Antes de desmaiar,
Eduardo Paulino, 20 anos, viu o capotamento acontecer. Ele seguia na
BR-304 em direção à São Bento do Trairi, município da Borborema
potiguar, para mais uma entrega do supermercado. Às 11h30 do daquela
quinta-feira, 3 de setembro, o jovem pilotava a moto Honda CG FAN de 125
cilindradas a 120 quilômetros por hora. Sem capacete e sem carteira de
motorista. Na ultrapassagem a uma ambulância, quase bateu de frente com
outra moto. Desviou. A motoneta bateu no meio-fio e capotou várias
vezes. Eduardo foi arremessado. Ele acordou horas depois no posto de
saúde de São Bento, com a informação de que não havia quebrado nada –
por sorte.
Embora
o número de acidentes de trânsito e mortes nas estradas tenham
diminuído nacionalmente desde 2010, no Rio Grande do Norte preocupa o
crescimento da proporção dos acidentes de moto em relação aos sinistros
totais. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2014, 83% das
internações no Sistema Único de Saúde por acidentes de trânsito
envolviam motos. No ano passado, o custo para o SUS com acidentes nas
estradas potiguares foi de R$ 2,4 milhões, dos quais R$ 2 milhões
custearam somente os sinistros causados por motocicletas.
Na análise do próprio ministério, os acidentes de trânsito resultam no estrangulamento da demanda por neurocirurgia, traumatologia e reabilitação, com eventual uso de órteses e próteses. O RN está acima da média nacional quanto ao número de internações por acidente de moto, que é de 65%.
“O impacto financeiro (dos acidentes) é vultuoso, são 127.268 internações em 2014 para R$ 183 milhões em custo. Grande parte deste investimento poderia ser evitado – não digo economizado, mas evitado. É um recurso que está disponível para ser utilizado em prol do SUS, mas que a evitabilidade do acidente poderia desestrangular outras áreas que, hoje, ficam represadas, como a realização de consultas especializadas, cirurgias eletivas e leitos de UTIs”, avalia Antônio Carlos Nardi, secretário nacional de Vigilância em Saúde. Entre 18 e 19 de novembro, o Brasil sediará a segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Na carta de Brasília, cerca de 150 países se comprometerão a adotar medidas para diminuir as mortes no trânsito até 2020.
Na análise do próprio ministério, os acidentes de trânsito resultam no estrangulamento da demanda por neurocirurgia, traumatologia e reabilitação, com eventual uso de órteses e próteses. O RN está acima da média nacional quanto ao número de internações por acidente de moto, que é de 65%.
“O impacto financeiro (dos acidentes) é vultuoso, são 127.268 internações em 2014 para R$ 183 milhões em custo. Grande parte deste investimento poderia ser evitado – não digo economizado, mas evitado. É um recurso que está disponível para ser utilizado em prol do SUS, mas que a evitabilidade do acidente poderia desestrangular outras áreas que, hoje, ficam represadas, como a realização de consultas especializadas, cirurgias eletivas e leitos de UTIs”, avalia Antônio Carlos Nardi, secretário nacional de Vigilância em Saúde. Entre 18 e 19 de novembro, o Brasil sediará a segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito. Na carta de Brasília, cerca de 150 países se comprometerão a adotar medidas para diminuir as mortes no trânsito até 2020.
RN: Acidentes Custam R$ 2,4 Milhões Para o Estado
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
17.9.15
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