Ao começar seu discurso, Eduardo Campos chamou a atenção para a crise econômica no país, lembrando que ela não começou agora, mas que já vem se instalando há algum tempo e foi ignorada pelo Governo petista. Para ele, as mudanças na economia para enfrentar a crise e quaisquer outras mudanças para levar o país de volta ao caminho do crescimento, terão que passar por um novo pacto político. "O fim da política patrimonialista do governo, que privilegia interesses de coligados em detrimento das necessidades do país, precisa acabar", disse.
Apesar de reconhecer o peso do custo Brasil para o setor produtivo, o candidato disse que as mudanças não deverão ser no sentido de retirar direitos conquistados dos trabalhadores. Campos propôs diálogo entre o setor público, empresários e trabalhadores em torno do que é necessário mudar.
Quanto
à burocracia na prática reguladora do Estado, ele criticou a
politização das agências públicas que atuam no setor e garantiu que o
seu Governo, se eleito, não será um entrave às atividades produtivas.
Eduardo Campos defendeu, ainda, abertura do comércio nacional às parcerias com outros mercados emergentes, mais investimentos na qualificação profissional e em pesquisas, reforma administrativa, eficiência da gestão pública e mais parcerias do Governo com o setor privado para viabilizar investimentos em infraestrutura. Reforma tributária, disse ele, também deverá ser fundamental.
Depois da participação de Campos, foi a vez de Aécio Neves participar do encontro. Afirmando que é "cético quanto aos monopolistas da ética", o candidato tucano criticou o "artificialismo cambial" do Brasil e defendeu mais produtividade, mais investimentos na qualificação profissional, reforma tributária com criação de um Imposto de Valor Agregado (IVA) e maior integração do Brasil com o mundo. Esse, inclusive, foi um pontos mais enfatizados pelo candidato.
Aécio disse q não é contra o Mercosul, mas acredita que o bloco precisa evoluir para uma zona de livre comércio. "O Brasil precisa se tornar mais competitivo, abrir novas frentes de negócios na China, África e Europa. O pais precisa tratar de forma isonômica todos os setores produtivos", opinou o candidato.
Eduardo Campos defendeu, ainda, abertura do comércio nacional às parcerias com outros mercados emergentes, mais investimentos na qualificação profissional e em pesquisas, reforma administrativa, eficiência da gestão pública e mais parcerias do Governo com o setor privado para viabilizar investimentos em infraestrutura. Reforma tributária, disse ele, também deverá ser fundamental.
Depois da participação de Campos, foi a vez de Aécio Neves participar do encontro. Afirmando que é "cético quanto aos monopolistas da ética", o candidato tucano criticou o "artificialismo cambial" do Brasil e defendeu mais produtividade, mais investimentos na qualificação profissional, reforma tributária com criação de um Imposto de Valor Agregado (IVA) e maior integração do Brasil com o mundo. Esse, inclusive, foi um pontos mais enfatizados pelo candidato.
Aécio disse q não é contra o Mercosul, mas acredita que o bloco precisa evoluir para uma zona de livre comércio. "O Brasil precisa se tornar mais competitivo, abrir novas frentes de negócios na China, África e Europa. O pais precisa tratar de forma isonômica todos os setores produtivos", opinou o candidato.
Divulgação /CNI
Aécio Neves, PSDB, foi o segundo a ser questionado
Ainda
em suas palavras, Aècio defendeu a modernização das agências
reguladoras e disse que a velha cantilena da terceirização não serve
mais como desculpa para a baixa produtividade brasileira. "É preciso
avançar nas taxas de investimentos. Se eleito, as regras serão claras
na ação do Governo quanto aos incentivos, parceria e ambiente de
negócios com o setor privado".
A presidenta Dilma Rousseff (PT) foi a terceira candidata à presidência a ser ouvida pelos empresários na sabatina promovida pela CNI, em Brasília. Acompanhada por vários ministros, entre eles Garibaldi Filho (Previdência), e presidentes de autarquias, Dilma começou lembrando as mudanças ocorridas no Brasil. Ela citou o "resgate de uma política indústrial", do ponto de vista estruturante, como marca dessa mudança, ressaltando a recuperação da indústria naval. Essa recuperação, segundo ela, é uma prova de que o setor público tem poder de compra para incentivar a indústria nacional à investir.
A crise econômica, avaliou Dilma, não é nacional, mas dos mercados internacionais. Ela admite que neste cenário a indústria é quem mais sofre, com a retração das exportações, mas vê sinais de recuperação das economias desenvolvidas. O Brasil estaria pior, disse ela, sem as medidas de proteção que foram tomadas pelo governo. E citou a política de compras, a política de juros e os investimentos em formação de mão de obra e a desoneração das folhas de pagamento de mais de 40 setores, além das reduções de IPI para o setor automotivo, eletrodomésticos da linha branca e material de construção.
A presidenta Dilma Rousseff (PT) foi a terceira candidata à presidência a ser ouvida pelos empresários na sabatina promovida pela CNI, em Brasília. Acompanhada por vários ministros, entre eles Garibaldi Filho (Previdência), e presidentes de autarquias, Dilma começou lembrando as mudanças ocorridas no Brasil. Ela citou o "resgate de uma política indústrial", do ponto de vista estruturante, como marca dessa mudança, ressaltando a recuperação da indústria naval. Essa recuperação, segundo ela, é uma prova de que o setor público tem poder de compra para incentivar a indústria nacional à investir.
A crise econômica, avaliou Dilma, não é nacional, mas dos mercados internacionais. Ela admite que neste cenário a indústria é quem mais sofre, com a retração das exportações, mas vê sinais de recuperação das economias desenvolvidas. O Brasil estaria pior, disse ela, sem as medidas de proteção que foram tomadas pelo governo. E citou a política de compras, a política de juros e os investimentos em formação de mão de obra e a desoneração das folhas de pagamento de mais de 40 setores, além das reduções de IPI para o setor automotivo, eletrodomésticos da linha branca e material de construção.
Divulgação /CNI
Dilma falou sobre primeiro mandato e prometeu debate sobre uma política industrial
Novas linhas de crédito foram destacadas em uma sequência de "prestação de contas" da candidata aos empresários presentes. Dos três candidatos sabatinados - Eduardo Campos e Aécio Neves falaram pela manhã - Dilma foi a única a ler o pronunciamento inicial. Da meia hora para a fala inicial, só 10 minutos finais foram dedicados "ao que fazer em um segundo mandato".
A lista de prioridades da atual presidenta foi aberta com a promessa de continuar tentando fazer a reforma tributária. Ela seguiu falando de um modelo institucional para as relações de trabalho, racionalização do recurso da terceirização pelo setor privado, mais parcerias com o setor privado para viabilizar o aumento de investimentos em infraestrutura e mais capacitação profissional para atender a demanda do mercado.
Candidatos à presidência participam de sabatina com empresários
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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