No período analisado por Machado, 1.780 pessoas morreram nos eventos
que ocasionaram os desastres, mas o número de mortes efetivamente
causadas por eles chega a 460 mil, se forem incluídas doenças e outros
males desencadeados pelas tragédias.
Apesar disso, apenas 6% dos municípios brasileiros contam com planos de
risco – em 10% deles estão sendo estudados meios de se preparar para
situações de emergência. De acordo com o pesquisador, nesse grupo,
encontram-se principalmente municípios com mais de 500 mil habitantes.
Ao analisar casos como a tragédia que deixou mais de 900 mortos na
região serrana do Rio de Janeiro em 2009, Machado chama a atenção para a
recorrência dos deslizamentos, que, em 1987, já tinham causado 282
mortes nos municípios de Petrópolis e Teresópolis. De 1987 até 2009,
lembrou o professor, houve mais cinco episódios com mais de 300 vítimas.
Mesmo assim, no ano do maior desastre, 35 unidades de saúde (81% das
localizadas nos maiores municípios atingidos) estavam em áreas de risco,
sendo 14 em locais de altíssimo risco. Segundo ele, mais de 90% dos
pontos em que os deslizamentos provocaram acidentes eram de preservação
ambiental.
A representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Mara
Oliveira, chamou a atenção para o problema dos escombros gerados pelos
desastres naturais, que se acumulam durante meses nos municípios, com
riscos para a saúde, e resumiu a questão multifacetada da ocupação do
solo na região serrana: "É um problema de planejamento urbano e uma
questão de saneamento ambiental. Mas tem também o lado cultural de como a
cidade cresceu, como ela se desenvolveu.
#Fonte: Agencia Brasil
Em 20 anos, secas e enchentes afetaram 86 milhões de brasileiros
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
22.3.13
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