Jovens pobres recebem R$ 150 por protesto para fazer vandalismo, diz advogado de indiciados


  • Segundo Jonas Tadeu, há partidos políticos envolvidos no esquema de financiamento



Jonas Tadeu Nunes, advogado do Fabio Raposo e Caio Silva de Souza Foto: Marcos Tristão / Agência O Globo

Jonas Tadeu Nunes, advogado do Fabio Raposo e Caio Silva de SouzaMarcos Tristão / Agência O Globo
RIO - Sob os holofotes desde que assumiu a defesa dos ativistas suspeitos de lançar o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, o advogado Jonas Tadeu Nunes, de 54 anos, afirma que seus clientes foram aliciados e manipulados por grupos políticos que financiam a participação de jovens em manifestações. Sem citar partidos, ele diz que a polícia não deve dar por encerrada a investigação apenas por conta das prisões de Fábio Raposo e Caio Silva de Souza.
- Estive com quatro jovens que vivem amontoados num cômodo, recebendo dinheiro para alimentação e passagens de aliciadores. Esses grupos agem como células e a base nem sabe quem esta por trás da fonte de financiamento. Jovens com baixa instrução e de famílias pobres, que vão perder suas liberdades enquanto os verdadeiros culpados, os aliciadores, vão continuar livres. Esses são os verdadeiros responsáveis por desgraçar a vida do cinegrafista e desses jovens. Esse aliciamento tem que parar - disse o advogado, que mais cedo, em entrevista à Globonews TV, afirmou que eles recebem R$ 150 por cada manifestação para praticar atos de vandalismo.
Jonas acrescenta que Caio não tem dinheiro para comprar máscaras ou mesmo os fogos usados nos protestos. Segundo o advogado, o rapaz levava marmita para o trabalho, andava com o dinheiro da passagem contado e teve que vender o celular para comprar a passagem para ir à casa do avô paterno, no Ceará.
Em entrevista à GloboNews TV, o advogado diz que ônibus iam buscar esses rapazes, e acrescentou que há um esquema de pirâmide e que os pagamentos eram feitos por ativistas.
— Quando esses jovens chegam às manifestações, têm outras pessoas que entregam rojões, máscaras e equipamentos.
De acordo com o advogado, para esses jovens é uma maneira de ganhar um dinheiro a mais.
— Eles não apontam se o dinheiro vinha de uma organização. Investiguem determinados vereadores e diretórios regionais de partidos. A presidente Dilma ofereceu ajuda no caso do cinegrafista, que já está concluído. Dilma tem que investigar de onde vem esse fomento. As informações que obtive são de que as manifestações tendem a piorar. Tem manifestações programadas que seriam convocadas e remuneradas. As manifestações cada vez mais vão ficar presentes na sociedade. Daí veio o interesse de Caio. Quanto mais manifestações, mais ele ganharia. O que Caio ganhava nas manifestações ele dava para a mãe.
Para Jonas Tadeu, o medo de Caio não era de se entregar à polícia, era ser assassinado. Segundo ele, Fábio Raposo também tinha medo de ser morto


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