Líder nas pesquisas e com possibilidade de vencer ainda no primeiro
turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi o principal alvo dos demais
candidatos que participaram ontem do debate da Rede Globo, especialmente
de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que vêm travando um luta
pelo voto dos indecisos. Durante mais de duas horas de debate, Aécio
teve oportunidade de enfrentar a presidente em pelo menos quatro vezes.
A
preferência de um pelo outro na hora das perguntas alimentou os boatos
sobre um jogo de interesse que seria bom para os dois. Para Aécio,
porque corre contra o tempo para tirar mais de 4 milhões de votos que
mantém Marina no segundo lugar. Bom para Dilma que pretende enfrentar o
candidato do PSDB num eventual segundo turno.
Mas
no confronto entre os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas,
o que mais gerou comentários nas redes sociais foi o de Marina e Dilma
sobre a independência do Banco Central, proposta disseminada pelos
ideólogos do PSB que elaboraram o programa de governo do partido. “O que
está escrito no seu programa é a defesa da independência do Banco
Central, mas aí tem um problema: independente só o Executivo, o
Legislativo e o Judiciário. Independência do Banco Central é dar um
quarto poder aos bancos”, comentou Dilma, numa alusão ao apoio que
Marina recebe da herdeira do Banco Itaú, Neca Setúbal.
Marina retrucou: “Está falando a Dilma das eleições e não a Dilma das convicções. Por não ter tido experiência política, por nunca ter sido sequer vereadora, confunde os poderes, acha que autonomia é ser independente. Autonomia é para combater a inflação, que está alta em seu governo, é para que não haja interferência política de quem acha que manda em tudo.”
Marina retrucou: “Está falando a Dilma das eleições e não a Dilma das convicções. Por não ter tido experiência política, por nunca ter sido sequer vereadora, confunde os poderes, acha que autonomia é ser independente. Autonomia é para combater a inflação, que está alta em seu governo, é para que não haja interferência política de quem acha que manda em tudo.”
Outro
bom momento do debate foi o confronto entre Aécio e Dilma sobre as
propostas privatistas do PSDB. A presidente quis saber se ele pretende
privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, como chegou a
ser cogitado no governo do presidente Fernando Henrique.
Aécio lembrou o sucesso da privatização do setor de telefonia, da Embraer e da Vale do Rio Doce e passou a atacar os gargalos na infraestrutura que, segundo ele, impedem o crescimento do Brasil. “Fizemos as privatizações porque eram necessárias. Na minha gestão, a Petrobras será devolvida aos brasileiros, teremos uma gestão profissional. Os bancos públicos também não serão cabides de emprego para aliados políticos, como acontece hoje.”
Dilma retrucou: “Acho estranho que o senhor trate com tanta leveza a questão das privatizações. Foi no governo do senhor, que um alto funcionário de um banco público disse que estavam tratando as privatizações no limite da irresponsabilidade. E esse funcionários constatava as condições pelas quais se organizavam os consórcios que compraram essas empresas”.
Aécio chegou a se irritar, em outra pergunta sobre privatização, desta vez, feita por Luciano Genro. “Você anda de jatinho e zomba do povo que anda de ônibus. Tu é tão fanático das privatizações que fez um aeroporto e deu uma chave para o seu tio”. Aécio reagiu: “Não seja leviana. Você está aqui como candidata e não deve ofender os outros sem conhecer o que está falando. Lamentavelmente você não está preparada para disputar a presidência da República.”
O cientista político Carlos Melo, que é colunista do Estadão, assumi resumiu a participação de Aécio e Marina no debate: “Ela foi muito assertiva, num momento muito importante que é o primeiro bloco. Depois, aas pessoas cansam, os candidatos cansam. A minha impressão, no embate entre Aécio e Marina, eu fico com a impressão de que Marina teve, no início, uma posição mais contundente. Mas, num segundo momento, Aécio travou um embate com Dilma de mais profundidade”.
Aécio lembrou o sucesso da privatização do setor de telefonia, da Embraer e da Vale do Rio Doce e passou a atacar os gargalos na infraestrutura que, segundo ele, impedem o crescimento do Brasil. “Fizemos as privatizações porque eram necessárias. Na minha gestão, a Petrobras será devolvida aos brasileiros, teremos uma gestão profissional. Os bancos públicos também não serão cabides de emprego para aliados políticos, como acontece hoje.”
Dilma retrucou: “Acho estranho que o senhor trate com tanta leveza a questão das privatizações. Foi no governo do senhor, que um alto funcionário de um banco público disse que estavam tratando as privatizações no limite da irresponsabilidade. E esse funcionários constatava as condições pelas quais se organizavam os consórcios que compraram essas empresas”.
Aécio chegou a se irritar, em outra pergunta sobre privatização, desta vez, feita por Luciano Genro. “Você anda de jatinho e zomba do povo que anda de ônibus. Tu é tão fanático das privatizações que fez um aeroporto e deu uma chave para o seu tio”. Aécio reagiu: “Não seja leviana. Você está aqui como candidata e não deve ofender os outros sem conhecer o que está falando. Lamentavelmente você não está preparada para disputar a presidência da República.”
O cientista político Carlos Melo, que é colunista do Estadão, assumi resumiu a participação de Aécio e Marina no debate: “Ela foi muito assertiva, num momento muito importante que é o primeiro bloco. Depois, aas pessoas cansam, os candidatos cansam. A minha impressão, no embate entre Aécio e Marina, eu fico com a impressão de que Marina teve, no início, uma posição mais contundente. Mas, num segundo momento, Aécio travou um embate com Dilma de mais profundidade”.
ELEIÇÕES: Candidatos a Presidência Participam em Último Debate, Na Globo
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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3.10.14
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