Mesmo após 17 anos da morte de Renato Russo (1960-1996), a Legião
Urbana ainda inspira o espírito da juventude nacional. “Ele era o Renato
Manfredini Jr. Era o professor Manfredo, que dava aulas de inglês. Era
Jack Russel. Era o Renato Russo. Condensar tudo isso foi muito
delicado”, declarou o ator Thiago Mendonça ao definir o personagem que
interpreta em “Somos Tão Jovens”, filme que estreia hoje nas salas de
cinema do país. A expectativa do diretor Antônio Carlos da Fontoura, 74,
que não fez parte da geração que cresceu ouvindo Legião “mas sempre
soube da importância” da banda brasiliense, é levar fãs para assistir à
cinebiografia do cantor e compositor responsável por alguns hinos do
rock verde amarelo cunhado nos anos 1980 e 90.
“Me
surpreendo como os jovens de hoje, que também não cresceram com a
Legião, descobrem a banda e são prova de como Renato continua atual”,
observou Fontoura, que incluiu “Ainda é Cedo” entre suas preferidas. “É a
que mais me toca no filme”, adianta.
Longe de ser o retrato do
mito em que o garoto de Brasília se tornou, o longa-metragem é um
recorte dos anos que precederam a fama e a criação da Legião Urbana. “É
um registro da formação do Renato, das questões da juventude, do
nascimento da cena musical de Brasília que criou bandas como Aborto
Elétrico, Capital Inicial, Plebe Rude e tantas outras”, comentou o
diretor. “O mais bacana foi descobrir um menino se inventando, que tem
um sonho e que parte nesta direção”.
Ficção e documentário
Dado
Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, guitarrista e baterista da Legião Urbana,
comentaram ser estranho ver, décadas depois, a própria história na tela.
Os roqueiros do Planalto Central foram tema do documentário “Rock
Brasília”, de Vladimir Carvalho, cujo registro mostra a gênese do
movimento cultural que, no cenário efervescente da capital federal dos
anos 70 e 80, deu origem a bandas que entrariam para a história do rock
brasileiro. E, de certa forma, “Rock Brasília” e “Somos tão Jovens” são
complementares.
“Talvez a ficção seja até mais real. Não que o
documentário não seja ótimo. Mas nele há os relatos e os pontos de vista
de cada um”, disse Marcelo Bonfá. “Já a ficção pega o quebra-cabeça que
foi o cenário da época e acrescenta o elemento dramático, que muitas
vezes o documentário não tem. São duas linguagens muito distintas”,
completou Dado, cujo filho (Nicolau) interpreta o pai no filme.
“Não
sei exatamente o que a galera mais nova pensa e ouve, mas as questões
que são levantadas, a forma com que o Renato traduziu a inquietude jovem
nunca vai acabar”, comenta Bonfá. “A vida é feita de ciclos. Todas as
gerações e pessoas, que começam a ter liberdade de pensamento, vão lidar
com questionamentos. E vão encontrar nas canções da Legião um oráculo”,
reforça Dado Villa-Lobos.
#Fonte: Tribuna do Norte
ETERNAMENTE JOVENS - Filme da Legião Urbana Estréia Nesta Sexta-Feira (3)
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