O Rio Grande do Norte encerrou 2013 com o pior desempenho na geração de
empregos dos últimos três anos. Só a indústria de transformação,
capitaneada pela indústria têxtil e de confecções, fechou 5.108 postos
de trabalho com carteira assinada de 2010 até agora. Ainda assim, o RN
conseguiu abrir mais de 10 mil vagas e elevar em 1,65% o número de
pessoas empregadas formalmente, segundo cálculos da Federação do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio/RN).
O
ano de 2014, entretanto, será mais favorável. Haverá vagas. E muitas,
garante Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio/RN. Copa, obras
públicas, operacionalização do Aeroporto Governador Aluízio Alves, em
São Gonçalo do Amarante. Tudo isso deverá aquecer o mercado de trabalho e
reaquecer a economia local.
“A Copa vai gerar oportunidades em diversos
segmentos. Além disso, investimentos públicos estão sendo retomados, em
função do Mundial, o que faz circular dinheiro novo na economia”,
pontua Queiroz. As oportunidades deverão se concentrar em três setores:
construção civil, comércio e serviços - os dois últimos foram
responsáveis por mais de 90% de todas as vagas abertas no último ano.
O setor da construção civil, que encerrou 2013 demitindo mais do que contratando, vai abrir um número maior de postos de trabalho este ano, preveem Ana Adalgisa, diretora executiva do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado (Sinduscon/RN), e Larissa Dantas, vice-presidente.
O ritmo mais lento de contratações e o aumento do número de imóveis em estoque, segundo elas, não sinalizam uma retração do setor. “Ainda temos muitas obras pela frente. É por isso que digo que vamos ter um ano bom para a construção civil”, afirma Ana Adalgisa.
Na contramão do crescimento, seguirá a indústria de transformação e a agropecuária, que, a exemplo do setor industrial, não deverá gerar tantas oportunidades de emprego. Nem a fruticultura irrigada terá um bom ano, se não chover, alerta José Vieira, presidente da Federação da Agropecuária no RN (Faern).
A seca reduziu o nível dos poços e reservatórios e inviabilizou várias culturas, entre elas a do caju, a do mel de abelha e até a da cana de açúcar. Algumas usinas, como a Vale Verde, em Baía Formosa, registraram no ano passado o pior resultado de sua história. Em função da queda na receita, deverão contratar menos pessoas para o plantio e colheita.
Os industriais também enfrentam dificuldades. O caminho percorrido por eles no estado e no país está repleto de obstáculos e pelo menos nesse momento será difícil acelerar o passo, admite Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). “Não se pode descartar que a crise mundial continua e que há gargalos estruturais que ainda não foram vencidos no país, atrapalhando assim a geração de postos de trabalho”, analisa William Pereira, doutor em Ciências Sociais, professor do departamento de Economia e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade da UFRN.
O setor da construção civil, que encerrou 2013 demitindo mais do que contratando, vai abrir um número maior de postos de trabalho este ano, preveem Ana Adalgisa, diretora executiva do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado (Sinduscon/RN), e Larissa Dantas, vice-presidente.
O ritmo mais lento de contratações e o aumento do número de imóveis em estoque, segundo elas, não sinalizam uma retração do setor. “Ainda temos muitas obras pela frente. É por isso que digo que vamos ter um ano bom para a construção civil”, afirma Ana Adalgisa.
Na contramão do crescimento, seguirá a indústria de transformação e a agropecuária, que, a exemplo do setor industrial, não deverá gerar tantas oportunidades de emprego. Nem a fruticultura irrigada terá um bom ano, se não chover, alerta José Vieira, presidente da Federação da Agropecuária no RN (Faern).
A seca reduziu o nível dos poços e reservatórios e inviabilizou várias culturas, entre elas a do caju, a do mel de abelha e até a da cana de açúcar. Algumas usinas, como a Vale Verde, em Baía Formosa, registraram no ano passado o pior resultado de sua história. Em função da queda na receita, deverão contratar menos pessoas para o plantio e colheita.
Os industriais também enfrentam dificuldades. O caminho percorrido por eles no estado e no país está repleto de obstáculos e pelo menos nesse momento será difícil acelerar o passo, admite Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). “Não se pode descartar que a crise mundial continua e que há gargalos estruturais que ainda não foram vencidos no país, atrapalhando assim a geração de postos de trabalho”, analisa William Pereira, doutor em Ciências Sociais, professor do departamento de Economia e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade da UFRN.
RN Com Mais Oportunidades de Empregos no Ano da COPA
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
28.1.14
Rating:
Nenhum comentário:
OS COMENTÁRIOS SÃO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
REGRAS PARA FAZER COMENTÁRIOS:
Se registrar e ser membro do Blog; Se identificar (não ser anônimo); Respeitar o outro; Não Conter insultos, agressões, ofensas e baixarias; A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica; Buscar através do seu comentário, contribuir para o desenvolvimento.