Vila Flor: Procurador Geral pede Proteção para Vereador Delator do esquema

O procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, requisitou ao comando geral da Polícia Militar do RN que fosse providenciado contigente militar "imediatamente" para garantir a segurança do vereador do município de Vila Flor, Floriano Felinto, e do policial militar aposentado, João Maria Marques da Silva, que foi vítima de um atentado na última segunda-feira. O vereador Floriano Felinto e o PM João Maria contribuíram para as investigações da operação "Mensalão da Vila", deflagrada pelo Ministério Público Estadual na cidade de Vila Flor, em dezembro do ano passado, que levou à perda do mandato do então prefeito Grinaldo Joaquim de Souza, e outros seis vereadores, por um suposto esquema de mensalão.

De acordo com o capitão Fabio Sandrine, comandante da 3ª Companhia de Polícia, a tentativa de homicídio do PM João Maria aconteceu por volta das 20h, na casa dele, no município de Goianinha. "As informações que nós obtivemos foi de que dois homens, um deles encapuzado,invadiram a casa do PM, atiraram contra ele e fugiram em uma moto". A polícia militar fez diligências em toda a região, mas os suspeitos não foram localizados. O PM João Maria levou um tiro na cabeça, um no braço e outro no tórax, todos de espingarda calibre 12. Ele foi levado para o Hospital Walfredo Gurgel, onde passou por uma cirurgia, e segue internado em estado grave, respirando com a ajuda de aparelhos.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, informou que desde o início da manhã de ontem foram designados homens para garantir a segurança do vereador Floriano Felinto e a guarda do policial João Maria. O coronel informou ainda que não havia recebido pedido de segurança para o PM, nem por parte do próprio João Maria, nem por parte do Ministério Público. "Na época da operação foi pedida segurança para o vereador e foi disponibilizado, mas para o PM foi solicitado agora", disse. A princípio as investigações do caso ficariam a cargo do delegado regional interino Robson Coelho, mas odelegado geral, Fábio Rogério, direcionou o caso para a delegacia de homicídios.

Memória

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPERN) deflagrou a Operação Mensalão da Vila no dia 19 de dezembro de 2011, após cinco meses de investigações de um esquema de pagamento de vantagem ilícita - popularmente conhecida por mensalão - no município de Vila Flor, distante pouco mais de 70 quilômetros da capital. As investigações contaram com a colaboração do vereador Floriano Felinto e do PM João Maria Marques da Silva que produziram vídeos que, de acordo com o MPRN, comprovam o mensalão.

O MPRN conseguiu descortinar um esquema amplo de pagamento de vantagens indevidas a grande parte dos vereadores do Município de Vila Flor e promessa de vantagens indevidas em troca de apoio político em detrimento do exercício da atividade parlamentar. Na época foram presos o prefeito do município de Vila Flor, Grinaldo Joaquim de Souza; o ex-secretário municipal de Administração Antonio Ivanaldo de Oliveira; o secretário de Obras do município João Felipe de Oliveira; o presidente da Câmara Municipal Pedro Francisco daSilva, e os vereadores Irinaldo da Silva, Ronildo Luiz da Silva, Ailton Passos de Medeiros, Vidalmir Santos Brito, e Magno Douglas Pontes de Oliveira. Todos respondem o processo em liberdade e perderam o direito de exercer o cargo que ocupavam, com exceção do vereador Ailton Passos de Medeiros que reassumiu o mandato de vereador.

#Fonte: DN Online
Vila Flor: Procurador Geral pede Proteção para Vereador Delator do esquema Vila Flor: Procurador Geral pede Proteção para Vereador Delator do esquema Reviewed by CanguaretamaDeFato on 7.3.12 Rating: 5

Nenhum comentário:

OS COMENTÁRIOS SÃO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DO AUTOR.

REGRAS PARA FAZER COMENTÁRIOS:
Se registrar e ser membro do Blog; Se identificar (não ser anônimo); Respeitar o outro; Não Conter insultos, agressões, ofensas e baixarias; A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica; Buscar através do seu comentário, contribuir para o desenvolvimento.

Tecnologia do Blogger.