A penúltima crise foi produzida pelo vereador Carlos Bolsonaro, o
‘Zero Dois’ da prole presidencial, o filho que o presidente chama
carinhosamente de ‘Meu Pitbull’. Pois bem, Carlos mordeu o ministro
palaciano Gustavo Bebianno. Chamou-o de mentiroso. Para mostrar que não
acionava as mandíbulas sozinho, o “pitbull” jogou nas redes o áudio do
pai se recusando a atender ao ministro que jurava ter se comunicado com
ele.
Governar o Brasil deve ser algo prazeiroso. O horário é flexível, o
dinheiro é razoável, há um carro oficial na garangem e um avião no
hangar. Além disso, há sempre a possibilidade de executar a demissão de
alguém como Gustavo Bebianno. Deve ser uma sensação boa afastar um
ministro cuja serventia no Planalto é algo ainda pendente de
demonstração. Mas Bolsonaro resolveu terceirizar ao filho a
desmoralização do ministro.
Aos pouquinhos, a família Bolsonaro vai se revelando uma usina de
encrencas. O próprio presidente ainda deve à plateia explicações sobre o
depósito feito pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o filho-senador,
na conta da primeira-dama Michelle. Quando um presidente não tem
oposição e fabrica suas próprias crises, a coisa vai mal. Quando as
crises nascem no seio familiar, elas tedem a se tornar duradouras e
insolúveis.
NÃO PRECISA DE OPOSIÇÃO: Petulância da Família Bolsonaro Fabrica as Suas Próprias Crises
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
14.2.19
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