
A equipe econômica está reunindo informações que serão usadas na
campanha de convencimento da população sobre a reforma da Previdência.
Os primeiros alvos devem ser os pontos considerados mais sensíveis e que
foram atacados após o ‘Estadão/Broadcast’, plataforma de notícias em
tempo real do Grupo EStado, revelar a minuta da proposta, como o
pagamento de benefícios assistenciais abaixo do salário mínimo.
Foram
coletados dados de outros 18 países, mostrando que nenhum deles faz a
vinculação desse tipo de benefício – que não exige contribuição anterior
– ao piso salarial.
Na reforma do ex-presidente Michel Temer, a oposição usou essa
mudança para atacar a proposta com o mote de que o governo prejudicaria
os idosos mais pobres. Agora, a equipe do presidente Jair Bolsonaro
contra-ataca dizendo que vai antecipar a concessão do benefício
assistencial. “Vamos dar um dinheiro que ele não tem hoje”, diz uma
fonte que participa das discussões.
Como o Estadão/Broadcast antecipou, a área econômica propõe que os
brasileiros de baixa renda (com renda familiar per capita inferior a um
quarto do salário mínimo) comecem a receber R$ 500 a partir dos 55 anos,
quando a capacidade de trabalho começa a diminuir – e,
consequentemente, o salário. Esse valor aumentaria a R$ 750 a partir dos
65 anos. Para pessoas com deficiência sem condições de sustento, o
benefício seria maior, de R$ 1 mil, independentemente da idade.
Governo Federal se Arma para Defender Nova Previdência
Reviewed by CanguaretamaDeFato
on
9.2.19
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