Fenômeno, passado e problema: uma avaliação dos nomes na disputa pelo Governo do RN

O ex-deputado estadual Kelps Lima não economizou nas comparações ao avaliar os principais nomes colocados para a disputa do Governo do Rio Grande do Norte em 2026. Em tom leve, mas com recados claros, ele traçou um retrato que mistura elogio, ressalva e crítica.

Sobre Allyson Bezerra, Kelps foi direto ao classificar o agora ex-prefeito como “um fenômeno absoluto”. Destacou a capacidade de trabalho e a gestão em Mossoró, que, segundo ele, surpreendeu até aliados. Ainda assim, fez um alerta: experiência não acompanha automaticamente a inteligência, e o amadurecimento político segue sendo necessário.
Fenômeno, passado e problema: uma avaliação dos nomes na disputa pelo Governo do RN - Fotos: Reprodução | José Aldenir/Agora RN


Ao falar de Álvaro Dias, reconheceu uma gestão bem avaliada à frente da Prefeitura do Natal e a força política construída ao fazer o sucessor. Mas pontuou o limite desse capital: “renovação” não combina com seu nome, indicando desgaste natural de quem já percorreu longo ciclo na política.

Já em relação a Cadu Xavier, Kelps foi mais econômico nas palavras, mas não menos incisivo. Ao lembrar que o pré-candidato esteve à frente da área fiscal do Estado nos últimos quase oito anos, vinculou diretamente sua imagem aos problemas financeiros do governo. “Mas ele tem pelo menos uma grande virtude que a gente não pode deixar de enaltecer: é botafoguense”, brincou.

Bastidores

Além de avaliar os nomes para o governo, Kelps Lima trouxe um relato. Afirmou que há uma diferença significativa entre o discurso público e as discussões internas na política. Ele citou que decisões relevantes ocorrem em reuniões reservadas, longe do conhecimento da população. “Se essas reuniões viessem à tona, bem pouquinho se salvaria”, declarou, ao defender maior transparência na atuação dos agentes públicos.

Articulação

O deputado estadual Hermano Morais, indicado pelo MDB como pré-candidato a vice na chapa de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, afirmou que ainda há expectativa de adesão do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, ao grupo político. Segundo ele, o dirigente “exerce grande liderança” e segue definindo seu destino partidário. “Eu ficaria muito feliz se ele viesse somar conosco”, disse. A decisão deve ocorrer até o prazo de filiação, em 4 de abril.

Despedida

Ao renunciar à presidência do América, Hermano Morais encerra uma gestão que considera marcada pela reorganização financeira e institucional do clube. Sob seu comando, diz ele, a dívida foi reduzida em 70%, com contas regularizadas e investimentos na estrutura. A saída ocorre por exigência da legislação eleitoral, diante da pré-candidatura a vice-governador.

Fã declarado

A vereadora Thabatta Pimenta falou sobre o abraço dado em Allyson Bezerra durante um evento em Pau dos Ferros. Ela disse que mantém postura aberta ao diálogo e costuma interagir com diferentes públicos. Disse que o ex-prefeito se aproximou, a abraçou e também teve contato com seu filho, Ryan, demonstrando identificação com a pauta das pessoas com deficiência. Thabatta destacou que transita entre diferentes grupos políticos e que sua atuação tem alcançado novos públicos além de sua base original.

Cautela

A secretária da Semtas, Nina Souza, adotou tom cuidadoso ao ser questionada sobre a gestão de Allyson Bezerra. Disse que não acompanha o dia a dia da administração municipal e que a avaliação cabe ao povo de Mossoró e aos vereadores locais. A postura evita confronto em um momento de rearranjo político no Estado, sobretudo diante da saída dela do União Brasil e do alinhamento a outro projeto. Sem críticas ou elogios, Nina opta por manter portas abertas no tabuleiro.

Votação secreta

As regras aprovadas na Assembleia do RN para uma eventual eleição indireta preveem que os deputados decidiriam o mandato-tampão em voto aberto. Mas ontem, ao julgar tema idêntico no Rio de Janeiro, o STF decidiu que a votação deve ser secreta. Dos 10 ministros, 6 votaram assim, formando maioria. A governadora Fátima Bezerra anunciou que permanecerá no governo por não conseguir viabilizar o sucessor na Assembleia. Mas e se a votação fosse secreta, como decidiu o STF?


#Fonte: Agorarn 
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