O clima de confronto dos candidatos ao Planalto Dilma Rousseff e Aécio
Neves, com embates cada vez mais acalorados, tem exposto mais do que um
País dividido entre petistas e tucanos nestes dias que antecedem a
votação do 2º turno, marcada para o dia 26 de outubro. Na internet e nas
ruas, os xingamentos e agressões entre eleitores são cada vez mais
comuns e frequentes.
Para especialistas, desde a redemocratização do País nunca se viu tanta violência em uma campanha como em 2014. Já há registros até de agressões físicas. Enquanto Dilma e Aécio se enfrentavam no primeiro debate do 2º turno na terça-feira passada, na Band, o aposentado Ênio Barroso Filho, de 57 anos, sofria uma tentativa de agressão próximo à Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Deficiente físico, Ênio guiava sua cadeira de rodas pela Rua Augusta. Vestia uma camiseta vermelha e um broche com o slogan do PT.
Segundo ele, uma perua com quatro homens começou a segui-lo. “Eles pediram para eu tirar a camisa e me chamaram de comunista. Falaram para eu me mudar pra Cuba”, afirma. O aposentado reagiu e, em troca, recebeu socos na cabeça. Depois, foi jogado no chão As agressões só pararam, conta Ênio, quando pessoas que estavam próximas pediram por socorro.
Para especialistas, desde a redemocratização do País nunca se viu tanta violência em uma campanha como em 2014. Já há registros até de agressões físicas. Enquanto Dilma e Aécio se enfrentavam no primeiro debate do 2º turno na terça-feira passada, na Band, o aposentado Ênio Barroso Filho, de 57 anos, sofria uma tentativa de agressão próximo à Praça Roosevelt, no centro de São Paulo. Deficiente físico, Ênio guiava sua cadeira de rodas pela Rua Augusta. Vestia uma camiseta vermelha e um broche com o slogan do PT.
Segundo ele, uma perua com quatro homens começou a segui-lo. “Eles pediram para eu tirar a camisa e me chamaram de comunista. Falaram para eu me mudar pra Cuba”, afirma. O aposentado reagiu e, em troca, recebeu socos na cabeça. Depois, foi jogado no chão As agressões só pararam, conta Ênio, quando pessoas que estavam próximas pediram por socorro.
No bairro Artur
Alvim, zona leste da capital, a dona de casa Ivânia Vilela, de 47 anos,
transformou parte de sua residência em um comitê de Aécio. Com
bandeiras e placas na frente de casa, Ivânia conta que recebe ameaça de
vizinhos diariamente. Na madrugada da quarta-feira passada, o material
de campanha foi incendiado. “Foi constrangedor, triste, porque respeito a
opinião dos outros. Só peço que respeitem a minha”, disse.
Para
Francisco Carlos Teixeira da Silva, historiador contemporâneo da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, episódios como esse reforçam a
ideia de que o discurso de ódio dos partidos influenciam os casos de
violência dentro da política.
“Estamos na anteporta de ter de volta à cena política brasileira a violência como elemento banal”, reflete o historiador. Ele considera que o discursos utilizado pelas legendas partidárias envolvidas na disputa presidencial contribuem para este ambiente. O teor dos programas no horário eleitoral gratuito estaria incentivando o conflito mais acirrado entre os eleitores que estão engajados na campanha ou tem mais identificação com os candidatos.
“Vemos os partidos usarem uma linguagem extremamente agressiva em seus programas e nos debates. Isso é quase como uma autorização escrita para atos violento”, argumenta o historiador.
“É uma ânsia tão grande por conseguir votos que se transforma em radicalização de ambos os partidos’’, diz Vera Chaia, cientista política da PUC-SP. Vera Chaia lembra que as acusações eleitorais vêm desde o confronto entre Lula e Collor, em 1989. Mas, naquela época, havia políticos conciliadores dentro dos partidos que conseguiam amenizar os conflitos. Atualmente, não há este fator que poderia amenizar o clima de confronto entre alguns militantes.
“Estamos na anteporta de ter de volta à cena política brasileira a violência como elemento banal”, reflete o historiador. Ele considera que o discursos utilizado pelas legendas partidárias envolvidas na disputa presidencial contribuem para este ambiente. O teor dos programas no horário eleitoral gratuito estaria incentivando o conflito mais acirrado entre os eleitores que estão engajados na campanha ou tem mais identificação com os candidatos.
“Vemos os partidos usarem uma linguagem extremamente agressiva em seus programas e nos debates. Isso é quase como uma autorização escrita para atos violento”, argumenta o historiador.
“É uma ânsia tão grande por conseguir votos que se transforma em radicalização de ambos os partidos’’, diz Vera Chaia, cientista política da PUC-SP. Vera Chaia lembra que as acusações eleitorais vêm desde o confronto entre Lula e Collor, em 1989. Mas, naquela época, havia políticos conciliadores dentro dos partidos que conseguiam amenizar os conflitos. Atualmente, não há este fator que poderia amenizar o clima de confronto entre alguns militantes.
ELEIÇÕES: Militantes Estão Mais Agressivos
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
19.10.14
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