O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) foi eleito
nesta segunda-feira presidente da Câmara para o biênio 2013-2014 por 271
votos contra 165 de Júlio Delgado (PSB-MG), seu principal adversário. A
candidata avulsa do PMDB, Rose de Freitas (ES), recebeu 47 votos,
seguida de Chico Alencar (PSOL-RJ), com 11 votos. Foram registrados três
votos em branco.
A vitória do peemedebista representa a hegemonia do partido no Congresso, agora no comando das duas casas do Legislativo. Henrique precisava ter, pelo menos, 249 votos. O resultado foi comemorado com aplausos pela claque do peemedebista. Em seu primeiro discurso como presidente da Câmara, Alves (PMDB-RN) disse que sua gestão será "a do Parlamento altivo".
Há 11 mandatos na Câmara, Henrique foi eleito mesmo depois de uma enxurrada de denúncias de irregularidades em seu mandato e no uso de emendas. O deputado, há 42 anos na Câmara, foi seis vezes líder do PMDB na Casa, cargo que ocupou até agora.
Segundo Alves, Parlamento é o poder que representa o povo brasileiro e não o Executivo ou mesmo o Judiciário. Alves prometeu uma gestão "palpitante", com a discussão e votação de temais centrais. No final, se emocionou e chegou a chorar.
— Os outros Poderes terão todo respeito. Mas o Poder que representa o povo brasileiro na sua mais sincera legitimidade, queiram ou não queiram, é essa Casa aqui. Não faltará a um ou a outro o nosso respeito, mas tanto um quanto outro não se esqueçam que aqui, nesta Casa, só tem parlamentar abençoado pelo voto popular. São 42 anos de vida pública, 11 mandatos consecutivos. Isso prova minha lealdade ao partido, o respeito à democracia, à palavra empenhada. O nosso instrumento aqui é só um: é a palavra empenhada. Terá uma Casa palpitante, que os temas nacionais cheguem aqui, como chegou o Código Florestal. Esse Parlamento não foi feito para empurrar com a barriga, foi feito para discutir e votar - disse Henrique.
Alves disse que quer uma "pauta propositiva":
— Chego aqui pelo meu trabalho, lealdade, compromisso com o Parlamento. Chego muito mais em respeito à regra democrática da proporcionalidade para eleger o presidente da Câmara que eles queriam. O discurso que ali proferi, poderia ter feito com uma folha de papel, onde as palavras poderiam se encaixar, mas não queria compromissos escritos, queria o sentimento de quem conhece essa Casa profundamente. Sou de um tempo em que essa Casa se orgulhava, sou do tempo em que essa Casa se impunha pelos seus debates — disse.
Numa resposta às denúncias, Henrique disse que não cabe o papel de ser "valentão ou destemido".
— Sou de um tempo que era preciso ter coragem para resistir. Há julgamentos perversos sobre o Legislativo, tudo bem. Quem viveu a democracia que eu vivi, quem resistiu o que resisti, quem enfrentou o que enfrentei. Minha família é a mais cassada pela ditadura, três, sei o que tive que viver, o medo que tive que superar - disse.
Alves fez corpo a corpo no Plenário até o último minuto. O deputado manteve o favoritismo com ampla maioria dos votos.
- Ganhei mais um voto agora - comemorava Henrique pouco antes do anúncio do resultado.
Para os peemedebistas e aliados de Henrique, a distribuição de um dossiê apócrifo contra ele teria até aumentado a quantidade dos votos a seu favor.
- A Casa não gosta disso - disse o próprio Henrique AO GLOBO.
Primo de Alves, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, fez questão de acompanhar a votação no Plenário da Casa.
- O comando do Senado e da Câmara com o PMDB não constitui preocupação nem para o governo, nem para os aliados. Já foi Assim com José Sarney no Senado e Michel Temer na Câmara e será o mesmo agora - disse Garibaldi.
A vitória do peemedebista representa a hegemonia do partido no Congresso, agora no comando das duas casas do Legislativo. Henrique precisava ter, pelo menos, 249 votos. O resultado foi comemorado com aplausos pela claque do peemedebista. Em seu primeiro discurso como presidente da Câmara, Alves (PMDB-RN) disse que sua gestão será "a do Parlamento altivo".
Há 11 mandatos na Câmara, Henrique foi eleito mesmo depois de uma enxurrada de denúncias de irregularidades em seu mandato e no uso de emendas. O deputado, há 42 anos na Câmara, foi seis vezes líder do PMDB na Casa, cargo que ocupou até agora.
Segundo Alves, Parlamento é o poder que representa o povo brasileiro e não o Executivo ou mesmo o Judiciário. Alves prometeu uma gestão "palpitante", com a discussão e votação de temais centrais. No final, se emocionou e chegou a chorar.
— Os outros Poderes terão todo respeito. Mas o Poder que representa o povo brasileiro na sua mais sincera legitimidade, queiram ou não queiram, é essa Casa aqui. Não faltará a um ou a outro o nosso respeito, mas tanto um quanto outro não se esqueçam que aqui, nesta Casa, só tem parlamentar abençoado pelo voto popular. São 42 anos de vida pública, 11 mandatos consecutivos. Isso prova minha lealdade ao partido, o respeito à democracia, à palavra empenhada. O nosso instrumento aqui é só um: é a palavra empenhada. Terá uma Casa palpitante, que os temas nacionais cheguem aqui, como chegou o Código Florestal. Esse Parlamento não foi feito para empurrar com a barriga, foi feito para discutir e votar - disse Henrique.
Alves disse que quer uma "pauta propositiva":
— Chego aqui pelo meu trabalho, lealdade, compromisso com o Parlamento. Chego muito mais em respeito à regra democrática da proporcionalidade para eleger o presidente da Câmara que eles queriam. O discurso que ali proferi, poderia ter feito com uma folha de papel, onde as palavras poderiam se encaixar, mas não queria compromissos escritos, queria o sentimento de quem conhece essa Casa profundamente. Sou de um tempo em que essa Casa se orgulhava, sou do tempo em que essa Casa se impunha pelos seus debates — disse.
Numa resposta às denúncias, Henrique disse que não cabe o papel de ser "valentão ou destemido".
— Sou de um tempo que era preciso ter coragem para resistir. Há julgamentos perversos sobre o Legislativo, tudo bem. Quem viveu a democracia que eu vivi, quem resistiu o que resisti, quem enfrentou o que enfrentei. Minha família é a mais cassada pela ditadura, três, sei o que tive que viver, o medo que tive que superar - disse.
Alves fez corpo a corpo no Plenário até o último minuto. O deputado manteve o favoritismo com ampla maioria dos votos.
- Ganhei mais um voto agora - comemorava Henrique pouco antes do anúncio do resultado.
Para os peemedebistas e aliados de Henrique, a distribuição de um dossiê apócrifo contra ele teria até aumentado a quantidade dos votos a seu favor.
- A Casa não gosta disso - disse o próprio Henrique AO GLOBO.
Primo de Alves, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, fez questão de acompanhar a votação no Plenário da Casa.
- O comando do Senado e da Câmara com o PMDB não constitui preocupação nem para o governo, nem para os aliados. Já foi Assim com José Sarney no Senado e Michel Temer na Câmara e será o mesmo agora - disse Garibaldi.
#Fonte: O Globo
Henrique Alves é eleito presidente da Câmara Federal
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