RN dá salto nas exportações de ouro e alcança 6º lugar no ranking nacional

 Foto: Alex Régis


Entre 2020 e 2024, o Rio Grande do Norte exportou apenas US$ 5,5 milhões em ouro. Em 2026, apenas no acumulado de janeiro a junho, o valor saltou para US$ 157,5 milhões, impulsionado pela entrada em operação do projeto da Aura Minerals, em Currais Novos, a partir do ano passado. O resultado fez o ouro responder por 24,6% de toda a pauta exportadora potiguar no período. Além disso, o estado já figura como o sexto maior exportador de ouro do Brasil, com 3,4% do total nacional entre as unidades da federação declaradas — embora ainda distante dos gigantes Minas Gerais (49,7%) e Bahia (15,0%).

Os dados constam na Análise da Balança Comercial do RN – 2020 a 2026 (1º semestre), um levantamento elaborado pelo Sebrae-RN. O documento aponta que a partir de 2025, com a entrada em operação da Aura Minerals e o início do ramp-up do projeto Borborema, as exportações do metal saltaram para US$ 248,7 milhões no ano passado, enquanto a média mensal passou de US$ 0,12 milhão para US$ 13,8 milhões.

O avanço também pode ser observado no volume físico exportado. Em quatro anos, entre 2020 e 2024, foram pouco mais de 99 quilos de ouro exportados pelo Estado. Em apenas 18 meses, o volume ultrapassou 3 toneladas.

Desde 2025, o Canadá recebeu US$ 204,1 milhões em ouro exportado pelo RN, enquanto a Suíça aparece em segundo lugar, com US$ 44,6 milhões. Os dois países são importantes centros de refino, comercialização e negociação do metal.


Para Mário Tavares, presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Minerais Básicos e de Minerais Não-Metálicos do RN (Sindminerais-RN), a chegada da Aura Minerals representa uma mudança no padrão da atividade mineradora no Estado, principalmente pelo uso de novas tecnologias.

Mário Tavares avalia que o projeto ainda tem espaço para ampliar a produção. “A Aura veio com tecnologia. Se você entra na mina da Aura, você vai ver que tudo é bem diferente das outras minas tradicionais. Estão explorando o ouro justamente por causa dessas tecnologias que eles trouxeram para cá. Coisa de inovação mesmo”, considera.

De acordo com ele, considerando as reservas já estudadas pela empresa, a mina tem potencial para aproximadamente 20 anos de atividade.


O presidente do Sindminerais também chama atenção para outras ocorrências de ouro no estado que ainda precisam ser estudadas para determinar se possuem viabilidade econômica. Ele cita áreas em São Fernando e no Alto Oeste como exemplos de regiões com ocorrências conhecidas, mas que ainda não passaram por estudos suficientes.Mário Tavares, presidente do Sindminerais-RN. Foto: Alex Régis

Para o geólogo Alexandre Rocha, o potencial aurífero do Seridó vai além do Projeto Borborema. Ele explica que a região reúne características geológicas favoráveis à formação de depósitos de ouro e que as mineralizações conhecidas fazem parte de um contexto mais amplo da Província Borborema.



#Fonte: Tribuna do Norte 
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