Uma cirurgia só vai poder tratar dois problemas que ameaçam a visão e ficam mais comuns com a idade. O Sistema Único de Saúde (SUS) vai incorporar um procedimento capaz de cuidar de glaucoma e catarata numa intervenção única, segundo decisão que o Ministério da Saúde publicou na quinta-feira 17, no Diário Oficial da União.
A abordagem é destinada a quem tem glaucoma primário de ângulo aberto em estágio leve ou moderado, e pode ser realizada durante a cirurgia de catarata. É uma técnica menos invasiva do que as alternativas disponíveis até agora, com recuperação mais rápida, menor risco de complicação e mais controle da pressão dentro do olho.
Olho humano em close; o novo procedimento é indicado para glaucoma leve ou moderado e pode ser feito durante a cirurgia de catarata — Pexels
Quem propôs a incorporação foram, em conjunto, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. O procedimento também deve entrar no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do glaucoma, o PCDT, documento que orienta o que a rede pública oferece em cada estágio da doença.
O que muda no tratamento
Na rede pública, o caminho costuma começar pelo colírio, usado para baixar a pressão intraocular. Quando o remédio não dá o resultado esperado, ou quando há dificuldade para usá-lo, o tratamento avança para procedimento a laser ou para cirurgia, incluindo dispositivos de drenagem oftalmológica, caso do iStent.
A novidade amplia esse caminho com duas técnicas. A primeira é a goniotomia excisional, feita por uma pequena incisão na córnea para facilitar a saída do líquido do olho. A segunda é a trabeculotomia transluminal: nela, o cirurgião introduz um microcateter ou um fio no próprio canal de drenagem do olho, sem criar caminho novo.
Na prática, quem já vai operar a catarata pode sair da mesma cirurgia com o glaucoma tratado, sem precisar de uma segunda ida à sala e de um segundo pós-operatório. A indicação restrita ao estágio leve ou moderado, porém, significa que a técnica não substitui as cirurgias usadas nos casos avançados.
A abordagem é destinada a quem tem glaucoma primário de ângulo aberto em estágio leve ou moderado, e pode ser realizada durante a cirurgia de catarata. É uma técnica menos invasiva do que as alternativas disponíveis até agora, com recuperação mais rápida, menor risco de complicação e mais controle da pressão dentro do olho.

Olho humano em close; o novo procedimento é indicado para glaucoma leve ou moderado e pode ser feito durante a cirurgia de catarata — Pexels
Quem propôs a incorporação foram, em conjunto, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. O procedimento também deve entrar no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do glaucoma, o PCDT, documento que orienta o que a rede pública oferece em cada estágio da doença.
O que muda no tratamento
Na rede pública, o caminho costuma começar pelo colírio, usado para baixar a pressão intraocular. Quando o remédio não dá o resultado esperado, ou quando há dificuldade para usá-lo, o tratamento avança para procedimento a laser ou para cirurgia, incluindo dispositivos de drenagem oftalmológica, caso do iStent.
A novidade amplia esse caminho com duas técnicas. A primeira é a goniotomia excisional, feita por uma pequena incisão na córnea para facilitar a saída do líquido do olho. A segunda é a trabeculotomia transluminal: nela, o cirurgião introduz um microcateter ou um fio no próprio canal de drenagem do olho, sem criar caminho novo.
Na prática, quem já vai operar a catarata pode sair da mesma cirurgia com o glaucoma tratado, sem precisar de uma segunda ida à sala e de um segundo pós-operatório. A indicação restrita ao estágio leve ou moderado, porém, significa que a técnica não substitui as cirurgias usadas nos casos avançados.
#Fonte: Agorarn
SUS vai oferecer cirurgia que trata glaucoma e catarata numa intervenção só
Reviewed by CanguaretamaDeFato
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23.9.26
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