Tarifaço: Presidente Lula diz que Brasil “não vacilará” na defesa da soberania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, através de publicação nas redes sociais, que o governo brasileiro “não vacilará” em seu dever de proteger a soberania nacional. A manifestação, feita nesta quinta-feira (16/7), ocorre um dia após os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa adicional de 25% sobre as exportações brasileiras.
Ainda segundo o texto, a defesa da soberania nacional é uma obrigação que deve estar acima de todos os partidos políticos.
“Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”, afirma a publicação.
O conteúdo é acompanhado de uma imagem de Lula com a mão sobre a bandeira brasileira. A nova tarifa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros entra em vigor a partir da próxima semana, no dia 22 de julho.
A medida foi divulgada na madrugada dessa quarta-feira (15/7) após a conclusão de investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, acerca de supostas “práticas desleais, discriminatórias e irrazoáveis” do Brasil em relações de comércio com os Estados Unidos.
Segundo o órgão, a apuração concluiu que as condutas brasileiras prejudicam empresas e exportadores norte-americanos. Apesar da tarifa geral sobre produtos, o documento que oficializa a nova taxação apresenta uma lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados, se destacam, por exemplo, alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.
Após a divulgação da medida econômica, ainda durante a noite, o governo Lula informou que vai acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade. A legislação autoriza o Brasil a retaliar ou aplicar sobretaxas equivalentes contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais aos produtos brasileiros. O governo federal também lamentou a decisão dos EUA e disse que o episódio ficará marcado na história das relações entre os dois países.












Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

