Após mais uma assembleia, realizada na úima sexta-feira (21),
na Escola Winston Churchill, no centro de Natal, o Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do Estado do Rio Grande do Norte (Sinte/RN)
decidiu continuar o movimento grevista, deflagrado desde o último dia 28
de janeiro.
Segundo Fátima Cardoso, coordenadora geral do Sinte/RN, a greve só
será encerrada após o envio dos cinco projetos de lei negociados entre o
Governo e a categoria, que são os principais pontos da pauta negociada
ainda no ano passado, em fevereiro de 2013, junto ao Governo do Estado,
que encerrou o movimento paredista à época. “A secretária Betania
[Ramalho] diz que não há motivos para a greve, mas falta crédito a este
Governo, porque o Governo continua com a mesma postura do ano passado,
de promessas, e a história se repete. O motivo da greve é não cumprir o
prometido. Esta semana, fomos na terça, quarta, quinta, e como os
projetos não foram enviados à Assembleia e continua o jogo de empurra
entre secretarias, vamos ter que continuar a greve. Na segunda-feira
iremos novamente à Secretaria de Educação para saber se os projetos
foram protocolados. Marcamos uma nova assembleia para a próxima
quarta-feira (26) e se até lá os projetos de lei na forem protocolados
continuaremos o movimento”.
Os cinco projetos a serem enviados para a aprovação dos deputados
estaduais tratam do redimensionamento do porte das escolas, gratificação
dos diretores e vice-diretores de Diretorias Regionais de Educação
(Direds), promoção de Letra, mudança no Plano de Cargos e Salários e
reajuste salarial de 8.32%.
Segundo Betania Ramalho, titular da pasta da Educação, todos os
processos já estão sendo analisados pela Consultoria Geral do Estado.
“Os cinco projetos saíram da Secretaria de Educação, passaram pelo
Gabinete Civil e três deles já foram analisados pelo consultor José
Marcelo. Também estamos em conversa com os deputados para que aprovem.
Está havendo intolerância do Sindicato e é importante dizer que não
aceitamos este trabalho de pressão, porque estes projetos são da nossa
pauta, do nosso planejamento”, disse.
Ainda de acordo com Betania, a Seec recebeu a orientação da
Procuradoria Geral do Estado e a consultoria jurídica para o corte de
ponto dos grevistas. “Os diretores que não enviarem a relação de
professores que não estão trabalhando vão responder por isso. Esta greve
não tem motivos e cada vez mais a adesão de professores é menor, porque
há a consciência de várias conquistas nesta gestão, como salário
inicial que passou de R$ 930, do início de 2011 para R$ 1.780, promoções
verticais, vantagens levadas para a aposentadoria. De quase dois mil
professores da rede, em todo o Estado, há a estimativa de que 600
aderiram à greve”.
Quanto ao corte do ponto dos professores grevistas, Fátima Cardoso
explicou que existe uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal
que não permite o corte de verba alimentícia. “Em reunião deliberamos
que após o corte vamos ingressar na Justiça para o ressarcimento”,
afirmou.
#Fonte: Portal JH
Professores do Estado Só Terminam Greve Após Envio de Projetos para Assembléia Legislativa RN
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
23.2.14
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