O Rio Grande do Norte registrou a maior queda na taxa de desocupação entre as 27 unidades da Federação no segundo trimestre de 2026: 1,9 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano. O recuo, no entanto, não foi suficiente para tirar o Estado do grupo que fica acima da média brasileira. Com 5,6%, o RN permanece acima dos 5,4% do país.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na sexta-feira 14.
Rio Grande do Norte teve a maior redução da taxa de desocupação entre as unidades da Federação no segundo trimestre de 2026 — Foto: José Aldenir/Agora RN
Depois do RN, as maiores reduções ocorreram no Acre e na Paraíba, ambos com queda de 1,6 ponto, e em Tocantins, com 1,5 ponto. Também houve diminuição em Alagoas (1,3), Minas Gerais (1,2), Mato Grosso do Sul (1,1), Goiás e Rondônia (1 ponto cada), Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso (0,9 cada) e Santa Catarina (0,6). Ao todo, o desemprego caiu em 13 unidades da Federação e permaneceu estável nas demais.
Onde estão os extremos
Onze unidades da Federação fecharam o trimestre com taxa inferior à média nacional, e em cinco delas o indicador ficou abaixo de 3%. Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Também abaixo da média aparecem Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
Paraíba e São Paulo registraram taxa igual à média nacional, de 5,4%. Acima desse nível vêm Rio Grande do Norte (5,6%), Maranhão (6%), Pará (6,2%), Distrito Federal (6,5%), Acre e Ceará (6,6%), Rio de Janeiro (7,1%), Amazonas (7,5%), Alagoas e Sergipe (7,9%), Piauí e Pernambuco (8,3%), Bahia (9,1%) e Amapá (9,8%).
Por regiões, Sul (3,2%), Centro-Oeste (3,8%) e Sudeste (5,2%) ficaram abaixo da média brasileira; Norte (6,1%) e Nordeste (7,6%) apresentaram as taxas mais altas. A diferença entre Sul e Centro-Oeste caiu para 0,6 ponto percentual, ante um ponto no segundo trimestre de 2025 — a expansão da renda gerada pelo agronegócio tem contribuído para contratações em outros setores do Centro-Oeste.
As diferenças refletem a composição das economias estaduais, o ritmo da atividade, a industrialização e a escolaridade da população, segundo o analista do IBGE William Kratochwill. “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.
O que a queda esconde
Dois recortes qualificam o resultado nacional. O primeiro é positivo: cerca de 1,06 milhão de pessoas procuravam ocupação havia dois anos ou mais, menor contingente da série iniciada em 2012 e 15,6% abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2025. No total, o país tinha aproximadamente 5,9 milhões de desempregados.
O segundo mostra desigualdades preservadas. A taxa foi de 6,4% entre as mulheres e de 4,6% entre os homens. Entre as pessoas pretas, a desocupação chegou a 6,9%; entre as pardas, a 6,1%; e, entre as brancas, ficou em 4,2%. O rendimento médio do trabalho permaneceu praticamente estável, em R$ 3.738 mensais.
No caso potiguar, a queda também precisa ser lida ao lado de outro indicador: embora a desocupação medida pela PNAD tenha atingido o menor nível da série estadual, o ritmo de geração de emprego formal perdeu força ao longo de 2026. O comparativo entre estados foi noticiado originalmente por O Correio de Hoje, em reportagem sobre as unidades da Federação com desemprego abaixo da média nacional.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na sexta-feira 14.

Rio Grande do Norte teve a maior redução da taxa de desocupação entre as unidades da Federação no segundo trimestre de 2026 — Foto: José Aldenir/Agora RN
Depois do RN, as maiores reduções ocorreram no Acre e na Paraíba, ambos com queda de 1,6 ponto, e em Tocantins, com 1,5 ponto. Também houve diminuição em Alagoas (1,3), Minas Gerais (1,2), Mato Grosso do Sul (1,1), Goiás e Rondônia (1 ponto cada), Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso (0,9 cada) e Santa Catarina (0,6). Ao todo, o desemprego caiu em 13 unidades da Federação e permaneceu estável nas demais.
Onde estão os extremos
Onze unidades da Federação fecharam o trimestre com taxa inferior à média nacional, e em cinco delas o indicador ficou abaixo de 3%. Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Também abaixo da média aparecem Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5%).
Paraíba e São Paulo registraram taxa igual à média nacional, de 5,4%. Acima desse nível vêm Rio Grande do Norte (5,6%), Maranhão (6%), Pará (6,2%), Distrito Federal (6,5%), Acre e Ceará (6,6%), Rio de Janeiro (7,1%), Amazonas (7,5%), Alagoas e Sergipe (7,9%), Piauí e Pernambuco (8,3%), Bahia (9,1%) e Amapá (9,8%).
Por regiões, Sul (3,2%), Centro-Oeste (3,8%) e Sudeste (5,2%) ficaram abaixo da média brasileira; Norte (6,1%) e Nordeste (7,6%) apresentaram as taxas mais altas. A diferença entre Sul e Centro-Oeste caiu para 0,6 ponto percentual, ante um ponto no segundo trimestre de 2025 — a expansão da renda gerada pelo agronegócio tem contribuído para contratações em outros setores do Centro-Oeste.
As diferenças refletem a composição das economias estaduais, o ritmo da atividade, a industrialização e a escolaridade da população, segundo o analista do IBGE William Kratochwill. “Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste”, afirmou.
O que a queda esconde
Dois recortes qualificam o resultado nacional. O primeiro é positivo: cerca de 1,06 milhão de pessoas procuravam ocupação havia dois anos ou mais, menor contingente da série iniciada em 2012 e 15,6% abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2025. No total, o país tinha aproximadamente 5,9 milhões de desempregados.
O segundo mostra desigualdades preservadas. A taxa foi de 6,4% entre as mulheres e de 4,6% entre os homens. Entre as pessoas pretas, a desocupação chegou a 6,9%; entre as pardas, a 6,1%; e, entre as brancas, ficou em 4,2%. O rendimento médio do trabalho permaneceu praticamente estável, em R$ 3.738 mensais.
No caso potiguar, a queda também precisa ser lida ao lado de outro indicador: embora a desocupação medida pela PNAD tenha atingido o menor nível da série estadual, o ritmo de geração de emprego formal perdeu força ao longo de 2026. O comparativo entre estados foi noticiado originalmente por O Correio de Hoje, em reportagem sobre as unidades da Federação com desemprego abaixo da média nacional.
#Fonte: Agorarn
RN tem a maior queda do desemprego do país
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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18.8.26
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