César Ferrario e Quitéria Kelly fazem parte do elenco da nova novela da TV Globo, “A nobreza do amor”| Foto: DivulgaçãoO Rio Grande do Norte estará nos cenários e no elenco da nova novela das seis, “A nobreza do amor”, que vai ao ar dia 16 de março, na TV Globo. A produção já teve cenas filmadas em Porto do Mangue, Pendências e Baraúna, e traz no elenco os talentos de César Ferrario e Quitéria Kelly, dois rostos conhecidos da telinha nacional, e atuantes na cena teatral potiguar. A própria trama da novela se passa no RN, na cidade fictícia de Barro Preto, no começo do século passado. A fábula épica, passada entre a África e o RN, promete uma nova onda de interesse pelo estado.
A personagem de Quitéria Kelly é Maria Helena Aragão, casada com o delegado Fortunato, vivido por César Ferrario. O casal tem um filho, chamado Manuel, interpretado pelo ator Daniel Rangel. A vida dessa família tem um desenrolar intrigante e uma grande reviravolta. “É muito legal poder fazer um trabalho em que a história se passa na sua terra. É muito gostoso ver todo o elenco vir me procurar, procurar Quitéria também, para tirar dúvidas de sotaque”, diz César em entrevista à TRIBUNA DO NORTE.
O que mais te chamou atenção no delegado Fortunato?
Fortunato, delegado de Barro Preto, é um signatário da ordem, da lei, do bem e dos bons costumes. O que mais me seduziu no personagem é o desafio de confrontar complexidades da realidade que vão além de seus valores bem definidos. Fortunato será forçado a refletir sobre seu conjunto de valores monolíticos. Foi o que mais me instigou.
Sendo um ator potiguar interpretando um personagem no RN, há um sentimento de maior responsabilidade ou pertencimento nesse trabalho?
A responsabilidade do personagem é sempre grande e importante. O sentimento de pertencimento é muito gratificante, especialmente pela trama se passar na minha terra natal. É muito gostoso ver todo o elenco vir me procurar, procurar Quitéria também, para tirar dúvidas de sotaque. Ter a prosódia, o sotaque, os costumes e o gestual do RN como referência central desse universo ficcional é uma grande satisfação.
Como tem sido contracenar novamente com Quitéria Kelly? A conexão regional fortalece o trabalho em cena?
Quitéria fortalece demais, ela é fortaleza! É mais que um prazer trabalhar com ela, é uma segurança. Uma colega e uma amiga de vida de longa data. E foi imensa a nossa felicidade quando soubemos que estaríamos juntos, não só na mesma obra, mas no mesmo núcleo familiar. Confesso que pra mim chega a ser até uma tranquilidade.
A trama se passa em Barro Preto, uma cidade fictícia do RN. O que você sentiu de genuinamente potiguar nesse lugar de fantasia? Barro Preto parece com alguma cidade do RN que você conhece?
Barro Preto não se refere a uma cidade específica, mas abrange o universo de todas as cidades interioranas. Embora possua referências robustas ao RN, o tema transcende fronteiras, alcançando até o interior da América Latina.
A obra dialoga com o realismo fantástico latino-americano recorrente. As raízes de Barro Preto estão no RN, mas sua abrangência se abre para um universo muito maior, talvez além do Brasil.
Qual a importância de narrativas ambientadas no RN ganharem espaço em uma produção de alcance nacional?
Eu confesso que possuo bairrismo, defendo sempre o RN, Mossoró (onde nasci) e Natal, quando tenho oportunidade. No entanto, não consigo deixar de perceber a universalidade das coisas, notando que, ao cantar o RN, Barro Preto retrata muitos Brasis que existem no nosso território. O canto celebra o que está fora do centro e a diversidade mágica que compõe a brasilidade.
O trabalho, quando se distribui por um território tão vasto como a televisão permite, não deixa de ser uma forma de reconhecimento e validação. É fundamental desmistificar a ideia de que não é possível viver da atuação. Remuneração e reconhecimento são argumentos contundentes para encorajar aqueles que estão começando a se interessar e estudar a profissão de ator ou atriz.
RN entra em cena na nova novela das seis da Globo; confira entrevista com o ator César Ferrario
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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