiros integrados do Nordeste. Pode parecer difícil à primeira vista, mas no turismo, tudo é possível, desde que tenhamos foco, persistência, planejamento e ação.
#Fonte: Tribuna do Norte
Falta de planejamento atrapalha o turismo no RN
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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