No Estado, mais de 68% das
famílias sobrevivem com até três salários mínimos por mês, enquanto
pouco mais de 4% das famílias concentram rendimentos que podem chegar a
mais de 20 salários mínimos. Os números colocam o RN na 18º posição do
ranking nacional de rendimento familiar, com um Índice Gini - medida que
avalia o grau de concentração da riqueza – de 0,521, um valor maior do
que o registrado em 2012, quando o Estado alcançou 0,504. Traduzindo:
no último ano, a desigualdade aumentou no RN.
A PNAD mostrou ainda que o Estado é o segundo com a maior taxa de população desocupada do país – 11%. Em dois anos, a população desocupada aumentou em 68 mil pessoas, passando de 112 mil, em2012, para 180 mil no ano passado. Em 2013, 33 mil famílias sobreviveram com doações ou benefícios (como bolsa-escola e bolsa-família), sem qualquer tipo de renda mensal decorrente de atividade profissional, seja ela, formal ou informal. Números que mostram o quanto o Rio Grande do Norte depende de políticas públicas que ampliem renda e emprego, e que diminua o abismo social entre pobres e ricos.
De forma unânime, os candidatos ao Governo do RN afirmam que a falta de ações palpáveis no campo do trabalho, o fraco desempenho da economia e a forte desindustrialização vêm, ao longo dos anos, comprometendo a geração de novos empregos, e defendem, entre outras coisas, o fortalecimento das cadeias produtivas, da industrialização, do desenvolvimento tecnológico e a realização de concursos públicos. Conheça o que propõe cada candidato.
Araken Farias - PSL
Vamos criar polos industriais de Natal, Mossoró e Macaiba, alem de 40 micropolos em várias cidades do Estado; desonerar o ICMS em diversos setores produtivos e acabar com a antecipação e promover a capacitação e qualificação profissional, com especial atenção às famílias do programa Bolsa Família. É preciso aumentar o nível de emprego e renda como consequência de uma política de desenvolvimento industrial, comercial e de turismo que será prioridade em nosso Estado e do fortalecimento do ensino básico e fundamental. É preciso trazer as pessoas que vivem trabalhando nas ruas, nos sinais de trânsito da cidade, símbolo de nossa ingerência social, para as escolas; dar-lhes uma formação profissional e apoio social. Para garantir a força de trabalho é preciso criar cursos técnicos e buscar parcerias e soluções práticas e rápidas para que consigamos a médio tempo reverter o atraso em que nos encontramos. Vamos planejar estratégias abrir ou ampliar 300 empresas de produção industrial nesses quatro anos vindouros, criando 9.000 empregos diretos. Esse plano exige áreas de trabalho propícias. Por isso, criaremos pequeno distritos industriais e vamos incluir os cursos profissionalizante nas escolas para formação profissional dos jovens.
Henrique Eduardo Alves - PMDB
O fraco desempenho da economia do Rio Grande do Norte nos últimos anos vem comprometendo a geração de novos empregos. Para reverter esse quadro, a prioridade de meu governo será a execução de um profundo programa de ajuste fiscal para melhorar a qualidade dos gastos públicos e recuperar a capacidade de investimentos públicos. Vamos fortalecer as cadeias produtivas, como o turismo, que é o setor que responde com maior rapidez aos estímulos de crescimento, gerando empregos em todas as faixas socioeconômicas. O RN precisa também da implantação de projetos estruturantes que tenham a capacidade de provocar impactos positivos em seu perfil econômico. Por isso, vamos implantar a Zona de Processamento de Macaíba, vizinha ao aeroporto Aluízio Alves. Nessa ZPE serão instaladas indústrias de produtos de alto valor agregado, como os eletroeletrônicos, destinados à exportação. Essas empresas irão absorver a mão de obra de jovens formados nas universidades e escolas técnicas. A construção de um novo porto graneleiro em Porto do Mangue fortalecer o setor mineral e permitir a implantação de um novo polo industrial na região de Macau. Projeto que beneficiará Mossoró, bem como toda região Oeste.
Robério Paulino - PSOL
O Rio Grande do Norte vem sofrendo um processo de desindustrialização e tem ficado para trás no cenário nacional e regional. O PSOL propõe um ousado plano de industrialização e desenvolvimento tecnológico, criando nossas próprias empresas. Queremos criar um forte polo tecnológico regional, em colaboração com as universidades locais. Propomos produzir aqui tudo que possa ser feito e também industrializar em larga escala as polpas de frutas regionais e produtos derivados. Criar indústrias locais de componentes para as usinas eólicas e solares que propomos implantar, além de uma indústria de veículos elétricos para transporte coletivo e pequenos autos. Para isso é necessário ampliar a infraestrutura, duplicando algumas BRs, reconstruindo uma malha ferroviária e modernizando portos. Isso criará novos empregos e renda. Ao mesmo tempo, elevar os salários e melhor as condições de trabalho, colocando a produção à serviço da população e não exclusivamente do lucro, além de estimular o controle dos trabalhadores sobre as empresas. Precisamos ter uma atenção especial para a inclusão da juventude no mercado de trabalho, através de políticas públicas para o primeiro emprego, mas com condições dignas.
Robinson Faria - PSD
No nosso governo o investimento público na área social deverá pactuar convênios com a União, atrair parcerias com empresas privadas e obter recursos financeiros internos e externos, bem como a formação de consórcios intermunicipais. Para isso, o nosso governo tem como compromisso central construir projetos de Estado e impessoais. Para atingir os objetivos estratégicos o nosso governo propõe três eixos de ações: gestão democrática, participação e eficiência do Estado (cidadania e controle social: por uma cultura democrática e transformadora na vida pública); economia dinâmica e equilíbrio regional e; resgate social e cidadania. Essas diretrizes,sintetizadas nos três eixos, constituem-se num instrumento indispensável para dar maior nitidez as ações de cidadania, caracterizando o perfil inovador do nosso governo na solução dos problemas enfrentados pelo Rio Grande do Norte e seu povo. Não pensamos em projetos mirabolantes, mas em ações palpáveis que possam gerar emprego e renda principalmente aos menos favorecidos da sociedade.
Simone Dutra - PSTU
O ano de 2015 será de crise econômica, com diminuição do emprego e renda. A Petrobras está desinvestindo no RN, demitindo milhares de trabalhadores terceirizados. O setor têxtil e de confecções demitiu mais de sete mil em 2013. A Alpargatas já fechou duas fábricas e a Coteminas desativou a linha de produção de São Gonçalo. Ao contrário da atitude dos grandes empresários, a primeira medida que tomaremos para gerar emprego e renda é a realização de concurso público para contratar milhares de trabalhadores da saúde, professores e soldados, para oferecer serviço público de qualidade. Vamos garantir a reforma agrária, para produzir alimentos baratos e comercializaremos a produção agrícola diretamente nas cidades. Vamos realizar um grande plano de obras públicas, empregando todos os desempregados, na construção de hospitais, escolas, delegacias, moradias, saneamento, criando uma construtora estatal, para evitar o superfaturamento e a corrupção. Quanto às empresas devedores do fisco estadual ou que gozam de benefícios fiscais e se aproveitem da crise para demitir em massa, usaremos os dispositivos legais para encampar a empresa e colocá-la sob controle estatal.
A PNAD mostrou ainda que o Estado é o segundo com a maior taxa de população desocupada do país – 11%. Em dois anos, a população desocupada aumentou em 68 mil pessoas, passando de 112 mil, em2012, para 180 mil no ano passado. Em 2013, 33 mil famílias sobreviveram com doações ou benefícios (como bolsa-escola e bolsa-família), sem qualquer tipo de renda mensal decorrente de atividade profissional, seja ela, formal ou informal. Números que mostram o quanto o Rio Grande do Norte depende de políticas públicas que ampliem renda e emprego, e que diminua o abismo social entre pobres e ricos.
De forma unânime, os candidatos ao Governo do RN afirmam que a falta de ações palpáveis no campo do trabalho, o fraco desempenho da economia e a forte desindustrialização vêm, ao longo dos anos, comprometendo a geração de novos empregos, e defendem, entre outras coisas, o fortalecimento das cadeias produtivas, da industrialização, do desenvolvimento tecnológico e a realização de concursos públicos. Conheça o que propõe cada candidato.
Araken Farias - PSL
Vamos criar polos industriais de Natal, Mossoró e Macaiba, alem de 40 micropolos em várias cidades do Estado; desonerar o ICMS em diversos setores produtivos e acabar com a antecipação e promover a capacitação e qualificação profissional, com especial atenção às famílias do programa Bolsa Família. É preciso aumentar o nível de emprego e renda como consequência de uma política de desenvolvimento industrial, comercial e de turismo que será prioridade em nosso Estado e do fortalecimento do ensino básico e fundamental. É preciso trazer as pessoas que vivem trabalhando nas ruas, nos sinais de trânsito da cidade, símbolo de nossa ingerência social, para as escolas; dar-lhes uma formação profissional e apoio social. Para garantir a força de trabalho é preciso criar cursos técnicos e buscar parcerias e soluções práticas e rápidas para que consigamos a médio tempo reverter o atraso em que nos encontramos. Vamos planejar estratégias abrir ou ampliar 300 empresas de produção industrial nesses quatro anos vindouros, criando 9.000 empregos diretos. Esse plano exige áreas de trabalho propícias. Por isso, criaremos pequeno distritos industriais e vamos incluir os cursos profissionalizante nas escolas para formação profissional dos jovens.
Henrique Eduardo Alves - PMDB
O fraco desempenho da economia do Rio Grande do Norte nos últimos anos vem comprometendo a geração de novos empregos. Para reverter esse quadro, a prioridade de meu governo será a execução de um profundo programa de ajuste fiscal para melhorar a qualidade dos gastos públicos e recuperar a capacidade de investimentos públicos. Vamos fortalecer as cadeias produtivas, como o turismo, que é o setor que responde com maior rapidez aos estímulos de crescimento, gerando empregos em todas as faixas socioeconômicas. O RN precisa também da implantação de projetos estruturantes que tenham a capacidade de provocar impactos positivos em seu perfil econômico. Por isso, vamos implantar a Zona de Processamento de Macaíba, vizinha ao aeroporto Aluízio Alves. Nessa ZPE serão instaladas indústrias de produtos de alto valor agregado, como os eletroeletrônicos, destinados à exportação. Essas empresas irão absorver a mão de obra de jovens formados nas universidades e escolas técnicas. A construção de um novo porto graneleiro em Porto do Mangue fortalecer o setor mineral e permitir a implantação de um novo polo industrial na região de Macau. Projeto que beneficiará Mossoró, bem como toda região Oeste.
Robério Paulino - PSOL
O Rio Grande do Norte vem sofrendo um processo de desindustrialização e tem ficado para trás no cenário nacional e regional. O PSOL propõe um ousado plano de industrialização e desenvolvimento tecnológico, criando nossas próprias empresas. Queremos criar um forte polo tecnológico regional, em colaboração com as universidades locais. Propomos produzir aqui tudo que possa ser feito e também industrializar em larga escala as polpas de frutas regionais e produtos derivados. Criar indústrias locais de componentes para as usinas eólicas e solares que propomos implantar, além de uma indústria de veículos elétricos para transporte coletivo e pequenos autos. Para isso é necessário ampliar a infraestrutura, duplicando algumas BRs, reconstruindo uma malha ferroviária e modernizando portos. Isso criará novos empregos e renda. Ao mesmo tempo, elevar os salários e melhor as condições de trabalho, colocando a produção à serviço da população e não exclusivamente do lucro, além de estimular o controle dos trabalhadores sobre as empresas. Precisamos ter uma atenção especial para a inclusão da juventude no mercado de trabalho, através de políticas públicas para o primeiro emprego, mas com condições dignas.
Robinson Faria - PSD
No nosso governo o investimento público na área social deverá pactuar convênios com a União, atrair parcerias com empresas privadas e obter recursos financeiros internos e externos, bem como a formação de consórcios intermunicipais. Para isso, o nosso governo tem como compromisso central construir projetos de Estado e impessoais. Para atingir os objetivos estratégicos o nosso governo propõe três eixos de ações: gestão democrática, participação e eficiência do Estado (cidadania e controle social: por uma cultura democrática e transformadora na vida pública); economia dinâmica e equilíbrio regional e; resgate social e cidadania. Essas diretrizes,sintetizadas nos três eixos, constituem-se num instrumento indispensável para dar maior nitidez as ações de cidadania, caracterizando o perfil inovador do nosso governo na solução dos problemas enfrentados pelo Rio Grande do Norte e seu povo. Não pensamos em projetos mirabolantes, mas em ações palpáveis que possam gerar emprego e renda principalmente aos menos favorecidos da sociedade.
Simone Dutra - PSTU
O ano de 2015 será de crise econômica, com diminuição do emprego e renda. A Petrobras está desinvestindo no RN, demitindo milhares de trabalhadores terceirizados. O setor têxtil e de confecções demitiu mais de sete mil em 2013. A Alpargatas já fechou duas fábricas e a Coteminas desativou a linha de produção de São Gonçalo. Ao contrário da atitude dos grandes empresários, a primeira medida que tomaremos para gerar emprego e renda é a realização de concurso público para contratar milhares de trabalhadores da saúde, professores e soldados, para oferecer serviço público de qualidade. Vamos garantir a reforma agrária, para produzir alimentos baratos e comercializaremos a produção agrícola diretamente nas cidades. Vamos realizar um grande plano de obras públicas, empregando todos os desempregados, na construção de hospitais, escolas, delegacias, moradias, saneamento, criando uma construtora estatal, para evitar o superfaturamento e a corrupção. Quanto às empresas devedores do fisco estadual ou que gozam de benefícios fiscais e se aproveitem da crise para demitir em massa, usaremos os dispositivos legais para encampar a empresa e colocá-la sob controle estatal.
ELEIÇÕES: Propostas dos Candidatos a Governador do RN - Geração de Emprego e Renda
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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