Indicado por Bolsonaro para ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles
foi condenado nesta quarta (19) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo
por improbidade administrativa, em um ação movida pelo Ministério
Público em 2017, quando ele ocupava o cargo de secretário estadual de
Meio Ambiente de São Paulo.
O juiz Fausto José Martins Seabra condenou Salles à suspensão dos
direitos políticos por três anos e o pagamento de uma multa equivalente a
dez vezes o salário de cerca de R$20 mil que recebia quando secretário.
Com a decisão, ele também fica proibido de ser contratado pelo Poder
Público.
Salles lia a sentença quando conversou com o blog por telefone.
Afirmou que ainda deve analisar a decisão com advogados e possivelmente
recorrer. A sentença foi dada em primeira instância e ainda cabe
recurso.
Questionado se a condenação pode impactar sua indicação ao
ministério, Salles respondeu que a decisão não depende só dele. “Ainda
vou conversar com o Bolsonaro”, diz.
A ação acusa Salles de cometer fraude na elaboração do plano de
manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê, com propósito
de beneficiar empresas de mineração e filiadas à Fiesp – Federação da
Indústria do estado de São Paulo. Inquérito civil apurou irregularidades
como a modificação de mapas, alteração da minuta do decreto do plano de
manejo e perseguição a funcionários da Fundação Florestal.
Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro é Condenado por Improbidade tem Direitos Políticos Suspensos
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
20.12.18
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