Da Agência Brasil
O recebimento da denúncia contra o presidente Michel Temer pelos
crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça e a conclusão dos
debates da reforma política dominarão a pauta da Câmara dos Deputados
nesta semana. As sessões do plenário estão marcadas para começar a
partir das 11h30 de terça-feira (26).
Até o momento, não há definição se a Câmara dividirá a denúncia e
fará análises separadas. Isso porque a acusação do Ministério Público
Federal também envolve os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha e da
Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.
“O entendimento, a Secretaria-Geral da Mesa trará com solidez. A
primeira impressão é de que é sim possível haver essa análise conjunta, e
a solução que for dada pela Câmara dos Deputados terá acompanhada a
questão dos ministros. A autorização da Câmara, é focada, no meu
entender, na responsabilidade do presidente. Os ministros já podem ser
investigados pelo Supremo Tribunal Federal”, disse o líder do DEM,
deputado Efraim Filho.
Para começar a tramitação na Câmara, a denúncia entregue na noite da
quinta-feira (21) precisa ser lida no plenário em sessão com quórum de
pelo menos 51 deputados. Segundo o regimento interno, lida a denúncia,
cabe ao primeiro-secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR)
comunicar ao presidente Temer sobre o recebimento da denúncia.
Paralelamente, a peça segue para análise da Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ).
A expectativa do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ)
é de que a votação no plenário aconteça no início de outubro. A
expectativa do parlamentar é decidir sobre a denúncia “o mais rápido
possível, mas respeitado o regimento”.
Prazo
O presidente Michel Temer tem até dez sessões para apresentar a
defesa na CCJ. Enquanto apresenta a defesa, o presidente da CCJ,
deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), deverá definir o relator da
proposição. Após apresentação da defesa, a CCJ tem até cinco sessões
para elaborar e votar o parecer, que poderá ser pela aceitação ou pelo
arquivamento da denúncia. Independentemente da decisão da Comissão, a
decisão final sobre a abertura de investigação contra o presidente da
República cabe ao plenário da Câmara.
Para que seja autorizada a abertura da investigação, são necessários
os votos favoráveis de pelo menos 342 deputados. Se esse placar não for
atingido, a denúncia será arquivada até o final do mandato do presidente
Temer. A necessidade de autorização prévia para processar o presidente
da República está prevista no artigo 86 da Constituição.
Essa é a segunda vez que o presidente Temer é denunciado. Em agosto, o
plenário da Câmara rejeitou a denúncia por corrupção passiva. Nessa
situação, o processo é suspenso e só pode ser retomado depois que Temer
deixar a Presidência da República
Câmara Federal Discutirá Denúncia Contra Michel Temer Esta Semana
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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25.9.17
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