Empresário Marcelo Alecrim é perfilado em
reportagem da Folha de S.Paulo. Ele acabou de negociar a venda da Ale
por R$ 2,17 bilhões.
A trajetória do empresário Marcelo
Alecrim é destaque na Folha de S.Paulo desta quarta-feira. O empresário
acabou de negociar a rede de postos de combustíveis da qual era
proprietário, a Ale, aos postos Ipiranga, do grupo Ultra. A negociação é
de R$ 2,17 bilhões.
Alecrim começou a trabalhar com o pai
aos 19. Iniciou a carreira trabalhando “de frentista a garçom” no posto
de gasolina do pai, em Canguaretama. Dez anos depois, trocou o carro da
mãe pela parcela de entrada de um caminhão-tanque para o transporte de
combustíveis.
A troca foi o primeiro passo na criação
da distribuidora potiguar Sat, que em 2006 viria a se fundir com a
mineira Ale, a quarta maior distribuidora de combustíveis do país,
cortejada durante anos por praticamente todas as grandes do setor.
Nos últimos anos, foi a única voz
contrária às diversas propostas que a empresa recebeu, da francesa Total
à norte-americana Bunge.
Ao contrário, azedou as relações com os
sócios ao defender, em 2008, a compra da rede de postos da espanhola
Repsol –considerada ruim pelo mercado– apenas nove meses depois de ter
perdido disputa com a Cosan pela rede da Esso.
Foi justamente num posto Esso que
Alecrim iniciou a carreira. Ele assumiu a administração do posto em
Canguaretama (67 km de Natal), quando o pai teve que se ausentar por
problemas de saúde.
Diz que, ali, entendeu que o transporte
do combustível poderia agregar valor. “As grandes distribuidoras davam
pouca atenção aos pequenos postos do interior.”
Expandiu a frota de caminhões e, ao
criar a distribuidora, em 1996, convidou para sua equipe os
profissionais da Esso e de fornecedores com quem lidava do outro lado do
balcão.
É considerado por colegas uma pessoa “de
relacionamentos”, que construiu imagem de credibilidade com o esforço
em dar atenção especial a clientes e fornecedores.
Alecrim não diz com quanto dinheiro
ficará após a conclusão da venda, que depende ainda de aval dos órgãos
de defesa da concorrência.
Do valor anunciado, R$ 2,17 bilhões, será deduzida a dívida da companhia, de R$ 737 milhões.
Ele diz que seu foco, agora, é preparar a
transferência dos ativos: pelo acordo com o Ultra, permanecerá na
empresa por um ano após a conclusão do negócio.
Canguaretama: FRENTISTA CANGUARETAMENSE QUE SE TORNOU MILIONÁRIO!! UM EXEMPLO
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
16.6.16
Rating:
Nenhum comentário:
OS COMENTÁRIOS SÃO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DO AUTOR.
REGRAS PARA FAZER COMENTÁRIOS:
Se registrar e ser membro do Blog; Se identificar (não ser anônimo); Respeitar o outro; Não Conter insultos, agressões, ofensas e baixarias; A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica; Buscar através do seu comentário, contribuir para o desenvolvimento.