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Baixa Adesão à Vacina Contra o HPV Persiste Após 10 anos de Disponibilidade pelo SUS

Disponibilizada gratuitamente pelo SUS há 10 anos, a vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) ainda enfrenta obstáculos de adesão, especialmente no Rio Grande do Norte. De acordo com dados da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap), nas primeiras duas semanas da campanha vacinal deste ano, o estado atingiu menos de 9% da faixa-etária alvo, crianças entre 9 e 14 anos. Segundo Ana Katherine Gonçalves, ginecologista conselheira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), essa situação se deve, principalmente, ao preconceito atrelado à desinformação e às barreiras socioeconômicas. 

“A baixa adesão da população preocupa porque a vacina contra o HPV, vírus sexualmente transmissível, é capaz de prevenir mais de cinco tipos de câncer, incluindo o câncer de colo de útero. Dentre os principais fatores que explicam a resistência da população em se vacinar estão as barreiras socioeconômicas, o preconceito e a falta de acesso às informações checadas”, ressalta a especialista.

Vacinação das Crianças 05 à 11 anos contra Covid 19 Natal RN (59)
Nas primeiras duas semanas da campanha vacinal deste ano, o estado atingiu menos de 9% da faixa-etária alvo, crianças entre 9 e 14 anos. Foto: José Aldenir / Agora RN

Atreladas aos fatores mencionados estão as campanhas de desinformação direcionadas à população. “Algumas pessoas têm receio da imunização devido às fake news veiculadas para o público. Entre elas está a suposta relação do imunizante com a infertilidade, paralisias e doenças neurológicas. No entanto, pesquisas científicas e revisões do Grupo Assessor Global para a Segurança das Vacinas da OMS comprovam a segurança da mesma”, assegura Robinson Dias, presidente da Sogorn.

“Ainda existem muitos obstáculos, mas é nosso dever ultrapassá-los ao disseminar informações relevantes a respeito e, consequentemente, ampliar o acesso das pessoas às políticas públicas de saúde, responsáveis por garantir o acesso gratuito do público-alvo às vacinas e ao tratamento adequado para as mulheres que já estão em contato com o vírus”, esclarece o ginecologista.

Entenda o HPV 

O Papilomavírus Humano (HPV) é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), em alguns casos, pode apresentar verrugas espalhadas pelo corpo, especialmente na mucosa. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o vírus está associado a quase 90% dos casos de câncer de colo de útero, o terceiro mais comum entre as mulheres no Brasil. O diagnóstico pode ser realizado por meio de exames urológicos ou ginecológicos, seguido da prescrição de tratamento adequado para cada caso.  Para se vacinar, os usuários do SUS podem procurar uma das Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e de 13h às 15h, levando documento de identificação e cartão de vacina.

 

 

#Fonte: Agorarn

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Comissão de Saúde da ALRN fiscaliza Hospital Walfredo Gurgel


A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) esteve no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel na última sexta-feira (26) para uma fiscalização após denúncias de forte desabastecimento na unidade, feita por servidores e também por sindicatos que representam os trabalhadores atuantes na unidade. As denúncias das últimas semanas indicavam a falta de itens como sabão, luvas, gaze, e medicamentos, como dipirona e antibióticos. Antes da visita, na sexta, a Comissão se reuniu com a direção do Walfredo e com representantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para entender as dificuldades que o hospital enfrenta.

“Nos últimos dias, este que é o maior hospital de urgência e emergência do Estado, tem sido alvo de denúncias por falta de insumos, alimentos, medicamentos e equipamentos quebrados. Viemos fazer nossa obrigação, que é fiscalizar, para somar junto à Sesap e a direção da unidade, no sentido de termos um diagnóstico do que está havendo no hospital para poder ter um tratamento mais adequado no âmbito da saúde do Rio Grande do Norte”, pontuou o deputado Galeno Torquato, presidente da Comissão.

Durante a reunião, que aconteceu antes da visita, a Sesap e a direção do hospital reconheceram a falta de alguns itens, mas afirmaram que isso não tem afetado a assistência para a população. “Dentro de um universo de 3 mil itens, 5%, no máximo, estão em situação crítica no estoque, mas nada que prejudique a assistência. E essa criticidade parte de um ponto de fragilidade, que foge da governabilidade do gestor, que depende dos fornecedores, porque existem insumos com problemas de matéria-prima”, disse o diretor geral da unidade, Geraldo Neto.

“Tivemos a questão do álcool líquido, por exemplo, que foi zerado. Enquanto isso, nós tínhamos um estoque extremamente confortável de álcool gel. E quando tem insumo com estoque perto de atingir nível crítico, a gente já dispara os processos de aquisição e fica no aguardo”, completou o diretor. A secretária-adjunta da Sesap, Leidiane Fernandes, também responsabilizou a dificuldade com prazos, por parte dos fornecedores, pela falta dos itens.

“O que a gente nota dentro do Walfredo Gurgel é que houve a falta de um outro insumo e que isso faz parte de uma logística onde, muitas vezes, o fornecedor tem dificuldade de prazos, porque são insumos específicos”, apontou a gestora. O presidente da Comissão de Saúde da ALRN ressaltou que um dos grandes problemas que afetam a Saúde do Estado são os problemas orçamentários. “De antemão, já posso dizer que a falta de finanças é um grande problema na assistência à Saúde do RN”, comentou Torquato. “Sabemos que falta medicamento porque a Sesap atrasa os fornecedores – alguns estão com nota desde setembro do ano passado para receber. Fica muito difícil para que o comerciante possa fornecer [insumos] sem o devido pagamento”, disse o deputado. Larissa Monteiro, coordenadora de Atenção à Saúde da Sesap, descreveu que foi solicitada, ao longo da semana, uma suplementação orçamentária para aquisição de medicamentos na rede do estado.

Ainda, segundo ela, foram abertos processos emergenciais para a compra de remédios e, no caso do Walfredo, as dívidas com as principais empresas fornecedoras foram quitadas. “Fizemos uma negociação na semana passada e pagamos as principais empresas que fornecem ao hospital. Com isso, as empresas retomaram às entregas na semana passada mesmo”, explicou.

Falta de insumos
No início da semana, servidores estaduais denunciaram, em cartazes afixados na fachada do Hospital Walfredo Gurgel, a falta de insumos médicos e higiênicos, listando entre eles sabão, luvas, gazes, álcool, papel toalha, suporte de soro, lenços, dipirona, aparadeira, antibióticos, ataduras, coletor de urina e luftal. Além dos listados à porta da instituição, a coordenadora do Sindsaúde, Rosália Fernandes, denunciou a falta de antibióticos, antiinflamatórios e seringas, faltosos em todo o hospital, sendo eles oxacilina, teicoplanina, tigeciclina, vancomicina, e seringas de 5ml e 20ml.




#Fonte: Tribuna do Norte 

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Mulher é Submetida a Cirurgia Cesariana Sem Estar Grávida no RN

Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte vai investigar o caso de uma mulher que passou por uma cirurgia cesariana sem estar grávida. O caso aconteceu no Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, no dia 18 de abril.

A paciente chegou ao hospital encaminhada pelo município de Guamaré. Segundo a equipe médica do Hospital Santa Catarina, a mulher tinha indicação de cesariana, pelo quadro clínico da suposta gestação e apresentou cartão de pré-natal preenchido e laudos de ultrassonografia. A paciente não passou por nenhum exame no hospital antes da cesárea.


A mulher, então, foi submetida à cirurgia, mas os médicos informaram que não encontraram nenhum bebê. Após o procedimento, a equipe teve acesso a um exame recente que estava com a família da paciente, indicando que não havia gestação.

Em nota, a Secretaria Municipal de Guamaré informou que encaminhou a paciente para “avaliação” no Hospital Santa Catarina e ressaltou que, durante as consultas de pré-natal, foi visto que a paciente não tinha evolução da altura uterina, ausculta de batimentos fetais e não tinha ganho de peso, mesmo após meses de suposta gestação. “Todas essas informações estão registradas em prontuário eletrônico e os encaminhamentos e solicitações das ultrassonografias também foram registrados, desde o início, no cartão da gestante”, diz a nota.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, responsável pelo Hospital Santa Catarina, destacou que a unidade de saúde segue um padrão de atendimento: toda paciente que chega à instituição é atendida pela equipe do pronto-socorro, que faz avaliação e encaminha para o centro obstétrico. Além disso, são feitos outros exames quando a equipe avalia ser necessário.

Perita médica reforça necessidade de exames antes de qualquer cirurgia

Perita médica que presta serviço à Justiça do Rio Grande do Norte, a obstetra Rosana Rebelo explicou que, no hospital, a gestante deve passar por exames para ver como está o bebê, antes do parto.

“É superimportante as pacientes serem examinadas antes de sofrerem um procedimento cirúrgico, principalmente procedimento de cesárea. É indispensável que se faça uma ausculta fetal para ver se está tudo bem com a criança e iniciar o procedimento”, pontuou.

“Nesse caso, talvez ela estivesse com uma gravidez psicológica, ou teve uma gravidez, perdeu e não sabia que perdeu, e continuou achando que estava grávida, e ai foi encaminhada, continuou o pré-natal. Mas o ideal é de que ela fosse examinada”, afirmou a profissional.

Rosana também é vice-presidente da Associação Médica do Estado e explicou que, em um caso como esse, a apuração deve ser rigorosa, para esclarecer o que aconteceu.

“Precisa se investigar todo o prontuário da paciente, o pré-natal no interior, investigar o atendimento ao chegar ao hospital, o que a equipe médica escreveu no prontuário, para se chegar a uma conclusão”, disse.

Em nota, a Direção do Hospital Santa Catarina informou que está apurando o caso com as equipes envolvidas, e também com a unidade de origem, que deu assistência pré-natal e encaminhou a paciente.







#Fonte: g1/RN
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Presidente Lula Chora ao Inaugurar Fábrica de Insulina: "sabe quem vai agradecer para o resto da vida? Minha bisneta, Que Tem Diabetes"

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

O presidente Lula (PT) participou nesta sexta-feira (26) da cerimônia de inauguração da planta de produção de insulina da Biomm, em Nova Lima, Minas Gerais. A oportunidade marca a retomada da produção do hormônio no país por uma empresa nacional depois de duas décadas e tem potencial para atender 1,9 milhão de pacientes.

Durante o discurso, Lula se emocionou por diversas vezes, como quando falou de sua amizade com Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro e conselheiro administrativo da Biomm. "Minha vinda a Nova Lima é mais do que para inaugurar uma fábrica, é para fortalecer a relação com a família Mares Guia", disse o presidente logo no início. "A gente não ama quem a gente não conhece. É o conhecimento, a relação, que faz você gostar ou não gostar de uma coisa. E quando o Walfrido fala da Biomm, e ele me fala isso desde o início do governo, ele tinha uma obsessão de criar essa fábrica. E quando ele foi me convidar, eu falei: ‘Walfrido, é o seguinte, você tem que contar essa história, para que as pessoas que estejam lá, os jornalistas que estejam cobrindo, não tratem esse encontro aqui como apenas uma inauguração de uma fábrica de insulina. Isso aqui é a consolidação de um sonho, de uma vida de amor e de crença de um ser humano e de vários seres humanos'".

Na sequência, o presidente citou a bisneta, que tem diabetes e faz uso de insulina para controlar a glicemia. "Sabe quem vai te agradecer para o resto da vida? A minha bisneta, que tem sete anos de idade e tem diabetes. Ela vive com um aparelho no ombro, com um celular. Cada coisa que ela come ela tem que controlar. E o que é fantástico é que ela pede para a mãe e o pai aplicarem a insulina nela. Ela já não tem mais medo, faz parte da vida dela. Ela deve estar assistindo. Então eu quero que a minha bisneta saiba que essa figura aqui [Walfrido dos Mares Guia] vai te dar tranquilidade para viver mais do que eu e mais do que ele está vivendo, porque a vida precisa que os bons vivam muito e os maus descansem logo".

Sobre a fábrica - Com investimento de R$ 800 milhões, a fábrica tem capacidade para suprir a demanda nacional de insulina e favorecer o acesso dos pacientes com diabetes ao tratamento. O Brasil é um dos países com maior incidência de diabetes no mundo, com 15,7 milhões de pacientes adultos, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF). A iniciativa é parte da nova estratégia para orientar a produção e a inovação nacional em saúde para atender ao Sistema Único de Saúde e para cuidar das pessoas, gerando emprego, renda e investimento no Brasil.

A fábrica terá capacidade para 20 milhões de unidades de carpules (refis) de insulina glargina por ano - e, na sequência, de canetas de insulina. Além disso, poderá fabricar 20 milhões de frascos de outros biomedicamentos, como a insulina humana recombinante. A estimativa é de que a unidade, de 12 mil metros quadrados de área construída, gere 300 empregos diretos e 1,2 mil indiretos, num benefício para mais de seis mil pessoas.
 
 
 
#Fonte: AgenciaBrasil
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RN: A Cada 10 Remédios, 4 Estão em Falta na Rede Estadual

A cada dez medicamentos, quatro estão indisponíveis na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte. Um levantamento da TRIBUNA DO NORTE mostra que o Estado registra uma taxa média de 40,4% de desabastecimento na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), na capital, e nas unidades descentralizadas (CEAFs), localizadas no bairro Alecrim, também em Natal, e nos Municípios de Mossoró e Caicó. Na sede da Unicat, faltam 74 dos 199 medicamentos fornecidos à população, ou seja, 37,1% de escassez. Todos os dados são da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e retratam o cenário desta quarta-feira (24).


Embora a situação seja crítica na capital, é no interior que o quadro se agrava. Em Caicó, na região Seridó, o número de remédios indisponíveis supera a quantidade dos medicamentos em estoque – o desabastecimento chega a 54,5%. Em Mossoró, o índice é de 44,3% e na unidade do Alecrim alcança 25,7%. A Sesap informou que trabalha para ampliar a oferta ao longo das próximas semanas. Há ainda unidades nas cidades de Assú, Currais Novos, Pau dos Ferros e Santa Cruz, mas não há dados sobre distribuição nas localidades.

Faltam medicamentos para tratar hipertensão, diabetes, lúpus, psoríase, asma, entre outros. Ao todo, cerca de 40 mil pessoas têm cadastro ativo no Estado. Quem está na fila há quatro meses é a doméstica Ana Maria dos Santos, 52 anos. Diagnosticada com endometriose, ela precisa aplicar injeções que superam R$ 2 mil cada, mas precisou interromper o tratamento. “A gente se sente humilhada, é uma situação muito complicada porque a gente sai de casa e chega aqui só para receber um ‘não’”, diz.

Moradora de Pium, região de Parnamirim, na Grande Natal, ela teme agravamento do distúrbio. “Eu olhei no aplicativo, mas resolvi vir aqui para tirar a prova porque fazia tanto tempo que achava que tinha algum problema, mas agora a gente é obrigado a voltar sem o medicamento. Não estou tomando porque não tenho condições de comprar e o tratamento está parado. Tenho medo que isso possa piorar, mas o jeito é esperar”, acrescenta Ana Maria.

Já Aline Maria está na fila de espera há tanto tempo que a autorização para pegar os medicamentos da sogra está prestes a vencer. A última vez que ela conseguiu as cápsulas de Alenia, usado no tratamento da asma, aconteceu em setembro do ano passado. “São seis meses sem receber. Minha sogra tem 70 anos e está sofrendo com essa situação lamentável. É um absurdo porque quem é aposentado não tem como arcar com isso”, diz.

De acordo com a Sesap, os medicamentos indisponíveis estão em processo de licitação para compra ou aguardam liberação do Ministério da Saúde. Em nota, a Secretaria disse que “paulatinamente o estoque vem sendo ampliado a partir das ações do grupo de trabalho permanente montado pela secretaria” e planeja “que o número de medicamentos em estoque seja ampliado a cada semana”.

Decisão
Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal determinou que o Estado constitua uma equipe exclusiva de servidores para conduzir as aquisições dos fármacos do Programa CEAF-SUS, que envolva a Unicat, Setor de Compras e Pesquisa Mercadológica, além do Setor de Contratos da Sesap. A decisão atende uma Ação Civil Pública datada de 2015, do Ministério Público do Estado.

Na decisão, o juiz Airton Pinheiro determina a dispensação dos medicamentos piridostigmina, sacarato de hidróxico férrico, sulfassalazina, brometo de tiotrópio monoidratado, cloridrato de olodaterol, brometo de umeclidinio, pilocarpina cloridrato, raloxifeno, vigabatrina e brinzolamida. Todos os medicamentos seguem em falta na Unicat, segundo a lista pública da unidade.

Durante o processo, o Ministério Público (MPRN) chegou a requerer o bloqueio de R$ 8 milhões para compra dos medicamentos, situação que foi extinta após a homologação de um acordo extrajudicial e determinada a devolução dos valores bloqueados. Sobre este processo em específico, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) disse ainda não ter sido notificada da decisão.

“Existe uma ACP proposta pelo MP e não podemos propor outra ação coletiva sobre o mesmo fato. Nessa ACP já tem sentença, já tem decisão transitada em julgado falando da necessidade de regularização desses insumos”, explica a Defensora Pública, Cláudia Queiroz.

Números dos medicamentos

  • Unicat (sede Natal)
    199 fornecidos
    74 indisponíveis
    125 disponíveis
    37,1% de desabastecimento
  • Alecrim
    35 fornecidos
    9 indisponíveis
    26 disponíveis
    25,7% de desabastecimento
  • Caicó
    174 fornecidos
    95 indisponíveis
    74 disponíveis
    54,5% de desabastecimento
  • Mossoró
    169 fornecidos
    75 indisponíveis
    94 disponíveis
    44,3% de desabastecimento

O levantamento não leva em consideração os medicamentos para os quais não existem pacientes cadastrados.

 

 

 

#Fonte: Sesap

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Servidores Denunciam Falta de Insumos no Maior Hospital Público do RN

Foto: Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi

Faltam insumos e medicamentos no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, a maior unidade pública de saúde do Rio Grande do Norte, que fica em Natal. A denúncia foi feita nesta segunda-feira (22) por trabalhadores do hospital, que, em protesto, colaram cartazes na porta da unidade com uma lista do que está em falta.

Os cartazes citam que o hospital não tem: sabão, luvas, gazes, álcool, suportes de soro, lençóis, ataduras, dipirona, antibióticos, entre outros materiais.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) informou que mantém um grupo de trabalho permanente para tratar do abastecimento de insumos nas 20 unidades hospitalares da rede.

Segundo a Sesap, o Walfredo Gurgel permanece com todas as condições de receber a população, realizando mais de 200 atendimentos diários apenas no pronto-socorro Clóvis Sarinho.

Por conta da falta de macas no hospital, no entanto, as macas das ambulâncias permanecem dentro da unidade, e os veículos ficam retidos, sem poder sair do hospital até que a maca seja liberada. Na manhã desta segunda, pelo menos 10 ambulâncias estavam paradas no local.

Na semana passada, o Hospital Walfredo Gurgel chegou a suspender a alimentação para acompanhantes de pacientes e também para funcionários. Segundo a Sesap, o motivo foi a diminuição no fornecimento dos insumos.

 

 

 

#Fonte: G1 RN

Servidores Denunciam Falta de Insumos no Maior Hospital Público do RN Servidores Denunciam Falta de Insumos no Maior Hospital Público do RN Reviewed by CanguaretamaDeFato on 25.4.24 Rating: 5

RN está em quarto lugar no Brasil em percentual de vacinação contra a influenza

Pouco depois de completar um mês do início da campanha de vacinação contra a influenza, o Rio Grande do Norte alcançou o percentual de 27,75% do público-alvo, o que representa 312.756 doses aplicadas. O número coloca o estado em destaque, na posição de 4º lugar em todo o Brasil em percentual de vacinados, atrás do Rio Grande do Sul (31,76%), Paraíba (28,45%) e Santa Catarina (28,38%).

“O Programa Estadual de Imunização tem unido esforços para, junto às Regionais de Saúde e municípios, intensificar as ações de vacinação e alcançar excelentes resultados nesta campanha. Apesar de estarmos em 4º lugar no Brasil, o percentual de 27% ainda é insuficiente para atingirmos a meta alta de 90%. É importante que a população que faz parte do público-alvo busque a vacinação. Com isso será possível obter a redução da morbimortalidade da doença, evitando internações e óbitos causados pela influenza no RN”, destacou a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Laiane Graziela.

InfoGripe mantém alerta para aumento de casos de covid -Foto: José Aldenir/Agora RN
Vacina contra covid - Foto: José Aldenir/Agora RN

Este ano a campanha de vacinação contra a influenza iniciou no dia 18 de março e segue até 31 de maio, vacinando o público prioritário, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais, professores e povos indígenas. A meta é imunizar, pelo menos, 90% de cada um dos 17 grupos prioritários para a campanha, que no RN somam 1,3 milhão de pessoas.

Os municípios potiguares de Caiçara do Rio do Vento (85,98%), Severiano Melo (85,48%) e Lucrécia (85,17%) obtiveram maior proporção de vacinação da sua população até esta terça-feira (23). Já a capital do estado, Natal, atingiu 14,66% de cobertura vacinal.

A vacinação é considerada a melhor estratégia de prevenção contra a influenza e possui capacidade de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus, reduzindo o agravamento da doença, as internações e o número de óbitos.

 

 

#Fonte: Agorarn

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Vacinas salvaram 154 milhões de vidas em 50 anos, diz OMS

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

As vacinas permitiram salvar pelo menos 154 milhões de vidas em todo o mundo desde 1974, o equivalente a seis vidas por minuto, mostra estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta quarta-feira (24).

Em comunicado, a OMS diz que o estudo incide sobre a vacinação contra 14 doenças, incluindo difteria, hepatite B, sarampo, tétano, febre amarela, rubéola, tuberculose, meningite A e tosse convulsa.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista médica britânica The Lancet, a vacinação permitiu salvar 101 milhões de bebês entre os 154 milhões de vidas estimadas.

O trabalho destaca que a imunização contra as 14 doenças analisadas contribuiu diretamente para reduzir 40% da mortalidade infantil global e 52% na África.

Somente a vacinação contra o sarampo reduziu em 60% a mortalidade infantil no mundo.

A OMS destaca ainda que mais de 20 milhões de pessoas podem hoje andar graças à imunização contra a poliomielite.

"As vacinas estão entre as invenções mais poderosas da história, prevenindo doenças antes temidas", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado no comunicado.

Os dados foram publicados em momento de retrocesso da vacinação, causado principalmente pela redução dos programas de imunização devido à pandemia de covid-19.

A OMS lembra que 67 milhões de crianças não receberam entre 2020 e 2022 todas as vacinas de que necessitavam, o que contribuiu para um aumento de 84% dos casos globais de sarampo entre 2022 e 2023.

O estudo foi divulgado na Semana Mundial da Vacinação 2024, que começou hoje e termina terça-feira (30).

Você será direcionado(a) para o sistema Fala.BR, mas é com a EBC que estará dialogando. O Fala.BR é uma plataforma de comunicação da sociedade com a administração pública, por meio das Ouvidorias.

Sua opinião ajuda a EBC a melhorar os serviços e conteúdos ofertados ao cidadão. Por isso, não se esqueça de incluir na sua mensagem o link do conteúdo alvo de sua manifestação.

 

 

 

#Fonte: AgenciaBrasil

 

 

 

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PROIBIÇÃO DO VAPE: 5 motivos pelos quais o cigarro eletrônico faz mal à saúde


Foto: Eva Hambach/AFP

A Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa aprovou, na última sexta-feira (19), a manutenção da proibição dos cigarros eletrônicos, também conhecidos como “vape”, no Brasil. O tabaco aquecido, assim como acessórios e refis destinados ao uso em quaisquer destes produtos também continuam proibidos no país.

Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) são uma polêmica no mundo inteiro. Desde seu surgimento e em muitos países, os cigarros eletrônicos e outros DEFs são considerados uma alternativa menos nociva ao cigarro tradicional. No entanto, estudos recentes mostram que esses dispositivos são nocivos à saúde, geram dependência e não trazem benefícios comprovados para a saúde pública. Além disso, eles têm um apelo muito grande entre jovens, incluindo crianças e adolescentes.

Confira cinco motivos, baseados em evidências científicas, pelos quais o cigarro eletrônico faz mal à saúde.

Dependência

O vape tem níveis de nicotina semelhantes ou superiores aos do cigarro tradicional. Além disso, devido à forma que entrega a nicotina, que “facilita sua inalação por períodos maiores, sem ocasionar desconforto ao usuário”, esses dispositivos teriam uma facilidade maior do que o cigarro convencional de tornar o usuário dependente. Um estudo do Hospital das Clínicas da USP mostrou que o cigarro tradicional tem um limite de 1 mg da substância no Brasil, enquanto os eletrônicos chegam a 57 mg por ml. Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), um único vape equivale a um maço com 20 cigarros.

Substâncias químicas

Tais dispositivos podem conter quase 2 mil substâncias, a maioria não revelada. Um trabalho da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, encontrou outras milhares de químicos desconhecidos nos aparelhos, que não eram listados pelas fabricantes. Além disso, sabe-se que a inalação de substâncias conhecidas presentes nestes dispositivos, como propilenoglicol e metais, são tóxicas e cancerígenas.

Alteração no DNA

Trabalho publicado na revista científica Cancer Research no mês passado revelou que usuários de cigarros eletrônicos apresentam alterações de DNA em células específicas da bochecha semelhantes às dos fumantes convencionais.

Jovens

Os vapes, em especial os descartáveis de sabor açucarado ou frutado e embalagens de cores vivas que lembram doces são especialmente atraentes para os adolescentes. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2019 pelo IBGE, 16,8% dos adolescentes de 13 a 17 anos já experimentaram o cigarro eletrônico.

Danos ao organismo

Segundo um estudo feito pelo Center for Tobacco Research do The Ohio State University Comprehensive Cancer Center e da Southern California Keck School of Medicine, ambos dos Estados Unidos, apenas 30 dias de consumo dos chamados vapes podem gerar problemas respiratórios severos, mesmo em pessoas com boas condições de saúde e pouca idade, público que mais consome esse tipo de produto.

Usuários de cigarros eletrônicos há 30 dias tiveram um risco 81% maior de apresentar um sintoma chamado chiado. Para esse grupo, também foi demostrado um risco 78% maior de sentir falta de ar e um risco 50% maior de apresentar sintomas de bronquite.
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RN: Hospital Walfredo Gurgel suspende alimentação para acompanhantes de pacientes e funcionários por redução de insumos


Foto: Anna Alyne Cunha/Inter TV Cabugi

 Acompanhantes de pacientes e funcionários do Hospital Geral Walfredo Gurgel – maior hospital da rede pública do Rio Grande do Norte – estão sem a alimentação normalmente fornecida pela unidade desde o início da manhã desta quarta-feira (17).

Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, o motivo da suspensão da alimentação foi a diminuição no fornecimento dos insumos.

Ainda de acordo com a gestão estadual, alimentação dos pacientes segue garantida e a previsão é de que a situação seja normalizada até a quinta-feira (18).

Acompanhantes de pacientes disseram que foram informados do problema ainda na terça-feira (16). A massoterapeuta Sandra Regina acompanha o marido internado há cinco dias na unidade, por causa de uma hemorragia.

“Nós fomos avisados ontem que os acompanhantes e os funcionários não iam ter alimentação, só que tem pessoas que não têm condições e passam dia e noite cuidando seus enfermos e não têm condição de ter alimentação, de comprar seu alimento, então depende da alimentação do hospital”, afirmou.

Ainda de acordo com ela, a última refeição dos acompanhantes foi às 22h da terça-feira (16).

“Mas hoje não teve de manhã, nem vai ter almoço. Há uma indignação no hospital. O pessoal vai comer fora, se virar como pode. E quem não tem? Vai passar o dia de fome?”, questionou.

Segundo o Sindisaúde, sindicato que representa os servidores, a falta de insumos teria sido causada pela falta de pagamento ao fornecedores. 



#Fonte: g1/RN



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Interior do RN tem quase 3 vezes menos médicos que média nacional




Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontam que o interior Rio Grande do Norte tem uma proporção de médicos quase três vezes menor que a média nacional. No País, há 2,81 médicos para cada mil habitantes, enquanto no interior do Estado há 0,97 médicos para cada mil pessoas. O cenário é diferente quando se observa a capital do Estado.

Natal tem 7,31 médicos para cada mil pessoas, bem acima da média nacional. Os números mostram a dificuldade para oferecer assistência à saúde adequada em regiões com pouca estrutura, como é o caso do interior do RN. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) 70% do quantitativo médico se concentra em Natal, enquanto 30% estão distribuídos nos outros 166 municípios.




#Fonte: Tribuna do Norte



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RN: Hospital Walfredo Gurgel busca familiares de paciente não identificado; homem tem tatuagem de um cachorro no braço direito


Foto: Ilustrativa/ Klênyo Galvão/Inter TV Cabugi

O serviço social do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel busca familiares de um paciente não identificado que está internado na unidade. O homem foi levado à unidade pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência na tarde de quinta-feira (11), sem documentação.

O paciente foi vítima de atropelamento em frente ao shopping Via Direta, na Zona Sul de Natal. Na ocasião, estava com uma camisa preta de manga longa com a marca “Smart fit” e uma calça comprida na cor branca. Ele tem cor de pele parda, aproximadamente 49 anos, cabelo preto e a tatuagem de um cachorro no braço direito.

Qualquer informação que ajude a encontrar os familiares do paciente pode ser repassada pelo telefone (84) 3232-7505 ou pelo whatsapp (84) 8132-6541. O serviço social do Walfredo Gurgel funciona 24 horas, de domingo a domingo.




#Fonte: Tribuna do Norte

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Estrutura de cuidado para autistas precisa avançar no RN


Uma das causas que tem ganhado cada vez mais apelo frente ao Poder Público e sociedade civil, a luta pela inclusão da pessoa com autismo está cada vez mais presente em discussões e ações no debate social, embora ainda careça de ações práticas e inclusivas para as pessoas com autismo, condição que pode afetar 1 a cada 36 crianças, segundo o último levantamento do Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Nesta semana, no dia 02 de abril, foi comemorado o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo.


Pais e mães são enfáticos ao alegarem que o tema está sim mais presente nas discussões sociais, no entanto, as judicializações por terapias e acesso à escolaridade, por exemplo, são realidades constantes. No interior do Estado, por exemplo, as situações são ainda mais complexas e desafiadoras, segundo mães ouvidas pela TN.

O número divulgado pelo CDC em 2023, referente a crianças dos Estados Unidos, mostra um aumento no número de casos de autismo no mundo, já que em 2000 essa proporção era de um caso a cada 150 crianças. Entre as principais hipóteses apontadas estão o maior acesso da população aos serviços de diagnóstico, formação de profissionais capazes de detectar o transtorno e ampliação da compreensão do que é o autismo.

Segundo Priscila Oliveira, mãe de Piero, 12 anos, os primeiros sinais do seu filho a serem identificados foram o atraso na fala, com o diagnóstico vindo aos 5 anos. A avaliação precoce, inclusive, foi essencial para dar início aos tratamentos, que precisaram de ida à justiça. No entanto, o desenvolvimento do seu filho veio atrelado a outro obstáculo: o acesso à escola, que ela também só foi conseguir após judicialização, mesmo sendo para uma escola pública. A luta foi para ter direito a um Atendimento Educacional Especializado (AEE).

“Do ano passado para cá judicializamos para que ele pudesse ter um professor que pudesse fazer educação especial para fazer intermediação com o conteúdo da sala de aula, já que ele não tem autonomia e são várias matérias. Conseguimos isso, mas esse ano, apesar de termos feito renovação de matrícula, começamos o ano letivo sem esse professor. Ele está indo duas vezes por semana para 50 minutos na sala de AEE, que é um suporte pedagógico”, explica.

A mãe chegou a fazer uma denúncia em sua rede social sobre as situações pelas quais seu filho passou, como ter sido colocado num canto da sala de aula assistindo vídeos no Youtube, e atestados apresentados pelos docentes impossibilitando sua ida à escola. Atualmente, Piero faz três sessões de terapias numa clínica privada em Natal, além de ir à escola em dois dias na semana. A evolução, segundo a mãe, é constante.

“O que procuramos é a busca pela estimulação. A ideia é a autonomia da pessoa com deficiência para que ele possa se desenvolver e ter uma vida adulta funcional. Piero é autista de nível de suporte três, não oralizado, e várias atividades como alimentação, dormir bem, não andar de ponta de pé, as crises dele conseguimos ter previsibilidade e a terapia tem sido um divisor de águas”, acrescenta. Segundo ela, seu filho gosta de assistir desenhos japoneses e tem hiperfoco em marcas de carros, uma das características da pessoa com autismo.

Segundo a coordenadora do grupo Mães Corujas Batalhadoras, Rochelle Barbalho, que conta com mais de 170 participantes de todo o Estado, o acesso à educação e terapias têm sido os grandes desafios de mães atípicas no Rio Grande do Norte. Rochelle é mãe de Alberto, de 17 anos, e relata que seu filho tem conseguido ir à escola e é bem acolhido pelos colegas. Atualmente, ele está em processo de alfabetização. “A interação com os colegas é grande! Eles gostam muito dele”, comemora.

“É comum demais os meninos não irem às escolas pela falta de auxiliares. Por outro lado, às vezes não são professores, são estagiários, com remuneração baixíssima, então às vezes eles não querem”, comenta. “Essa capacidade dos autistas se organizarem não é do mesmo jeito. Há todo um planejamento feito por eles, por isso a rotina é importante”, reflete.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação e Cultura (SEEC-RN) disse que, sobre a denúncia na Escola Estadual Augusto Severo, a pasta convocou professores para atuarem no atendimento da Educação Especial. No entanto, o número de profissionais que compareceram ao chamado foi menor do que o esperado pela pasta. A pasta disse ainda em nota que a oferta da educação especial na rede estadual de educação cresceu no comparativo entre os últimos dois anos letivos, saindo de 7.911 em 2022 para 8.622 no último ano letivo.

“A secretaria está organizando as demandas para uma nova convocação de professores em substituição aos que não compareceram ao primeiro chamado. Na escola estadual Augusto Severo, uma das professoras da educação especial, teve que se afastar por motivo de doença, no início do ano letivo, que começou no dia 4 de março. Mas a escola conta com professores da base comum curricular, de atendimento educacional especializado e cuidador”, disse.

Mobilização avançou, mas é preciso mais

Mesmo com os desafios presentes diários, pais e mães apontam que a causa tem ganhado cada vez mais apelo na sociedade, apesar de apontarem que são necessárias ações mais efetivas do Poder Público para para a pessoa com autismo. Nessa semana, por exemplo, ocorreu a 9ª edição da caminhada da pessoa com autismo. “Com essa mobilização social e todas essas informações, plantamos essa sementinha e criamos pontes da inclusão, pois há muros altos do capacitismo”, explica Priscila Oliveira.

Outras das ações elencadas pelas mães são algumas legislações recentes aplicadas no Estado, como a Lei Complementar nº 685/2021, conceder o direito a horário especial ao servidor público considerado pessoa com deficiência ou que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência de qualquer natureza, incluindo-se os responsáveis por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Nessa semana, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que assegura o direito ao atendimento psicossocial prioritário aos responsáveis que se dedicam integralmente ao cuidado de pessoas com deficiência. Uma lei semelhante foi aprovada na Câmara Municipal de Natal.

Decisões judiciais
Com um aumento considerável no número de judicializações, as decisões precisariam serem uniformes, segundo análise e avaliação do advogado Airton Romero Ferraz, especialista no tema e a frente de vários casos de judicializações sobre autismo no Rio Grande do Norte.



#Fonte: Tribuna do Norte 

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Com o fim da venda do álcool 70%, qual é o melhor produto para higienizar as mãos e superfícies?


Foto: Ilustativa/Freepik

O álcool 70% líquido, que se tornou um item presente em muitas casas brasileiras com a crise sanitária da Covid-19, não vai mais ser encontrado em farmácias e supermercados a partir de maio no Brasil.

Isso porque o produto na forma líquido teve o comércio no varejo proibido no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda em 2002, quando, em resolução, citou “os riscos oferecidos à saúde pública decorrentes de acidentes por queimadura e ingestão, principalmente em crianças”.

A venda passou a ser restrita para lugares como hospitais, laboratórios e empresas que precisam de uma esterilização específica. No entanto, em 2020, com a Covid-19, a agência liberou, de forma extraordinária e temporária, a comercialização em farmácias e mercados para auxiliar no combate ao vírus.

A medida era provisória, mas foi prorrogada diversas vezes. Da última, no final de 2022, quando o Brasil vivia uma subida dos casos do novo coronavírus, autorizou o comércio do álcool 70% líquido até 31 de dezembro de 2023.

O texto considerou que, “para fins de esgotamento de estoque”, a venda ainda poderia ser feita por mais 120 dias após o fim da vigência da resolução, por isso o prazo termina oficialmente no dia 30 deste mês.

Qual o melhor produto para higienizar as mãos?

 Graciele Almeida de Oliveira, bacharel em Química , destaca que a melhor opção para eliminar os vírus e bactérias das mãos continua disponível: lavar as mãos com água e sabonete.

— A melhor forma de higienizar as mãos continua sendo o uso de água e sabão. O uso de sabonete ou sabonete líquido, qualquer que seja, faz bem esse papel. O álcool líquido na realidade não é uma boa ideia para higienizar as mãos, pode deixar a pele irritada, tem efeito desidratante. Lavar as mãos adequadamente é um dos métodos mais eficazes e baratos na prevenção de doenças — diz a especialista.

De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o procedimento deve durar de 20 a 30 segundos (uma forma divertida de contar o tempo é cantar a música “parabéns para você” duas vezes) e seguir 5 passos. Caso contrário, não há garantia de que as mãos estarão devidamente higienizadas. São eles:

  • Passo 1: Molhe as mãos e os pulsos com água corrente;
  • Passo 2: Aplique sabão suficiente para cobrir as mãos e os pulsos molhados;
  • Passo 3: Esfregue todas as superfícies, incluindo as costas das mãos, entre os dedos e as unhas, e punhos por pelo menos 20 segundos;
  • Passo 4: Enxágue abundantemente com água corrente;
  • Passo 5: Seque as mãos com um pano limpo ou toalha de uso individual, ou toalha descartável.

Além disso, Almeida de Oliveira lembra que o álcool 70% em gel, que tem eficácia semelhante à do produto líquido, ainda poderá ser vendido nas drogarias. A resolução de 2002 estabelece regras, como que o volume máximo seja de 500g, e as embalagens sejam resistentes ao impacto, mas permite o comércio.

— Em relação aos produtos com álcool em gel, existem alguns com formulação pensada para a pele que é comum de se encontrar no setor de cosméticos em supermercados ou em farmácias. Em locais em que o acesso a água e sabão é limitado, pode-se usar o álcool em gel — diz.

O que usar para higienizar superfícies?

Para eliminar germes da superfícies, a Anvisa tem uma série de recomendações de desinfetantes que podem substituir o álcool 70% líquido. São eles:

  • Hipoclorito de sódio a 0.1% (concentração recomendada pela OMS);
  • Alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 0,1%;
  • Dicloroisocianurato de sódio (concentração de 1,000 ppm de cloro ativo);
  • Iodopovidona (1%);
  • Peróxido de hidrogênio 0.5%;
  • Ácido peracético 0,5%;
  • Quaternários de amônio, por exemplo, o Cloreto de Benzalcônio 0.05%;
  • Compostos fenólicos e
  • Desinfetantes de uso geral aprovados pela Anvisa.

A agência explica que eles geralmente levam de 5 a 10 minutos de contato para inativar os vírus e bactérias. Por isso, após aplicar o produto, é preciso esperar esse tempo para, por exemplo, fazer uma limpeza com outros itens por cima na superfície.

A Anvisa orienta ainda que a água sanitária e os alvejantes comuns também podem ser diluídos para desinfetar pisos e outras superfícies, mas é preciso estar atento porque esses produtos podem deixar manchas em alguns materiais.

A diluição recomendada, que deve ser apenas para uso imediato, não podendo ser armazenada devido ao risco de perder a eficiência, é:

  • Água sanitária: diluir duas colheres e meia de sopa de água sanitária em 1L de água;
  • Alvejante comum: diluir duas colheres de sopa de alvejante em 1L de água.

— Tudo vai depender da superfície que se quer higienizar. Laboratórios de pesquisa, hospitais e nossas casas são suscetíveis a diferentes tipos de contaminação e requerem distintas formas de higienização. Para o ambiente doméstico o uso de produtos de limpeza habituais é suficiente para ter uma casa limpa — diz a doutora em Bioquímica pela USP.




#Fonte: Agência O Globo

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RN: Servidores da saúde do Estado iniciam greve por reajuste salarial

Foto: Ilustração/Divulgação

Os servidores estaduais da saúde do Rio Grande do Norte iniciaram mais uma greve na manhã de quarta-feira (3), com um ato de formação dos trabalhadores do setor. A categoria cobra reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

A paralisação é mobilizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN), que também definirá um cronograma de atividades da greve. Uma manifestação da categoria está marcada para a próxima terça-feira (9), no Centro Administrativo, para pressionar o Governo do Estado por um acordo. Ainda segundo o sindicato, são esperadas reduções nos atendimentos das unidades de saúde pública.

Rosália Fernandes, uma das coordenadoras do Sindsaúde-RN, diz que a paralisação é uma resposta ao Governo do Estado, que propôs recomposição salarial a partir de 2025. “Recebemos essa proposta descabida de reajuste zero em 2024, enquanto todas as outras categorias estão recebendo recomposições”, afirma Rosália. Procurada pela reportagem, o Governo confirmou a proposta da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), de conceder recomposição somente no ano que vem aos trabalhadores da saúde.




#Fonte: Tribuna do Norte

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Pesquisadores da Holanda podem ter descoberto a cura para o HIV


Reprodução

 Pesquisadores da Universidade de Amsterdã, na Holanda, estão celebrando um avanço significativo na busca pela cura do HIV. Utilizando a técnica revolucionária de edição genética CRISPR, eles conseguiram remover o material genético do HIV das células humanas infectadas.

Atualmente, os pacientes vivendo com HIV precisam fazer uso de medicamentos antirretrovirais de forma contínua para controlar a doença. No entanto, através do uso da técnica CRISPR em laboratório, os pesquisadores foram capazes de eliminar o vírus das células T infectadas. O HIV utiliza essas células de defesa do corpo humano para se replicar, e, portanto, a estratégia visa erradicar completamente o vírus do organismo, potencialmente eliminando a necessidade de tratamento vitalício.

Os resultados dessa pesquisa foram apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, onde os cientistas afirmaram que essas descobertas representam um avanço fundamental no desenvolvimento de uma estratégia de cura para o HIV. No entanto, é importante ressaltar que o estudo completo ainda não foi publicado em uma revista científica, e mais pesquisas são necessárias para confirmar e expandir esses resultados promissores.




#Fonte: NY Post

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Servidores da saúde do RN recusam proposta do Governo e aprovam greve para abril

Foto: Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (SindSaúde/RN) informou que rejeitou por unanimidade a proposta do Governo do Estado de recomposição salarial em 2025. A decisão foi tomada em Assembleia Geral na quarta-feira (20), em que também foi aprovada uma greve prevista para iniciar no dia 3 de abril.

“O governo insiste na proposta descabida de recomposição salarial apenas em 2025, além da falta de interesse político em discutir os pontos da pauta da categoria, pedindo inclusive que o sindicato escolhesse pontos prioritários para serem atendidos”, informou o SindSaúde/RN em nota, ressaltando que o pedido foi negado.

De acordo com o Sindicato, durante uma reunião no dia 15 de março, a Secretaria de Estado da Administração (SEAD) “chegou a ameaçar, através de item escrito na ata da reunião, que em caso de movimentação grevista a categoria será retirada da Mesa de Negociação, ou seja, o governo suspenderá o diálogo e só irá retomar as negociações depois do fim da greve”.

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RN: Aplicativo, Desenvolvido por Alunos da UnP, pode ajudar a tratar pacientes renais


A união de saúde e tecnologia fez surgir uma nova forma de acompanhar pacientes com problemas renais. Reunindo conhecimentos de diversas áreas, o objetivo é solucionar problemas de saúde por meio da inovação tecnológica. É neste âmbito alunos de uma universidade particular elaboraram um aplicativo chamado “Nefrontec” que auxilia no tratamento de Doenças Renais Crônicas (DRC).

O aplicativo foi concluído em 2023 e em março deste ano foi publicado na “Research, Society and Development”, uma revista científica multidisciplinar focada em promover o desenvolvimento social, científico e tecnológico. O artigo apresenta uma plataforma que, além de monitorar pacientes pós-hemodiálise, pode também gerar uma redução de custo, ajudar a otimizar o trabalho de profissionais da saúde e melhorar o atendimento e cuidado com os pacientes.

Desenvolvido pelos alunos José Lucas Santos, Fabielle Gimenes, Erivan Filho, Victor Gustavo Castro, Heloísa Matias, Samuel Paranhos, a plataforma apresenta uma nova forma de acompanhar doenças renais. O protótipo também possibilita o acesso a diagnósticos, orientações de saúde, consultas, evolução clínica e entre outros. Além disso, também é possível acessar o serviço móvel de urgência, bem como consulta vídeos educativos acerca do autocuidado, cuidados com fístulas e cateteres.

O aplicativo surge em meio ao aumento significativos de pacientes em diálise. Na última década, entre 2009 e 2020, o Censo Brasileiro de Diálise (CBD) apontou que houve um aumento de 86,5% de pacientes nesta condição, passando de 77 mil casos para 144 mil. Além disso, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), as doenças renais crônicas afetam mais de 10 milhões de pessoas no país. A última atualização de pacientes em diálise foi divulgada em 2022, pelo SBN, que mostra 155 mil pessoas nesta condição no Brasil. Diante deste cenário, os alunos do projeto pensaram em como usar a tecnologia para ajudar as pessoas que vivem nesta condição.

Aplicativo foi desenvolvido por alunos da UnP, com resultado publicado em revista científica – Foto: Magnus Nascimento

A estudante de medicina Heloísa Matias explica que o Nefrontec surgiu da problemática sobre a observação de pacientes dialíticos em casa. O tratamento da hemodiálise pode ser exaustivo, intrusivo e alguns pacientes podem sentir dor de cabeça, desidratação, câimbras, reações alérgicas, enjoos e calafrios. A partir destes efeitos, surgiu a ideia de criar um meio que tornasse possível monitorar quais as complicações e o que pode ocorrer com o paciente em casa.

“Nesse semestre, focaremos na divulgação do projeto, bem como, auxílio nesse processo de criação de um produto mínimo viável. Caso obtenhamos sucesso com o aplicativo, expandi-lo é algo que pode ser pensado futuramente”, declarou a estudante.

Líder do projeto, José Lucas Santos, aluno de Enfermagem, explica que a ideia surgiu junto com Samuel Paranhos, também integrante da pesquisa, com a proposta de diminuir os casos de agravamento da doença. “Hoje, no mercado não existem aplicativos voltados para pacientes dialíticos (que possuem insuficiência renal crônica), principalmente em homecare, esse app visa diminuir a incidência de agravamento das complicações da hemodiálise, bem como idas desnecessária à Unidade de Pronto Atendimento (UPA)”, explicou Santos.



#Fonte: Tribuna do Norte 

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