| Hospital de Canguaretama |
O improviso vem ditando o ritmo do trabalho dentro da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). Para atender a demanda que não para de crescer, os corredores dos dois andares do prédio estão servindo de enfermaria e o Centro de Recuperação Operatória (CRO) e uma sala de cirurgia estão sendo utilizados como UTI neonatal.
Essa foi a única alternativa encontrada pela equipe para atender a demanda. Com os 20 leitos de UTI neonatal ocupados, pelo menos oito recém-nascidos eram assistidos pela equipe no CRO e na sala de cirurgias até o fim da tarde de ontem. Os bebês que estão lá são, em sua maioria, prematuros ou nasceram com desconforto respiratório e precisam de oxigênio. Não é o ideal. Esses bebês correm risco de morte, de contrair infecções e até terem complicações porque o local não é adequado. E isso altera toda a nossa rotina. As cirurgias que deveriam acontecer nessas duas salas estão paradas. Estamos sofrendo com um congestionamento do fluxo, aponta o diretor da MEJC, Kléber Morais.
O motivo, avalia, é a ineficiência do sistema de saúde do estado como um todo. Os municípios do interior não atendem essas mulheres e mandam para cá. Sem contar também que a população de Natal cresceu muito e as maternidades do município também estão superlotadas. O quadro vem se repetindo nos últimos oito meses, período no qual a maternidade chegou a acomodar mais de 40 pacientes ao longo dos corredores.
Corredor vira extensão da enfermaria
Até o fim da tarde de ontem 16 mães, junto com seus filhos e acompanhantes, descansavam nos corredores da Maternidade Januário Cicco, divididas em camas, macas e poltronas. Outras 10 permaneciam na sala de parto, onde não deveriam estar pois já tinham dado à luz. A regra do improviso é a seguinte: a mãe que tem cama divide o espaço com o filho, já as que aguardam a alta médica em poltronas conseguem um berço para os filhos recém-nascidos. Foi o que aconteceu com a dona de casa Alexsandra Chacon Alves, 27.
Ela deu à luz ao quarto filho por volta da meia-noite de quinta-feira. Dividiu uma enfermaria com mais de 20 mulheres até o meio da manhã de ontem e foi transferida para o corredor por volta das 10h30 de ontem. Está tudo muito cheio, disse.
Alexsandra é de Montanhas, distante 90 km de Natal, e teve um parto normal. Antes de chegar à maternidade passou por CANGUARETAMA (distante 70 km), onde também não recebeu assistência. Lidamos diariamente com uma média de ocupação que gira em torno de 60% de mulheres vindas do interior do estado. Muitas vezes os partos não oferecem risco e poderiam acontecer nos municípios de origem. Mas como isso não acontece, sofremos com a superlotação, afirma o diretor da MEJC, Kléber Morais.
Outra consequência provocada pela superlotação da Januário Cicco é o desvio de uma de suas principais funções, o ensino. Nossos profissionais trabalham com um nível elevado de estresse e a superlotação faz com que o ensino seja prejudicado, destaca Kléber Morais.
Essa foi a única alternativa encontrada pela equipe para atender a demanda. Com os 20 leitos de UTI neonatal ocupados, pelo menos oito recém-nascidos eram assistidos pela equipe no CRO e na sala de cirurgias até o fim da tarde de ontem. Os bebês que estão lá são, em sua maioria, prematuros ou nasceram com desconforto respiratório e precisam de oxigênio. Não é o ideal. Esses bebês correm risco de morte, de contrair infecções e até terem complicações porque o local não é adequado. E isso altera toda a nossa rotina. As cirurgias que deveriam acontecer nessas duas salas estão paradas. Estamos sofrendo com um congestionamento do fluxo, aponta o diretor da MEJC, Kléber Morais.
O motivo, avalia, é a ineficiência do sistema de saúde do estado como um todo. Os municípios do interior não atendem essas mulheres e mandam para cá. Sem contar também que a população de Natal cresceu muito e as maternidades do município também estão superlotadas. O quadro vem se repetindo nos últimos oito meses, período no qual a maternidade chegou a acomodar mais de 40 pacientes ao longo dos corredores.
Corredor vira extensão da enfermaria
Até o fim da tarde de ontem 16 mães, junto com seus filhos e acompanhantes, descansavam nos corredores da Maternidade Januário Cicco, divididas em camas, macas e poltronas. Outras 10 permaneciam na sala de parto, onde não deveriam estar pois já tinham dado à luz. A regra do improviso é a seguinte: a mãe que tem cama divide o espaço com o filho, já as que aguardam a alta médica em poltronas conseguem um berço para os filhos recém-nascidos. Foi o que aconteceu com a dona de casa Alexsandra Chacon Alves, 27.
Ela deu à luz ao quarto filho por volta da meia-noite de quinta-feira. Dividiu uma enfermaria com mais de 20 mulheres até o meio da manhã de ontem e foi transferida para o corredor por volta das 10h30 de ontem. Está tudo muito cheio, disse.
Alexsandra é de Montanhas, distante 90 km de Natal, e teve um parto normal. Antes de chegar à maternidade passou por CANGUARETAMA (distante 70 km), onde também não recebeu assistência. Lidamos diariamente com uma média de ocupação que gira em torno de 60% de mulheres vindas do interior do estado. Muitas vezes os partos não oferecem risco e poderiam acontecer nos municípios de origem. Mas como isso não acontece, sofremos com a superlotação, afirma o diretor da MEJC, Kléber Morais.
Outra consequência provocada pela superlotação da Januário Cicco é o desvio de uma de suas principais funções, o ensino. Nossos profissionais trabalham com um nível elevado de estresse e a superlotação faz com que o ensino seja prejudicado, destaca Kléber Morais.
#Fonte: Tribuna do Norte
Canguaretama: Hospital não Teve Condições de Atender Gestante
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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