Ao nomear e dar posse a três novos secretários Luiz Roberto Fonseca (Saúde), Júnior Teixeira (Saúde) e Leonardo Rego (Recursos Hídricos) a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) fez um movimento para apaziguar aliados, consolidar apoios para votações na Assembleia Legislativa e fortalecer as negociações com o Governo Federal que possam atrair investimentos em obras de infraestrutura. Enquanto Leonardo Rego, ex-prefeito de Pau dos Ferros, foi uma indicação do DEM; Júnior Teixeira partiu de uma sugestão do PMDB. O médico Luiz Roberto teve o nome escolhido depois acatado pela governadora em conversas entre os aliados para definir a recomposição do primeiro escalão.
Mesmo com essas nomeações, prevalece na equipe as indicações por uma escolha direta da governadora e o chefe do Gabinete, Carlos Augusto Rosado. O núcleo central do Governo é constituído por esses auxiliares, entre os quais estão Obery Rodrigues (Planejamento e Finaças), Anselmo Carvalho (Controladoria) e Kátia Pinto (Infraestrutura). Os espaços também estão preenchidos, na maioria dos cargo de primeiro escalão, por auxiliares da cota pessoal. Mas, depois da posse dos três novos indicados, na última quinta-feira, os parlamentares que formam a base do governo procuram demonstrar unidade nas declarações de apoio a Rosalba. Eles defendem a coalizão como forma de melhorar e garantir a governabilidade. A justificativa é que a realização de alianças entre partidos políticos é um modo democrático de se compartilhar a gestão entre as forças que ajudaram a eleger o governo.
Acordos
Esse tipo de acordo é comum na política brasileira. O cientista político e professor da UFRN Alan Lacerda lembra que a coalizão é muito forte no Brasil e os cargos no Poder Executivo são ambicionados e necessários para a carreira política de muitos agentes. A estrutura do Legislativo não é suficiente para repercutir as carreiras dos políticos e eles sempre buscam passagens pelo Executivo, analisa. Lacerda avalia que o processo produz resultados positivos. Amplia a capacidade do Executivo de aprovar projetos. Isso ajuda a cumprir o projeto de governo.
O formato, visto com bons olhos por todos os políticos, pode ser prejudicado quando as legendas envolvidas não possuem um nome para indicar aos cargos e o fazem apenas para ocupar espaço. Ás vezes esse uso não tem muita relação com os critérios de cada pasta, cada órgão. São pessoas que estão ali meramente pela conexão política. Quando faz isso de forma exagerada pode ser ruim, avalia o cientista político.
Alan Lacerda considera que a nomeação dos novos secretários representa mais uma pequena reforma na composição do 1º escalão da administração Rosalba, o que, avalia, ajuda a manter as alianças. Não foi tao grande assim (a reforma). É uma reforma pontual, atende o PMDB, reforça o poder do senador José Agripino e é uma maneira de resolver um problema que é sobretudo político, observa.
#Fonte: Tribuna do Norte
Governadora Rosalba procura consolidar alianças com minirreforma
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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24.3.13
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